terça-feira, 29 de novembro de 2016

O APÓSTOLO PAULO E A MEDIUNIDADE

O APÓSTOLO PAULO E A MEDIUNIDADE

Paulo e os cristãos primitivos acreditavam em uma incessante comunicação com o mundo invisível, mais evoluído do que o nosso.
Naqueles tempos não havia nenhum pregador preparado que pregasse às assembléias com vestes sacerdotais, mas se escutava atentamente o que tinha a dizer os profetas ou outros homens possuidores de dons espirituais.E os dons celestes destas pessoas inspiradas podiam ser e eram de varias espécies. A seu respeito assim se exprime Paulo:
“A um é dado pelo Espírito a palavra da sabedoria; a outro porém a palavra da ciência, segundo o mesmo espírito; a outro a outro a fé, pelo mesmo espírito; a outro o dom de curar enfermidades em um mesmo espírito a outro a operação de maravilhas, a outro a profecia; a outro o discernimento dos espíritos; a outro a variedade de línguas e a outro a interpretação das palavras.” (1 Coríntios 12: 8-10)
Em outra passagem do mesmo capítulo, diz: “Assim também vós, pois que aspirais dons espirituais (isto é, desenvolver a mediunidade e entrar em relação com os espíritos) seja isto para edificação da igreja e que os procureis possuir em abundancia.” (1 Coríntios 19:12)
No texto grego está – espíritos e não dons espirituais – como mencione a tradução dinamarquesa da Bíblia, esta passagem está vertida em sentido confuso, apesar de não haver a menor dúvida quanto a verdadeira tradução dos termos gregos do texto original: epei zelotai este pneumaton.
Os tradutores e os revisores da Bíblia nem sempre tem tido a coragem de traduzir, exatamente, as Escrituras Sagradas, o que não nos causa espanto. Os teólogos prenderam os seus sistemas dogmáticos em pesadas e estreitas cadeias. Por outro lado, leigos ortodoxos, em muitos países, não podem suportar a verdadeira tradução por julgarem que ela os destrói os seus dogmas. Tenho alguma experiência sobre o assunto e falo do que conheço.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A SURPREENDE MORTE

A SURPREENDE MORTE
Ela sempre chega em momento inoportuno. Não a convidamos mas ela comparece, quando e onde bem entende. Ela estabelece o seu calendário de visitas, totalmente aleatório aos nossos olhos mortais. Mas preciso, totalmente concorde com a Lei Divina, em cada detalhe. Somente os que não estejam em equilíbrio mental é que a evocam, desejando-lhe a presença. Todos os demais preferimos deixar para mais tarde, mais tarde... é a morte, essa não desejada presença. Ela dilacera corações plenos de esperança e nos leva a perguntar: Por quê? Por que agora? Por que com minha família? Assim foi com a família Camargos. Na cidade de Natal, no Nordeste brasileiro, no dia doze de janeiro, a pequena Giovanna fazia seis anos. Festa de aniversário. Tudo pronto para a comemoração. Pouco antes das oito horas da noite, a família só aguardava o telefonema do pai da menina, para a comemoração. Ele integrava a missão de paz do exército brasileiro no Haiti. E ele adorava seu trabalho. O único senão eram as saudades da família: a mulher e dois filhos. Seu retorno ao Brasil estava marcado para o dia vinte e oito. E ele dizia para a esposa que ela acabaria ficando enjoada dele, porque passariam o tempo todo juntos. Veio o telefonema, ele falou com Giovanna. E a esposa pediu que ele ficasse um pouco mais na linha para cantar o Parabéns pra você. Mas, de repente, a conexão do skype caiu. Ela tentou ligar de volta. Sem êxito. A festa continuou. No dia seguinte, o cunhado ligou para saber notícias de Raniel. Está bem, informou Heloísa. Conversamos ontem à noite. Ela não sabia do terremoto e, ao tomar conhecimento, se deu conta que fora a hora em que conversara com seu marido. Na mesma tarde, um telefonema do batalhão onde Raniel servia, confirmou para a família que ele fora uma das vítimas do terremoto no Haiti. Embora a tristeza, Heloísa diria mais tarde:
- O que me consola é que Raniel morreu fazendo o que sempre quis: ajudar os necessitados e servir ao seu país. Ele morreu como um herói.
As palavras da esposa traduzem o sentimento sublimado do amor. Ela sabia que o marido amava o seu trabalho, no exército brasileiro. A saudade é grande. Os filhos perguntam pelo pai e terão que se habituar à sua ausência física. Mas, eles terão a presença do ser amado em suas vidas nas doces lembranças, no telefonema de aniversário, nos sonhos... para essa família, como para todos os que cremos na Imortalidade, existe a certeza de que o subtenente Raniel somente abandonou o casulo de carne...ele prossegue vivendo e amando, na Espiritualidade.

