
História
"Havia um rapaz que vivia com o pai, em extremas dificuldades. O pai era cego. O miúdo treinava numa equipa de futebol, no bairro, e o pai acompanhava-o sempre. Sentava-se sempre no mesmo banco e não se cansava de incentivar o filho quando percebia, pelo que ouvia, que ele fazia parte da jogada. Um dia, o miúdo foi sozinho para o treino. Pela primeira, em tantos anos, o pai não foi com ele, não iria mais, tinha partido... Este rapaz nem sequer jogava bem, não tinha lugar na equipa, os companheiros jogavam melhor que ele. No domingo seguinte, jogava-se a grande final, em casa. Do banco dos suplentes, o rapaz olhava para aquele lugar vazio, na bancada. O olhar vidrado, alheio à emoção do encontro e ao facto de estarem a perder naquele jogo tão decisivo para o clube. De repente, levanta-se, agarra o braço do treinador, com força e diz-lhe: - Mestre, deixe-me jogar! - Tem juízo, tu... hoje? Não vês que... - Mestre, por favor, suplico-lhe, deixe-me jogar. Entrou e... não era o mesmo! Corria como nunca, os passes perfeitos, contornava os adversários e imparável marcou um golo, outro golo e outro... Estava toda a gente boquiaberta, não queriam acreditar, ganharam o jogo e levantaram-no em braços. Passado o êxtase, o treinador chamou-o a um cantinho do balneário, ainda incrédulo com o que tinha visto: - Olha para mim, de frente, e diz-me o que é que se passou contigo hoje. Tu nunca jogaste assim, que é que aconteceu? Com os olhos a brilhar e um fantástico sorriso, o rapaz respondeu: - É que hoje, mestre, hoje finalmente, o meu pai pôde ver-me jogar!"
"Havia um rapaz que vivia com o pai, em extremas dificuldades. O pai era cego. O miúdo treinava numa equipa de futebol, no bairro, e o pai acompanhava-o sempre. Sentava-se sempre no mesmo banco e não se cansava de incentivar o filho quando percebia, pelo que ouvia, que ele fazia parte da jogada. Um dia, o miúdo foi sozinho para o treino. Pela primeira, em tantos anos, o pai não foi com ele, não iria mais, tinha partido... Este rapaz nem sequer jogava bem, não tinha lugar na equipa, os companheiros jogavam melhor que ele. No domingo seguinte, jogava-se a grande final, em casa. Do banco dos suplentes, o rapaz olhava para aquele lugar vazio, na bancada. O olhar vidrado, alheio à emoção do encontro e ao facto de estarem a perder naquele jogo tão decisivo para o clube. De repente, levanta-se, agarra o braço do treinador, com força e diz-lhe: - Mestre, deixe-me jogar! - Tem juízo, tu... hoje? Não vês que... - Mestre, por favor, suplico-lhe, deixe-me jogar. Entrou e... não era o mesmo! Corria como nunca, os passes perfeitos, contornava os adversários e imparável marcou um golo, outro golo e outro... Estava toda a gente boquiaberta, não queriam acreditar, ganharam o jogo e levantaram-no em braços. Passado o êxtase, o treinador chamou-o a um cantinho do balneário, ainda incrédulo com o que tinha visto: - Olha para mim, de frente, e diz-me o que é que se passou contigo hoje. Tu nunca jogaste assim, que é que aconteceu? Com os olhos a brilhar e um fantástico sorriso, o rapaz respondeu: - É que hoje, mestre, hoje finalmente, o meu pai pôde ver-me jogar!"
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