sábado, 18 de julho de 2015

O Câncer, o Carma e a Cura


O Câncer é a descarga no corpo físico de um passivo deletério que fora acumulado durante a trajetória existencial. Como o vaso físico é um tipo de mata-borrão do espírito, é nele que esse passivo escoa.
Pelo Carma, o Câncer é proveniente dos resquícios convulsivos das estultícies de outrora, e se eleva à categoria de doença quando transforma em amorfas as células boas que dão forma à forma.
O Câncer tem por finalidade por fim a uma trajetória de antagonismos e desvios variados da personalidade humana. Desse modo, como uma trava que põe limite ás ações do portador, ele só será erradicado se o tal portador sublimar seus efeitos e assimilar seu propósito, desconfigurando assim a consequência funesta de seu ideal.

O candidato à Cura deve reavaliar rapidamente sua postura, pois o Câncer só pode ser terminado após uma tomada de postura radical, absolutamente contrária á postura costumeira.

Detentor de um passado de conflitos, seja nesta ou em outra existência, geralmente relacionados a extravagâncias, o portador dessa doença tem que ficar atento ao impacto que a notícia dela produz na sua mente. Esse impacto deve ser contemporizado pela certeza na capacidade de sublimação do paciente, pois uma das coisas que o Câncer sempre conta a seu favor, para seu projeto cabal, é com uma mente abalada e depressiva. Assim, com terreno favorável, ele fica abrangente e rápido.

Células epiteliais que são responsáveis pelas formas externas de revestimentos dos órgãos, são impregnadas pelo magnetismo mental e perispiritual do portador, e são exatamente essas células que invadem as outras. Suas formas ficam anaplásticas e recebem o nome de câncer.

O detalhe é que essas células enxovalham o corpo, pois elas fazem o caminho inverso da proposta criadora das energias do organismo: passam a constituir o corpo com energia destruidora. Daí a razão de que o portador, ao invés de se reprimir, tem que radicalizar rapidamente nas mudanças, de tal maneira que o organismo se revigore e desassimile a destruição.
Mudanças de atitudes, certeza de que ninguém nasceu para morrer de doença, ciência de que um estado de vida pode ser mudado, confiança de que é possível sublimar o problema e diminuí-lo ao ponto de não lhe conferir o status que busca: eis a chave que o portador tem para abrir as portas da cura. De resto, tratamentos todos: médicos e espirituais.

O Câncer é o arquivo mórbido do Carma de um conjunto de situações que se descarrega da mente no conjunto corpo-espírito. Excluir esse arquivo é fazer tudo o que foi dito acima, sem pestanejar.

O Carma se desenlaça com a certeza absoluta do potencial que se tem de mudança somado à certeza de que é preciso colocar a vida no curso normal novamente.

Apegue-se a atividades cujos labores se ligam a fraternidade, uma vez que parte desses carmas são oriundos das maluquices e doidivanas do pretérito, onde à fraternidade e a humanidade não eram praticadas.

A Cura de uma gripe significa agasalhar-se, a Cura do Câncer significa mudar radicalmente de vida, com vigor e certeza sublimada.
Marlon Santos

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