Que esse exemplo de serenidade nos possa servir. Preparemo-nos. Quando a morte chegar, de inopino, rompendo nossos mais acalentados planos, pensemos: Foi só um adiamento de tudo que planejamos. Logo mais tornaremos a estar juntos.
Redação do Momento Espírita

LIÇÃO DE FELICIDADE....

LIÇÃO DE FELICIDADE....
Foi num dia desses. Eram dois irmãos vindos da favela. Um deles deveria ter cinco anos e o outro dez. Pés descalços, braços nus. Batiam de porta em porta, pedindo comida. Estavam famintos. Mas as portas não se abriam. A indiferença lhes atirava ao rosto expressões rudes, em que palavras como moleque, trabalho e filhos de ninguém se misturavam. Finalmente, em uma casa singela, uma senhora atenta lhes disse:
- Vou ver se tenho alguma coisa para lhes dar. Coitadinhos.
E voltou com uma caixinha de leite. Que alegria!
Os garotos se sentaram na calçada. O menor disse para o irmão: Você é mais velho, tome primeiro... estendeu a caixa e ficou olhando-o, com a boca semiaberta, mexendo a ponta da língua, parecendo sentir o gosto do líquido entre seus dentes brancos. O menino de dez anos levou a caixa à boca, no gesto de beber. Mas, apertou fortemente os lábios para que nenhuma gota do leite penetrasse. Depois, devolveu a caixinha ao irmãozinho: Agora é a sua vez. Só um pouco, recomendou. O pequeno deu um grande gole e exclamou:
- Como está gostoso. Agora eu, disse o mais velho.
Tornou a levar a caixinha, já meio vazia, à boca e repetiu o gesto de beber, sem beber nada.
- Agora você. Agora eu. Agora você.
Depois de quatro ou cinco goles, talvez seis, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, esgotou o leite todo. Sozinho. Foi nesse momento que o extraordinário aconteceu. O menino maior começou a cantar e a jogar futebol com a caixinha. Estava radiante, todo felicidade. De estômago vazio. De coração transbordando de alegria. Pulava com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas grandiosas sem dar importância. Observando aqueles dois irmãos e o Agora você, Agora eu, nossos olhos se encheram de lágrimas.
Que lição de felicidade. Que demonstração de altruísmo. O maior, em verdade, demonstrou, pelo seu gesto, que é sempre mais feliz aquele que dá do que aquele que recebe.
Este é o segredo do amor. Sacrificar-se a criatura com tal naturalidade, de forma tão discreta, que o amado nem possa agradecer pelo que está recebendo. Enquanto os dois irmãos desciam a rua, cantarolando, abraçados, em nossa mente vários ensinos de Jesus foram sendo recordados.
Fazer ao outro o que gostaria que lhe fosse feito.
O óbolo da viúva.
Amai-vos uns aos outros...
* * *
Coloca, nas janelas da tua alma, o amor, a bondade, a compaixão, a ternura para que alcances a felicidade.
Amando, ampliarás o círculo dos teus afetos e serás, para os teus amigos, uma bênção.
Faze o bem, sempre que possas. E, se a ocasião não aparecer, cria a oportunidade de servir. Deste modo, a felicidade estará esperando por ti.
Redação do Momento Espírit

