O Espiritismo na Bíblia
Fátima Farias
O teólogo e professor universitário paraibano Severino
Celestino da Silva não aceita críticas sem fundamentos lógicos. Cansado de
ouvir falar que a Bíblia condena o Espiritismo consultou 16 Bíblias e ali
encontrou disparidades de conteúdo. Lembrou-se das palavras de São Jerônimo: “A
verdade não pode existir em coisas que divergem”. Decidiu mergulhar na fonte
hebraica da Bíblia, comparou com as versões em grego e latim, e descobriu que
as traduções apresentam conceitos políticos e pessoais dos seus tradutores, que
comprometeram sua autenticidade. Debruçou-se na pesquisa, teve a idéia de
reunir o resultado no livro Analisando as Traduções Bíblicas, que aponta as
distorções ocorridas nos textos sagrados de Moisés até hoje. A obra teve
tamanha repercussão pelo Brasil afora e até no exterior (três edições em menos
de dois anos), que já recebeu proposta para editá-lo em espanhol e esperanto.
Ele consultou ainda 103 referências bibliográficas, que
colocam o Espiritismo no seu devido lugar perante a Bíblia, provando também que
os fenômenos mediúnicos, a reencarnação e as bases do Espiritismo, ressaltam
dos textos sagrados. Precavido, ainda foi buscar o aval do israelense Gad
Azaria, que revisou os textos em hebraico. Celestino revela que na Bíblia se
encontra toda a crença da reencarnação, por parte dos profetas e do povo
hebreu, em todas as épocas, e do próprio Cristo que pregava sobre o retorno do
espírito noutro corpo, inclusive afirmando, textualmente, que João Batista era
o Elias que já vivera no tempo dos Reis de Israel e que havia voltado
reencarnado no corpo de João Batista. Dos 23 capítulos do livro, oito se
referem à reencarnação na Bíblia.
Celestino considera a Bíblia o livro mais fantástico do
universo, por possuir um conteúdo moral, religioso e de relacionamento do homem
com Deus indiscutível, porém constata que ainda é muito incompreendida pelo
homem. “A Bíblia hoje em português representa uma verdadeira ‘Torre de Babel’ e
se perde aquele que busca entender a sua mensagem. Este foi o motivo que me
levou a escrever este livro que traz verdades importantes para quem quer seguir
um Deus único, misericordioso, infinitamente justo e bom e sobretudo Amor. É um
livro que mostra ainda a inexistência de religiões na Bíblia, bem como a
inexistência de condenação à Doutrina Espírita. Ele leva você a refletir sobre
o amor, a prática da caridade, o amor ao próximo e que a fé sem obras em si é
morta”, explica.
As religiões tradicionais costumam argumentar que a Bíblia
não se refere ao Espiritismo, mas Celestino tem a resposta: “Realmente a Bíblia
não apresenta, em nenhuma de suas páginas, referência ao Espiritismo, de onde
logicamente se conclui que não poderia proibir a sua prática ou condená-lo.
Seria até uma incoerência. A Doutrina Espírita foi codificada por Allan Kardec
em 1857, já a Bíblia foi escrita há quatro mil anos atrás, como poderia
condenar uma doutrina que surgiria tanto tempo depois? O que encontramos em
todas as suas páginas são fenômenos mediúnicos incontestáveis e realizados
pelos profetas que eram, na verdade, grandes médiuns”.
Esclarecendo Deuteronômio
Celestino ainda aponta o discurso dos opositores do
Espiritismo, que se utilizam do Deuteronômio para ilustrar e justificar suas
posições discriminatórias em relação à doutrina kardecista. Ele esclarece essa
utilização do livro bíblico. “O Deuteronômio é um livro fantástico. É nele que
existe um maravilhoso e incontestável legado para a humanidade: os Dez
Mandamentos. Foi nele que Deus registrou a Primeira Aliança. Mas, as pessoas
querem ligar as recomendações de Moisés, feitas para o povo Judeu há quatro mil
anos no deserto do Sinai, como se fossem dirigidas para os espíritas, que nem
existiam naquela época. Eu tenho o maior respeito pelo Deuteronômio, mas é um
livro do Judaísmo e sendo o Espiritismo uma religião cristã, como pode ser
condenado por uma religião judaica?
“Examinando-se com atenção o Deuteronômio em sua língua
original, você vai observar que ele apresenta, com relação à proibição de
consulta aos mortos, o mesmo rigor e respeito apresentado por Alan Kardec no
Livro dos Médiuns, (questões 273, 274 e 275). Portanto, qualquer coisa fora
disto é desconhecimento ou má fé de quem assim se pronuncia”.
