domingo, 8 de novembro de 2015

O MENINO E OS DESEJOS DO MUNDO

O MENINO E OS DESEJOS DO MUNDO Havia um menino de 8 anos que era muito feliz. Ela vivia brincando na natureza… corria pelos campos, vivia com os animais, as árvores e as flores.
Certo dia, seus pais se mudaram do campo para a cidade grande. Lá ele via muito comércio, com lojas, brinquedos, comidas de diferentes tipos e muitos outros atrativos. Conforme ele ia conhecendo seu novo lar, ele tentava se acostumar a sua nova condição. Começou a visitar shoppings cheios de lojas, com muitos brinquedos, comidas gostosas e outras diversões.
De uma hora para outra, o menino começou a desejar os brinquedos e as comidas do novo ambiente. Ele passava pelas lojas e dizia “Pai, quero aquele carrinho”; “Mãe, me dá aquele sorvete”. “Quero isso e aquilo”, dizia ele. Os pais, que não tinham uma boa condição financeira, na maioria das vezes negavam os pedidos do menino e isso o deixava bastante frustrado. Antes o menino brincava na natureza, estava sempre pelos campos, jogava bola com seus amigos e nada parecia lhe faltar. Ele era livre e feliz. Mas agora, encantado que estava com tantas opções de coisas para obter e usufruir, na medida em que algo lhe era negado, algo começou a lhe faltar e ele, que antes era feliz, virou uma criança triste, desapontada, desgostosa de tudo e carente. Não era mais livre, mas apegado e presos a todas as suas ânsias, cobiças, atrações, vontades e ilusões.
Assim também é o ser humano aprisionado aos encantos e ao transe do mundo material. Antes de vir ao mundo, em seu estado espiritual, ele era eternamente feliz e nada lhe faltava. Quando vem ao mundo, ele se deixa levar pelo desejo de algo obter, pela posse, poder e prazer. Conforme vai descobrindo o mundo e seus milhares de objetos sensórios, ele se esquece de seu estado espiritual, vai sentindo que algo lhe falta e passa a querer obter as coisas. Quando ele quer desfrutar e possuir e não consegue, vem a frustração; vem a tristeza; vem a falta e isso o conduz inevitavelmente à infelicidade.
Por esse motivo, o ser humano precisa reencontrar o despertar de sua essência espiritual. Somente assim ele será de novo plenamente feliz.


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