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A Fábula do Amor

A Fábula do Amor
Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos. Por fim o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha.
Pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza, em um lindo barco. O Amor disse:
- Riqueza, leve-me com você.
- Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você.
Ele pediu ajuda a Vaidade, que também vinha passando.
- Vaidade, por favor, me ajude.
- Não posso te ajudar, Amor, você esta todo molhado e poderia estragar meu barco novo.
Então, o amor pediu ajuda a Tristeza.
- Tristeza, leve-me com você.
- Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha.
Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la.
Já desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar:
- Vem Amor, eu levo você!
Era um velhinho. O Amor ficou tão feliz que esqueceu-se de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a Sabedoria.
- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?
A Sabedoria respondeu:
- Era o TEMPO.
- O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe?
- Porque só o Tempo é capaz de entender o "AMOR".
Paz e Luz!

domingo, 20 de novembro de 2016

Viver é a coisa mais simples que existe.

Viver é a coisa mais simples que existe.
O universo é regido pela lei da ação e reação.
Tá aí pra todo mundo ver,provar e comprovar.
Mas infelizmente as maioria das pessoas teimam em desafiar a lógica.
A vida não erra,ela te devolve exatamente aquilo que você proporciona ao mundo.
Se você quer amor,dê amor...
Se quer ser compreendido, compreenda...
Quer ser respeitado, respeite...
Não existem fórmulas, recursos e meios mirabolantes que possam burlar a famosa lei do retorno.
Não importa o quão poderoso você possa ser,se não for ético, se não respeitar as pessoas, você será apenas tolerado,nunca respeitado.
Não importa qual o seu grau de beleza,nem o quanto você possa seduzir,se não houver amor no seu coração, você será apenas desejado, mas nunca amado.
Infelizmente temos a falsa sensação de extrair da vida aquilo que desejamos, sem dar a ela aquilo que é preciso.
Somos incapazes de fazer um julgamento sincero e profundo sobre nossas próprias ações.
Sempre atribuímos o nosso fracasso à fatores externos, nunca à nós mesmos.
No final acabamos iludidos,decepcionados,frustrados, amargurados e infelizes.
Viver é simples,mas a vida é honesta e não admite trapaça, cedo ou tarde você vai entender isso
Paulo Ricardo da Silva

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

OS PESADELOS E O ESPIRITISMO

OS PESADELOS E O ESPIRITISMO
Os sonhos aterrorizantes, onde vivemos situações de pânico e desespero, que nós conhecemos como pesadelos, são também recordações de experiências vividas pelo espírito no lado da vida espiritual. Estando o corpo adormecido o espírito libera-se parcialmente deste, e passa a participar de atividades no mundo espiritual. Nessas atividades envolve-se tanto com espíritos bons , amigos, como com espíritos inferiores, e desafetos de vidas anteriores ou mesmo da presente encarnação. Nos sonhos chamados pesadelos o espírito passa por situações conturbadas com espíritos inferiores, sendo às vezes, simples discussões ou agressões leves, outras vezes porém são vitimas ou algozes, em lutas e perseguições ferozes motivadas por sentimentos de ódio e vingança, contraídos em épocas passadas, e que não foram ainda resolvidos ou perdoados. Outras vezes ainda nesse tipo de sonho, nos vemos perdidos em lugares de aparências perigosas e estranhas que normalmente são recordações distorcidas de locais por onde o espírito passou durante a sua estada na dimensão espiritual, durante o sono. Os pesadelos ocorrem normalmente quando nosso espirito está atuando em esferas inferiores da espiritualidade, locais habitados por espíritos impregnados ainda pelas vibrações materializadas da vida terrena, pelos sentimentos de orgulho, vaidade, ódio etc. As situações e locais que lembramos de nossos sonhos raramente são idênticos aos locais e experiências realmente vividas na espiritualidade, porque lá do outro lado da vida, o tempo, o espaço e os ambientes , são diferentes dos nossos aqui do plano físico.
Fonte: site / Somos Todos Um