Para as pessoas que insistem em afirmar que o Espiritismo
não é uma religião cristã, ele reage: “Só quem não conhece o Espiritismo pode
fazer tal afirmativa. Os postulados da Doutrina Espírita são todos baseados em
princípios cristãos. O Espiritismo complementa o Cristianismo e nos mostra
ainda claramente de onde viemos, o que estamos fazendo na terra e para onde
iremos. Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho:
‘Dai de graça o que de graça recebeste’ (Mt. 10,8). A moral que o Espiritismo
prega é a moral cristã, ditada pelo Cristo, o maior espírito que habitou o
nosso planeta.
“O Espiritismo nos ensina que somos espíritos imortais e
quer estejamos na terra, quer no mundo espiritual, trabalhamos ativamente para
alcançar a perfeição. O Espiritismo respeita todas as religiões, valoriza todos
os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização entre todos
os homens, independentemente de sua origem, cor, nacionalidade, crença, nível
cultural ou social. Reconhece, ainda, que o verdadeiro homem de bem é o que
cumpre a lei da justiça, do amor e da caridade, na sua maior pureza. O
Espiritismo nos demonstra que a justiça divina é rigorosamente cumprida,
havendo recompensa para os bons e cobrança para os maus. (Mt. 5,25; Efé. 6,8 e
9; Col 3,25; Tia.2,13; Gál. 6,6-8). E nos mostra também que não há penas
eternas. O espírito culpado, logo que se arrependa do mal que praticou, obtém a
condição de repará-lo. Neste sentido, é preciso trabalhar para corrigir o mal
que foi praticado contra o semelhante”.
E ainda, com relação às confusões feitas pelos opositores do
Espiritismo, Celestino esclarece: “O Espiritismo não possui hierarquia
religiosa, não tem sacerdotes, nem rituais ou formas de culto exterior e nem
queima de incenso ou velas, não usa amuletos ou similares, altares, imagens,
andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos,
bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos,
horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros
objetos. Em resumo, o Espiritismo é o Evangelho redivivo de Jesus”.
As provas da reencarnação
Dos 23 capítulos do livro de Celestino, oito se referem à
reencarnação na Bíblia. Eis algumas considerações: “O rabino Arieh Kaplan
afirma que: ‘Não é possível entender a Cabalá sem acreditar na eternidade da
alma e suas reencarnações’.Com o nome de ‘Transmigração das Almas’, todo o povo
judeu, inclusive a corrente ortodoxa hassídica, acredita que depois da morte a
Alma reencarna numa nova forma física. Aqueles judeus hassídicos
característicos, de chapéus pretos, tranças (peot) e longos casacos negros são
pessoas que acreditam na reencarnação. O hassidismo é uma forma de Judaísmo
fundada na Polônia em meados do século XVIII pelo rabino Israel Baal Shem Tov
(1700-1760) que começou sob a liderança de Dov Baer De Mejirech. Israel Baal
Shem Tov extraiu elementos da Cabalá e espalhou por toda Europa oriental.
“A reencarnação é uma crença fundamental do hassidismo. Seus
conceitos constam dos livros Sefer Ha-Bahir(Livro da Iluminação), primeiro
livro da Cabalá judaica e do Zohar (Livro do Esplendor). Ambos os livros
atribuem grande importância à doutrina da reencarnação, usada para explicar que
os justos sofrem porque pecaram em uma vida anterior. Nele, o renascimento é
comparado a uma vinha que deve ser replantada para que possa produzir boas uvas.
A ‘Transmigração’ emprestou um significado novo a muitos aspectos da vida do
povo judeu, pois o marido morto voltava literalmente à vida no filho nascido de
sua mulher e seu irmão, num casamento por Levirato. A morte de crianças
pequenas era menos trágica, pois elas estariam sendo punidas por pecados
anteriores e renasceriam para uma vida nova. Pessoas malvadas eram felizes
neste mundo por terem praticado o bem em alguma existência prévia”.
“Prosélitos do judaísmo eram almas judaicas que se haviam
encarnado em corpos gentios ou pagãos. Ela também permitia o aperfeiçoamento
gradual do indivíduo através de vidas diferentes. O Zohar afirma ainda que a
redenção do mundo acontecerá quando cada indivíduo, através de ‘Transmigração
das Almas’ (reencarnações), completar sua missão de unificação. Ele nos diz que
o termo bíblico ‘gerações’ pode ser substituído por ‘encarnações’. Baseados
nestes conceitos, os cabalistas desenvolveram a sua própria interpretação sobre
a aliança que Deus fez com Abraão e sua semente. Deus disse: ‘Estabelecerei o
meu concerto entre mim e ti, e a tua semente depois de ti, nas suas gerações,
por concerto perpétuo’. Acreditavam que Deus havia feito esta aliança com a
semente de Abraão não apenas por uma vida, mas por milhares de encarnações”.
