quinta-feira, 18 de junho de 2015

Descansar não é pecado!




Descansar não é pecado!
“Descansar não é pecado!”. Foi essa a frase que ouvi outro dia de um mentor espiritual.
Muitas vezes concentramos exageradamente nossas energias em realizar coisas no mundo exterior e corremos o risco de nos esquecermos de descansar, o que pode gerar desequilíbrios, doenças, tristeza e até mesmo depressão.
Numa cultura que estimula o consumo desenfreado como modelo de sucesso e realização, é fácil cair no excesso de trabalho e ignorar as necessidades de descanso do corpo e da mente.
O problema é que, com o passar do tempo, a pessoa começa a ficar entediada, irritada, estressada, improdutiva e até mesmo deprimida, muitas vezes sem entender o por quê.
É como se ela fosse um computador programado para trabalhar sem parar e competir sem parar, sem ter nunca o direito ao descanso.
As pessoas mais perfeccionistas, mais exigentes com elas mesmas, facilmente caem nesse padrão extremista, chegando a passar anos sem tirar férias. Muitas vezes, chegam ao consultório deprimidas ou com síndrome do pânico. Falta de ar, sensação de ser incompetente e incapaz de dar conta de tantas atividades são sintomas muito comuns de pessoas que apresentam esse tipo de personalidade que eu chamo de perfeccionismo patológico. Essa síndrome caracteriza-se pelo exagero e desrespeito aos limites do próprio corpo e da mente.
Muitas vezes, a pessoa procura fora de si, nos outros, um reconhecimento que deveria vir de dentro dela mesma. Como está buscando a valorização no lugar errado, sente que tudo o que faz é pouco, que seus esforços nunca são suficientes para obter o reconhecimento ou a promoção almejada.
Ora culpa a si mesma, ora as condições externas, nunca alcançando a felicidade que busca, por mais que se esforce.
A boa notícia é que, com o auxílio da terapia espiritual, a pessoa consegue compreender os motivos que a levam ao sofrimento e assim pode mudar para melhor, alcançando uma vida mais leve, equilibrada e feliz.
Valéria Centeville-Terapeuta Espiritual.

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