Durante o sono, apenas o corpo repousa; o Espírito,
esse não dorme; aproveita-se do repouso do primeiro e dos
momentos em que a sua presença não é necessária para
atuar isoladamente e ir aonde quiser, no gozo então da sua
liberdade e da plenitude das suas faculdades. Durante a
encarnação, o Espírito jamais se acha completamente separado
do corpo; qualquer que seja a distância a que se
transporte, conserva-se preso sempre àquele por um laço
fluídico que serve para fazê-lo voltar à prisão corpórea,
desde que a sua presença ali se torne necessária. Esse laço
só a morte o rompe.
“Durante o sono, a alma se liberta parcialmente do corpo.
Quando dormimos, ficamos, temporariamente, no estado
em que nos acharemos de maneira definitiva após a morte.
Os Espíritos que depois da morte de seus corpos se
desligaram da matéria, tiveram sonos inteligentes; aqueles,
quando dormem, juntam-se à sociedade de outros seres que
lhes são superiores; viajam, conversam e se instruem
com eles, trabalham mesmo em obras que, quando morrem,
acham inteiramente acabadas. Isto deve ensinar-vos a não
temer a morte, pois que morreis todos os dias, como o disse
um santo.
OBRAS PÓSTUMAS

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