- E para os que não acreditam na visão da Cabalá, como é que
fica?
- O Antigo Testamento, responde Celestino, apresenta várias
referências sobre a reencarnação. Citaremos aqui a passagem em que Deus diz ao
profeta Jeremias que o conhecia antes dele ser concebido. ‘Antes mesmo de te
formar no ventre de tua mãe, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te
consagrei; Eu te constitui profeta para as nações’. (Jer. 1,5). Esta passagem
sugere que a alma de Jeremias já existia antes de seu nascimento no século VI
antes de cristo. Na Bíblia, se encontra toda a crença na reencarnação por parte
dos profetas, de David, do povo hebreu em todas as épocas e do próprio Cristo
que nunca negou a reencarnação. Pelo contrário, em Mateus 11,13 e 14 Ele afirma
textualmente que João Batista era o Elias que já vivera no tempo dos Reis de Israel
e que havia voltado reencarnado no corpo de João Batista . Veja os versículos
na íntegra: ‘Porque todos os profetas bem como a Lei profetizaram até João. E,
se quiserdes dar crédito, ele é o Elias que devia vir’. Mt. 11,13 e 14.
Palavras do Cristo. Quem quiser que as negue, eu não me atrevo. Temos ainda em
toda a Bíblia passagens do Gênesis ao Apocalipse que mostram a certeza na volta
da alma ou espírito em outro corpo e que tanto os profetas como os judeus
ortodoxos até hoje ainda acreditam.
Passagens da Ressurreição
Segundo Celestino, a Ressurreição, em princípio, é definida
como o retorno da alma ao corpo que parecia estar morto. “Na Bíblia existem
oito casos de ressurreição. Três casos ocorrem no Velho Testamento, o primeiro
é narrado no I livro dos Reis cap. 17 vers. 21 e 22, (a ressurreição do filho
da viúva por Elias). O segundo no II livro dos Reis 4,32-37 (a ressurreição do
filho da mulher Sunamita por Eliseu) e o terceiro também no II livro dos Reis
13,20 e 21. (ressurreição de um homem cujo cadáver tocou nos ossos de Eliseu)
No Novo Testamento temos outros cinco casos de ressurreição. Três foram
realizados por Jesus, o Cristo, como está narrado nos Evangelhos: ressurreição
da filha de Jairo, o chefe da Sinagoga, narrado em Mateus 9,18-25; a ressurreição
do filho da viúva de Naim (Lucas 7, 11-17) e a ressurreição de Lázaro (João 11,
1-43). As outras duas ressurreição foram realizadas por Pedro e por Paulo
respectivamente, narrados nos Atos dos Apóstolos 9,36-42 e 20, 7-12. Existe uma
corrente que prega a ressurreição como ocorrendo no último dia e com o mesmo
corpo que se viveu. Isto não é verdadeiro.
“Na verdade, o que se traduz como ressurreição na Bíblia,
com exceção dos casos citados, significa reencarnação, pois a ressurreição
ocorre com o perispírito ou corpo espiritual como fala Paulo aos Coríntios na
sua I carta, cap. 15, 35 a 53. A Igreja Católica recita todos os dias na missa,
o Credo de Nicéia, que ao ser criado em 325 da nossa era, aceitava a
reencarnação e por isso cita ‘creio na ressurreição da carne’. O mesmo ocorre
com outras passagem bíblicas que foram adaptadas aos conceitos e crenças
pessoais de quem as traduziu. No entanto, Paulo de Tarso foi bem enfático ao
afirmar que ‘a carne, e o sangue não podem herdar o Reino de Deus’. Orígenes,
discípulo de São Clemente de Alexandria, analisando a Paulo, concluiu que quem
ressuscita é o perispírito ou corpo espiritual. O corpo material é entregue a
terra para ser destruído e o espírito ou alma vai a Deus”.
