quinta-feira, 10 de setembro de 2015

vivência/superação do luto



 Alguns especialistas que se dedicam à vivência/superação do luto explicam que a adaptação à perda, e o consequente deixar ir, abarca quatro tarefas:

- aceitar a realidade da perda – há, aqui, a necessidade da compreensão de que a pessoa morreu e não irá voltar. O funeral, portanto, ajuda o enlutado a avançar na aceitação da perda, no reconhecimento definitivo da ausência permanente e diária daquele que morreu;

- trabalhar a realidade derivada da perda – vivenciar com plenitude a dor do sofrimento, ou seja, não evitar o sofrimento consciente e, por isso, sentir tristeza (choro recorrente), raiva, culpa, autocensura, ansiedade, torpor, medo etc. Permitir-se, portanto, o enlutado satisfazer a dor, senti-la e saber que um dia ela passará;

- ajustar-se a um ambiente no qual o falecido está ausente – ajustamentos são exigidos por parte do enlutado à sua nova realidade. Assim, por exemplo, o cônjuge que sobreviveu estava habituado com o marido jardineiro, agora ausente... Pequenas atividades diárias, antes compartilhadas ou divididas, agora deverão sofrer um ajuste pelo cônjuge sobrevivente. Logo, esta tarefa exige a implementação cotidiana daquele trecho do poema de P. Neruda: “ahora me dejen tranquilo./Ahora se acostumbren sin mí” (in: Pido Silencio);

- transferir emocionalmente o falecido e prosseguir com a vida – a pessoa necessitará perceber que poderá voltar a amar sem deixar de amar a pessoa que perdeu; e esta é em consequência uma tarefa difícil de ser implementada para muitos, especialmente alguns viúvos/viúvas."

Eugênia Pickina

Mas independente da história de cada um, do modo particular de lidar a pessoa com acontecimentos difíceis e considerando ainda que por enquanto pertencemos a uma sociedade muito individualista, pois fraco o apoio comunitário, a terapia floral pode ajudar no processo do luto, no cuidado/superação do sofrimento perante a perda de uma mãe, cônjuge, filho ou outro familiar importante

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