O CONSOLO ESPIRITUAL
Muitas pessoas pensam que o caminho espiritual deve ser apenas consolador.
O espiritual deveria, nessa visão, servir apenas para dar conforto, equilíbrio, proteção ou sustentação emocional.
No entanto, a verdade é que a espiritualidade deve promover uma transformação íntima na pessoa.
Deve promover uma revisão de conceitos, uma quebra de condicionamentos, um rompimento com crenças ou uma soltura de apegos.
Muitos sonham com a paz espiritual, com as belezas do bem maior, idealizam hostes celestiais que nos amparam.
A maioria quer apenas receber energias positivas, mas não quer da-las a outros e nem gera-las em si mesmas.
Se desejamos a luz, devemos acender a luz dentro de nós, e não esperar que ela venha de fora.
Se desejamos a paz, devemos cultivar a paz interior, e não esperar que seres espirituais nos insuflem com a sopro da paz.
Se desejamos o bem, devemos ser a expressão e a personificação do bem, e
não apenas pedir a Deus que tudo fique bem em nossa vida.
Quem sonha apenas com seres de luz acaba ficando cego diante de sua própria escuridão interior.
Mas é necessário encarar nossa obscuridade, para que ela se dissipe, e se faça a luz.
Espiritualidade não é conseguir coisas do mundo, não é orar para Deus resolver nossos problemas.
Espiritualidade é viver uma eclosão de energias que provocam uma catarse que nos liberta e nos eleva.
Quem espera que Deus o acolha em seus braços e o tire das provações, está vivendo uma ilusão espiritual.
O espiritual deve mexer profundamente dentro de nós, abrir nossos olhos, ser a luz no meio das trevas que são esse mundo.
O espiritual deve nos fazer ascender, e não nos acomodar; deve nos
fazer avançar e não parar; deve nos jogar no real e não nos tirar dele.

Nenhum comentário:
Postar um comentário