"Não há pior cego do queaquele que não quer ver"
"Não há pior cego do que
aquele que não quer ver"
Desde que o homem tomou ciência de que possuía inteligência, percebeu que era dotado de uma faculdade superior: a consciência.
Porém
os animais do médico russo Ivan Petrovitch Pavlov, fisiologista que se
dedicou ao estudo do reflexo condicionado, continuam armazenando
capacidade mnemônica, memorizando fatos por associações mentais
espontâneas.
O homem, todavia, libertando-se dos reflexos condicionados e
aprisionando seus instintos, passa a conviver (animicamente ou não) com
os seres invisíveis do Universo, fazendo implodir a barreira do
intercâmbio entre "mortos" e "vivos".
Iniciando para a
Humanidade a Era do Espírito que, hoje, sob a luz da Religião Cósmica do
Amor e da Sabedoria, caminha para a sua consolidação total a partir do
próximo milênio.
Perde-se, portanto, na ampulheta da História a época em que a primeira
manifestação do espírito imortal se fez para informar ao homem que a
morte não existe e que a vida é apenas um tempo a mais no calendário do
eterno aprendizado para o aperfeiçoamento interior de cada um.
Não há povo sobre a face da terra que não registre na sua história os fenômenos "sobrenaturais".
Não há período através dos milênios que o homem não tenha sido alertado pelos seus antepassados já falecidos.
— Os medianeiros de tais revelações foram chamados de:
Pajés,
Fadas,
Sábios,
Bruxos,
Magos,
Mágicos,
Videntes,
Iniciados,
Pitonisas,
Adivinhos,
Feiticeiros,
E não sei lá mais o que.
Atualmente
são conhecidos por médiuns, conforme os postulados espíritas e,
sensitivos ou paranormais, consoante os parapsicólogos.
Todavia, para esta verdade milhares de vezes comprovada, existem os
negativistas. Referimos aos que nem querem tomar conhecimento dos quer
por medo, comodismo ou ignorância mesmo.
Aliás, no dizer de Suard, ninguém há menos curioso de aprender do que os que nada sabem!
Aludimos também aos pseudos-religiosos que teimam creditar ao diabo as
façanhas metafísicas e, aos fanáticos de todos os matizes que só
concordam com o fenômeno se ele se processar no seio da sua crença.
Há também os que apresentam duas prosaicas soluções para a mesma percepção.
Se tiram dela proveito, é de Deus; caso contrário, é do diabo.
— Destarte, os magos, os feiticeiros, as bruxas... etc... se transformam em:
Santo,
Eleitos,
Ou enviados.
Há anos temos apresentado aos eventuais leitores, uma seqüência de fatos onde a do mundo espiritual é manifesta.
Temos, inclusive, um livro sobre o assunto já esgotando a sua segunda
edição. Se tais episódios aqui abordados acontecessem esporadicamente e
entre pessoas incultas, poder-se-ia jogá-los na cesta do animismo.
— Eles, porém, se sucedem nos mais diferentes:
Países,
Em todos os tempos
E para todos os povos...
abrangendo
todas as camadas sociais, sendo, ainda, reconhecidos pelas classes mais
culta que a humanidade tem abrigado e, modernamente, já aceitos por
grupos de cientistas menos sectários.
O fato, por conseguinte, tem que ser questionado. Não se justifica mais
o uso de antolhos. Necessário se faz encarar o maravilhoso, o
extraordinário e estudá-los, tirando deles a lição maior.
Joio e Trigo não se misturam.
Aqueles
que nos antecederam à grande viagem procuram nos desbravar o caminho
mostrando que a vida não começa no berço e nem termina no túmu!o.
Querem demonstrar que a existência corpórea é oportunidade abençoada
para o refazimento moral e ajustes de contas com o saldamento de dívidas
pretéritas.
Para aliviar nossas dores, tensões, incertezas e a
perplexidade que a desigualdade social nos agride, revelam que o
desajustado de hoje é o iníquo de ontem e que a infelicidade do presente
responde aos desacertos do passado, da mesma forma que a ventura do
amanhã terá por conseqüência as atitudes de hoje.
Mas, sobretudo, nos transmitem a esperança de que temos a eternidade para o necessário reparo no bem.
No
dia em que o homem refletir sobre as "Mensagens do Além" terá dado um
passo de sete léguas em direção a paz, a concórdia e a solidariedade
entre os povos.
Sinceramente não vemos outra saída!
A pá de cal sobre esta reflexão está dificultando ao homem voar mais
alto, transformando-o em galináceo quando deveria ser condor.
É
necessário que os Tomés modernos não permaneçam estáticos empunhando as
tabuletas da descrença na passeata do comodismo, mas, sim, se soltem da
concha do preconceito e busquem, livres, a Verdade.
Aqui, relembro Pitágoras:
"Aquele que não sabe o que se deve saber, é bruto entre os brutos.
Aquele que não sabe mais do que o necessário, é homem entre os homens.
Aquele que sabe o que se pode saber é um deus entre os homens".
Aloysio A. Silva.
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