O PIOR INIMIGO

Eu sou o meu maior mestre, e o meu maior inimigo, eu sou meu anjo da guarda e o meu demônio.... -
Máculah
O PIOR INIMIGO
Um homem, admirável pelas qualidades de trabalho e pelas formosas virtudes do caráter, foi visto pelos inimigos da Humanidade que conhecemos por Ignorância, Calúnia, Maldade, Discórdia, Vaidade, Preguiça e Desânimo, os quais tramaram, entre si, agir contra ele, conduzindo-o à derrota.O honrado trabalhador vivia feliz, entre familiares e companheiros, cultivando o campo e rendendo graças ao Senhor Supremo pelas alegrias que desfrutava no contentamento de ser útil.A Ignorância começou a cogitar da perseguição, apresentando-o ao povo como mau observador das obrigações religiosas. Insulava-se no trato da terra, cheio de ambições desmedidas para enriquecer à custa do alheio suor. Não tinha fé, nem respeitava os bons costumes.O lavrador ativo recebeu as notícias do adversário que operava, de longe, sorriu calmo e falou com sinceridade:- A Ignorância está desculpada.Surgiu, então, a Calúnia e denunciou-o às autoridades por espião de interesses estranhos. Aquele homem vivia, quase sozinho, para melhor comunicar-se com vasta quadrilha de ladrões. O serviço policial tratou de minuciosas averiguações e, ao término do inquérito vexatório, a vítima afirmou sem ódio:- A Calúnia estava enganada.E trabalhou com dobrado valor moral.Logo após, veio a Maldade, que o atacou de mais perto. Principiou a ofensiva, incendiando-lhe o campo. Destruiu-lhe milharais enormes, prejudicou-lhe a vinha, poluiu-lhe as fontes. Todavia, o operário incansável, reconstruindo para o futuro, respondeu, sereno:- Contra as sombras do mal, tenho a luz do bem.Reconhecendo os perseguidores que haviam encontrado um espírito robusto na fé, instruíram a Discórdia que passou a assediá-lo dentro da própria casa. Provocações cercaram-no de todos os lados e, a breve tempo, irmãos e amigos da véspera relegaram-no ao abandono.O servo diligente, dessa vez, sofreu bastante, mas ergueu os olhos para o Céu e falou:- Meu Deus e meu Senhor, estou só, no entanto, continuarei agindo e servindo em Teu Nome. A Discórdia será por mim esquecida.Apareceu, então, a Vaidade que o procurou nos aposentos particulares, afirmando-lhe:- És um grande herói... Venceste aflições e batalhas! Serás apontado à multidão na auréola dos justos e dos santos!...O trabalhador sincero repeliu-a, imperturbável:- Sou apenas um átomo que respira. Toda glória pertence a Deus!Ausentando-se a Vaidade com desapontamento, entrou a Preguiça e, acariciando-lhe a fronte com mãos traiçoeiras, afiançou:- Teus sacrifícios são excessivos... Vamos ao repouso! Já perdeste as melhores forças!...Vigilante, contudo, o interpelado replicou sem hesitar:- Meu dever é o de servir em benefício de todos, até ao fim da luta.Afastando-se a Preguiça vencida, o Desânimo compareceu. Não atacou de longe, nem de perto. Não se sentou na poltrona para conversar, nem lhe cochichou aos ouvidos. Entrou no coração do operoso lavrador e, depois de instalar-se lá dentro, começou a perguntar-lhe:- Esforçar-se para quê? servir porquê? Não vê que o mundo está repleto de colaboradores mais competentes? que razão justifica tamanha luta? quem o mandou nascer neste corpo? não foi a determinação do próprio Deus? não será melhor deixar tudo por conta de Deus mesmo? que espera? sabe, acaso, o objetivo da vida? tudo é inútil... não se lembra de que a morte destruirá tudo?O homem forte e valoroso, que triunfara de muitos combates, começou a ouvir as interrogações do Desânimo, deitou-se e passou cem anos sem levantar-se...
- Francisco Cândido Xavier, da obra: Alvorada Cristã. Ditado pelo Espírito Neio Lúcio. Capítulo 22