A sobrevivência do espírito
Celestino afirma que a imortalidade da alma também consta na
Bíblia, sendo uma crença dos gregos, dos egípcios, hindus, chineses e outros
povos. Nos Salmos de David existem muitas citações, que expressam sua crença no
Sheolou Inferno, só que como uma passagem temporária, jamais como uma região de
tormentos eternos. David lançou, juntamente com os profetas, o conceito de
‘Olam ha-bá’ que significa ‘Mundo por Vir’, que era o mundo espiritual da alma,
após a morte, no celestial Jardim do Éden. David foi ungido rei por Samuel,
filho de Ana e de Elcana. No I livro de Samuel cap. 2,6, encontra-se o cântico
de Ana onde está escrito: ‘O Senhor dá a morte e a vida, faz descer ao Sheol e
de lá voltar. David cita em vários dos seus Salmos este conceito. O Cristo nos
Evangelhos mostra claramente e em muitas citações a certeza da existência e
sobrevivência da alma após a morte. ‘Ora é esta a vontade daquele que me
enviou: que Eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os
ressuscite no último dia’ (João 6,39). Existe, neste evangelho, de uma maneira
geral, a promessa e a certeza de que todos chegarão um dia à Deus. A parábola
do homem rico e Lázaro é uma prova da sobrevivência do espírito (Lc. 12,13). O
juízo final em Mateus 25, 31-46 é outra, e assim sucessivamente.
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Muitos questionam por que a Doutrina Espírita criou o livro
O Evangelho Segundo o Espiritismo ao invés de seguir a Bíblia. Celestino tem a
resposta: “Este é mais um conceito errôneo de quem não conhece o Espiritismo. O
Evangelho Segundo o Espiritismo é uma coletânea de versículos extraídos da
Bíblia e interpretados pelos espíritos. É um livro de orientações maravilhosas
para as dificuldades da vida. Possui 28 capítulos, onde setenta por cento dos
ensinamentos foram extraídos do Sermão do Monte, o maior legado que Cristo nos
deixou e composto por ensinamentos que são aceitos por todos os cristãos. Os
outros versículos são retirados dos Evangelhos e até da Primeira Aliança
(Antigo Testamento), pois o seu XIV capítulo, ‘Honrar Pai e Mãe’, foi retirado
do Êxodo 20,12. Portanto, não se trata de uma Bíblia dos Espíritas, mas de um
roteiro moral e de muita luz retirados diretamente das páginas da Bíblia.
A Terceira Revelação
Sobre o fato do Espiritismo ser considerado a terceira
revelação, Celestino explica que existem três revelações divinas no universo:
“A primeira revelação foi feita através de Moisés no Monte Sinai que são os
‘Dez Mandamentos’. Na seqüência, os profetas predisseram a vinda do Cristo que
nos legou a segunda revelação que foi o Evangelho. E foi o próprio Cristo quem
predisse a terceira revelação: o Espiritismo. No capítulo 14 do Evangelho de
João, em suas despedidas registrando nos versículos 15 a 17, Jesus deixa uma
das suas mensagens finais: ‘Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu
rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Paráclito, para que fique eternamente
convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o
vê nem o conhece: mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará
em vós’.Cita ainda o Cristo nos versículos 12 a 14 do capítulo 16 do Evangelho
de João: ‘Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar
agora. As verdades do Espiritismo ainda não são aceitas por muitos. Quando vier
o paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não
falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que
virão. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vô-lo anunciará’.
“O profeta Joel, que viveu 750 anos A.C. (cap. 3, 1 a 5)
(algumas Bíblias traduzidas, trazem Joel 2,28) foi quem primeiro profetizou a
chegada dos dons da profecia, ou seja, da mediunidade e do Espiritismo. O texto
é o seguinte: ‘Depois disto derramarei o meu espírito sobre toda carne: vossos
filhos e vossas filhas profetizarão; vossos velhos terão sonhos, e vossos
jovens terão visões; e também derramarei o meu espírito sobre os escravos e as
escravas. Tudo isto é predito também pelo Cristo, como vimos acima, e o fato
ocorre com os discípulos na reunião do Pentecostes e está narrado em Atos 2,
1-21”.
A salvação segundo o Espiritismo
Celestino analisa a questão da salvação sob a ótica espírita
como sendo uma conquista diária. Esclarece: “Nós preparamos o nosso caminho
todos os dias para o nosso reencontro com Deus. É lógico que, em princípio, a
salvação é para todos, porém segundo o nosso proceder, uns chegam primeiro
outros depois, porém todos chegam. ‘Abandone o ímpio o seu caminho, e o homem
mau os seus pensamentos, e volte para Deus, pois terá compaixão dele, e para o
nosso Deus, porque é rico em perdão’ (Is. 55,7). Cristo acrescenta: ‘Assim é a
vontade de vosso Pai celeste que não se perca um só destes pequeninos’ (Mt.
18,14). ‘Em verdade vos digo, os publicanos e as meretrizes vos precedem no
reino de Deus’ (Mt.21, 31). Aqui o Cristo deixa bem claro que todos entrarão no
reino dos Céus, até os publicanos e as meretrizes. Entrarão depois, mas que
entrarão não se tem a menor dúvida”.

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