sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Infelizmente, conheço bem a dor, de perder um filho.


Infelizmente, conheço bem a dor, de perder um filho. 

Hoje eu tenho que aprender a viver sem um pedaço de mim. Após a morte do meu filho, em 2011 passei a saber que a dor de perder um filho não passa nunca. Continuei vivendo, dia após a dia, mesmo sentindo que estava faltando um pedaço de mim. Confesso que me surpreendo com a minha capacidade de lidar com a dor, após mergulhar em minha própria dor.

É preciso ser demasiado humano, como diria Padre Fábio, para poder lançar-se nesse redemoinho de dor e sofrimento e sobreviver mais forte, transformando-se em uma pessoa melhor. É preciso ter paciência com você mesma e com a dor. Permitir que esse momento de dor e sofrimento seja vivido em todas as suas nuances. Mas as pessoas em sua ânsia de querer ajudar, não lhes dão esse direito. Exigem de você algo que naquele momento você não pode dar. Exigem que você esqueça, que sorria, que continue a viver como se nada tivesse acontecido. E não é bem assim. Algo terrível aconteceu. Eu perdi meu filho, um pedaço de meu ser. Eu fiquei incompleta. Deve-se saber que uma mãe que perde um filho ficará para sempre de luto.

Uma coisa é preciso saber: Deve-se considerar a necessidade de se respeitar uma mãe enlutada porque ela está imersa em sua dor. Uma dor tão imensurável, tão indescritível que chega a se materializar. É preciso ter paciência com as emoções que virão a povoar o coração dessa mãe que nunca mais será a mesma. Ela necessita se isolar para vivenciar esse momento. Ela precisa das lembranças do seu filho para amenizar suas saudades..


 noelma cavalcante de sousa

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