quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O que você tem a oferecer?


O que você tem a oferecer?
Na Terra aprendi a conquistar, a ter e a prosperar. E, com meu pai, a investir o dinheiro ganho nas empresas. Aprendi a economizar bastante e minha família teve conforto material e fartura.
Nessa encarnação, meu pai sempre dizia que cada um tinha sua cruz e que isso já bastava e repetia:
“Não carregue a cruz dos outros, porque a sua pode ser até mais pesada”.- meu pai falava com seu vozeirão. Havia uma certa mágoa em seus olhos. E, descobri que teve uma infância triste e pobre. Andava pelas casas pedindo pão e restos de comida. Começou a vender balas e não tinha nem dez anos. Meu avô vivia doente e morreu logo.
Sua família nunca teve ajuda de ninguém e meu pai contava isso com orgulho e certa mágoa no olhar. Comentava sobre um tio rio que ele mal via. Tinha vontade de conhecê-lo e pedir o emprego, mas a mãe o demoveu dessa ideia. Dizia que o tio era muito rico, mas egoísta. Meu pai lutou sempre sozinho e ficou muito rico, mas a pobreza da infância o deixou amargo e infeliz.
Aprendi muita coisa na Terra, mas não tive uma vida interessante. Vivia entediado e triste. E, quanto mais prosperava mais queria. Quando alguém aparecia e pedia uma códea de pão eu negava. Lembrava do conselho do meu pai. Eu não era egoísta; achava que cada um tinha sua cruz e pronto.
Meu pai desencarnou e eu continuei próspero por algum tempo, mas a roda da vida mudou drasticamente. Uma doença grave no filho caçula despertou meu coração. Eu adorava aquele menino! E minha fortuna não podia curá-lo. E minhas fazendas não puderam alegrá-lo. E, nem mesmo meu amor paterno. Meu filho precisava de um transplante de coração. E, pela primeira vez, percebi que não somos uma ilha. Precisamos uns dos outros.
O alegre menino de doze anos ficou internado por um ano e mal conseguia respirar. Aprendi a rezar e a implorar ajuda divina. E observei o quanto fazia bem receber visitas dos amigos e dos meus funcionários no hospital.
Meu filho estava no começo da fila de transplante porque seu estado era muito grave. Um dia, veio uma ótima notícia! Um casal perdeu um filho num acidente de moto! O menino de doze anos teve parada cerebral. Mesmo assim, não permitiram a doação dos órgãos. Fiquei arrasado!
Outra notícia boa veio dias depois. A família doou o coração. Meu filho foi operado, mas desencarnou em quinze dias. Houve rejeição!
Minha família desabou de dor e sofrimento!
Meses depois, tive um enfarte fulminante e parti! Meu filho e eu estamos juntos. Nossa tarefa é ficar espiritualmente perto da família para ajudá-la a evoluir e a pensar mais na vida espiritual.
Pensamos:
"O que podemos receber da vida? O que podemos ganhar?"
Sim, o progresso material é interessante. Viver confortavelmente melhora nossa saúde e qualidade de vida.
No entanto, pense assim todos os dias:
“- O que eu posso oferecer? Em que eu posso ajudar?”.
O Bem feito com amor e espontaneidade eleva a alma e volta pra nós em luz e generosidade. Ninguém perde em ser bom!
A vida na Terra pode ser boa, mas aprenda a viver!
Saulo Batista-Sandra "
Era um senhor distinto e agradeceu a oportunidade. Talvez o nome seja fictício, mas ele precisa passar a mensagem. E escolheu a imagem também. Senti que está num plano próximo a Terra e tem olhos bonitos e claros. Sua mensagem foi orientada pelos mentores espirituais.

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