quarta-feira, 24 de junho de 2015

POR QUE COISAS RUINS ACONTECEM A PESSOAS BOAS?

POR QUE COISAS RUINS ACONTECEM A PESSOAS BOAS?
O primeiro pensamento que vem à mente da maioria das pessoas, ao receber uma notícia RUIM, é “Por quê?” Ou então, “por que justo com fulano? Ele não merece!"
Que visão tosca, a nossa, dizer quem merece o quê...
Esse pensamento reflete nossa compreensão limitada da finalidade da existência terrestre. Como espíritos milenares, não concluímos nossa jornada em uma única existência, nem a deterioração do corpo implica em falência da alma.
Estamos todos numa viagem ascendente, passando por experiências necessárias ao nosso adiantamento moral e espiritual. O corpo, para o espírito, é uma veste transitória, um instrumento do qual se serve para enfrentar as lutas eos aprendizados inerentes à condição humana. O que nos escapa à compreensão, muitas vezes, é que as limitações da carne são um convite à transcendência da alma. Não podemos ficar estagnados, presos à aparente impossibilidade de avanços e realizações. O que é perecível, é o corpo. E quanto mais debilitado fica, mais a alma pode se libertar, mesmo em vida.
Ainda assim, a idéia da dor incomoda. E incomoda tanto, apenas porque ainda não aprendemos que ela deve ser interpretada de maneira inversa; não como castigo, punição, mas como remédio, renovação, libertação do velho. Como transcendência.
Se Deus permite a dor, é porque ela tem uma finalidade útil. Sendo justo e misericordioso, Deus não iria imputar penas e sofrimentos a quem não pudesse deles se beneficiar.
No livro O Consolador, o item que fala da dor está no capítulo intitulado “Evolução”. E, através da psicografia de Chico Xavier, Emmanuel diz, quando perguntado qual o maior auxílio para a nossa redenção espiritual:
“No trabalho de nossa redenção individual ou coletiva, a dor é sempre o elemento amigo e indispensável. E a redenção de um Espírito encarnado, na Terra, consiste no resgate de todas as suas dívidas, com a conseqüente aquisição de valores morais passíveis de serem conquistados nas lutas planetárias, situação essa que eleva a personalidade espiritual a novos e mais sublimes horizontes da vida no Infinito”.
Estamos acostumados a considerar tudo o que nos acontece de ruim – ou difícil – como castigo. Mas temos que aprender a substituir a idéia de “castigo”, pela de “redenção”.

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