“FILHOS”
quem são nossos filhos, qual sua função na família, quando e como
melhor educá-los, qual a melhor hora de deixá-los decidir por si,
educação religiosa, os equívocos na educação e suas consequências;
Enfim, como nós pais, podemos criá-los para serem no futuro,
homens-espíritos e não homens-corpo.Quem são nossos filhos?
Nossos filhos são espíritos que foram atraídos ao agrupamento familiar, através dos laços da simpatia ou antipatia, dependendo das necessidades carmicas.
Qual sua função na família?
Não recebemos os filhos em nosso lar por acaso. Estamos reunidos em uma família para crescermos juntos, aprendermos uns com os outros.
Deus os envia para que na busca do ajuste familiar, num trabalho ativo e constante, muitas vezes sob conflitos, consigamos transformar defeitos em virtudes, desenvolvendo o lado moral e o lado intelectual. Tudo isso com o único objetivo: desabrochar o amor.
Questão 582 - pode-se considerar a paternidade uma missão?É incontestavelmente uma missão. “É ao mesmo tempo um dever muito grande, e que determina, mais do que o homem imagina, sua responsabilidade para o futuro.” Livro dos Espírito
ão conhecemos o mistério que os filhos ocultam em sua inocência; não sabemos o que eles são, nem o que foram, nem o que serão. Na maioria das vezes, os filhos, (espíritos) podem ter vindo de um mundo em que tenham adquirido hábitos, paixões, tendência e gostos diferentes e opostos aos nossos. Por isso, se queremos que se incorporem em nosso ambiente, precisamos prepará-los na infância.
Lembrando que nos primeiros 7 anos, o espírito ainda se encontra muito ligado ao plano espiritual, essa 1ª grande fase da vida é de muita importância, pois ele está se firmando, se mantendo e se fortalecendo como uma plantinha que vai pegando e desenvolvendo.
Todos recebem uma aparência de inocentes, como imagem do que eles deveriam ser. Mas não é somente por eles que Deus lhe dá esse aspecto, é também e sobre tudo por seus pais, que recebendo essa fragilidade infantil, no seio familiar, naturalmente sentem necessidade em dar o amor. E esse amor seria extraordinariamente enfraquecido se as crianças já demonstrassem um caráter impertinente e rude, ao contrário, sendo dóceis e ingênuas, naturalmente recebem toda afeição e são envolvidas nos mais delicados cuidados. "Devemos perceber que os caminhos de Deus são sempre os melhores, e que, quando se tem o coração puro, é fácil conceber-se a explicação respeito".
Mas, quando as crianças não mais necessitam dessa proteção, dessa assistência que lhes foi dispensada durante quinze a vinte anos, seu caráter real e individual reaparece em toda a sua nudez; e o Espírito se mostra como realmente é; permanecem boas, se eram fundamentalmente boas, mas, se frequentemente se revoltam, estão demonstrando o que estavam ocultando na primeira infância.
A sabedoria divina agindo sempre a favor dos filhos, proporciona a fase da infância para que a docilidade, ingenuidade e flexibilidade em aprender, possam facilitar a vida dos “filhos” que habitam um corpo infantil e aos pais, para que tenham a facilidade em ensinar o “Viver à Vida” sob as Leis Divinas, com limites e sempre reprimindo suas más tendências. Lembrando que o amanhã é construído hoje.
Como melhor educá-los?
A missão de ser pai, de ser mãe, é muito importante. Os filhos têm em seus pais o exemplo mais presente em suas vidas. Por isso, temos que ter o cuidado de não só ensinar por palavras, mas vivenciar as lições, porque aquilo que as crianças veem na prática é mais facilmente assimilado e compreendido.
“O nosso sentir paternal ainda é produto do egocentrismo de um “ambiente de sensações”“. É, pois, indispensável que todas as emoções, inclusive as mais nobres, sejam subordinadas ao controle do raciocínio; e o amor para com os filhos não deve fugir a essa regra. Amar os filhos, no sentido exato do termo, importa, acima de tudo, em saber conduzi-los visando, não apenas, o futuro homem-corpo, mas, especialmente, o homem-espírito. Os pais que sabem atender a este aspecto moral libertam-se dos sentimentalismos afetivos que degeneram em liberdades nocivas.
E neste sentido, Deus nos dá esta lição e exemplo edificante: a sua bondade, embora infinita, não impediu que a sua sabedoria criasse a severidade dos mundos de correção espiritual, destinados aos que se afastam da linha reta estabelecida pelas suas leis, pois não basta sentir o amor; é preciso saber exercê-lo de modo que bondade e sabedoria formem duas linhas paralelas, a fim de que se estabeleça o equilíbrio entre o sentir e o saber”.
Diferentes funções na formação dos filhos:
Diretiva
Orientativa
Sugestiva
Colaborativa
1ª fase da infância – Função Diretiva:
Os pais vão dirigir seus filhos para a prática do bom, do bem e do belo.
Fortalecendo o amor em sí mesmos, para próximo e para Deus.
2ª fase da Infância – Função orientativa:
Pais já podem orientar com base em conceitos para que ele reflita. Aqui os pais percebem o caráter do filho; trabalha pela transformação das características negativas do filho, reforçando as positivas.
Evitando a pretensão de criar o caráter.
Adolescência – o Espírito reencarnante “chegou”
Adolescente possui capacidade plena de elaborar conceitos, permitindo aos pais extrair o que ele/ela pensa – Aqui a prática do diálogo mais profundo com respeito exercitando as virtudes.
Cabe mais orientação, mas sempre direcionando com habilidade, efetividade e afetividade para que realmente aconteça o direcionamento para o bem, o bom e o belo, permitindo que haja a formação do caráter do adolescente.
O escritor Sergio Sinay, 66 anos, é um especialista em vínculos humanos. Sociólogo e jornalista, formou-se na Escola de Psicologia da Associação Gestáltica de Buenos Aires. Requisitado consultor sobre assuntos familiares e relações pessoais, tem vários livros publicados.
Pergunta: Ao abordar o problema de jovens envolvidos com drogas e violência, o senhor diz que a solução é os pais terem mais controle sobre o que eles fazem e onde vão. Como não resvalar para a superproteção?A infância e a adolescência são etapas muito breves da vida e necessárias para o amadurecimento biológico, psíquico e cognitivo. Seremos adultos a maior parte da nossa vida. A adolescência termina entre os 18 e os 19 anos. Quando os pais são ausentes ou não cumpriram suas funções, vemos adolescentes imaturos de 30 ou 40 anos. Se os pais pegam no leme do barco, e realizam esse trabalho com amor, ao fim da adolescência, seus filhos serão pessoas com ferramentas para caminhar pela vida. Terão muito por aprender ainda, mas terão boas bases e um bom sistema imunológico contra os principais perigos sociais. Os limites do controle vão mudando com a idade dos filhos e vão se flexibilizando até desaparecer por completo. Para saber quando e como modificá-los, há que estar presente.
Fase adulta:
Só é cabível a função sugestiva. Sugerem-se possibilidades de realização para o filho, de acordo com suas escolhas.
Convite aos pais a repensar o livre-arbítrio dos filhos; trabalhando o desapego as funções temporais.
Função colaborativa:
Em todas as fases, porque o compromisso maior do pai e da mãe é de colaborarem com Deus na formação daquele irmão em humanidade que estará transitoriamente, como filho do casal.
Redação do Momento Espírita com base em texto de autoria ignorada.
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