INFLUÊNCIA ESPIRITUAL

INFLUÊNCIA ESPIRITUAL
Todos nós, seres humanos, temos a nossa capacidade de influenciar alguém e de influenciar a nós mesmos. Do mesmo modo as pessoas têm o poder de nos influenciar. Vejamos como somos influenciados por artistas, por desportistas, por políticos, por vizinhos, por amigos, por inimigos. Uma palavra que a pessoa nos diga, uma mensagem que a pessoa nos passe, uma música que nos cante, uma jogada especial, faz com que nós passemos a lhe devotar uma atenção e a nos submeter ao império de seu pensamento. Ora, do mesmo modo que isso ocorre aqui no mundo, onde estamos no corpo físico, isso ocorre também entre nós e aqueles que já saíram do corpo físico. Como é que essa relação pode se dar? O que se passa é que, tanto quanto nós, os desencarnados, também emitem pensamentos. Graças a isso, se estabelecem esses vínculos entre nós e eles, entre eles e nós. De acordo com as coisas que falamos, que pensamos, que gostamos na vida, entramos na sintonia dessas criaturas espirituais, e essa sintonia significa um processo de aproximação psíquica um do outro. Tornamo-nos pessoas simpáticas e, desse modo, passa a haver uma interferência de um sobre o outro. Se nós, pelos nossos atos, pensamentos, pelo nosso tipo de vida, nos tornarmos simpáticos a Espíritos nobres, melhor para nós porque nos influenciarão para o bem, para o amor, para a paz, para a alegria de viver, de crescer, de progredir. Mas, se nos tornamos simpáticos a Espíritos negativos, viciosos, atormentadores, não tenhamos dúvidas de que a nossa vida será muito amarga, porque essas entidades não nos deixarão avançar, segurarão o nosso ritmo e nos perturbarão demasiadamente. Uma vez que permitamos que esses Espíritos perturbem a nossa vida, estaremos em suas mãos, porque somos nós os que lhes abrimos as portas.
O fato é que as nossas atitudes chamam para nossa convivência mental seres da mesma índole. A sugestão para o erro, para o mal, para a sombra, quando atendida, o problema já não é mais do sugestionador. Nós aceitamos, o problema é nosso. Também quando os bons Espíritos nos convidam ao bem, à prática do amor, à vivência da paz e nós aceitamos, o nosso discernimento nos mandou aceitar, já somos nós, não é mais o benfeitor, nós aceitamos a sua sugestão. Então essa boa realização está sob nossa responsabilidade. É por isso que aqui na Terra costumamos dizer assim: Dize-me com quem andas e eu te direi quem és. É um ditado muito conhecido, mas os Espíritos utilizam-no de forma reversa, eles costumam dizer para nós: Dize-me quem és e eu te direi com quem andas. De uma coisa não podemos duvidar. Na Terra, todos sofremos influenciação espiritual, todos nós. Se quisermos ser dirigidos por nobres criaturas, por Espíritos do bem, por verdadeiros anjos luminosos, basta nos ajustarmos a uma vida digna e nobre, apesar de todas as lutas, mas a busca para Deus, a busca para viver as lições de Deus, amando o próximo e tendo nosso Pai amado acima de todas as coisas.

CLAREAR SEM OFUSCAR

CLAREAR SEM OFUSCAR
Observe que, em muitas circunstâncias da vida, a luz da vela tem maior utilidade do que a do holofote. Por pequena que seja, ela serve para alumiar uma parte da escuridão. Nesse sentido, em se dizendo que luz não argumenta, mas ilumina, é que ela deve clarear sem ofuscar. Ela deve iluminar a sombra da ignorância, sem erradicá-la de uma vez. Ela assemelha-se ao semeador que saiu a semear. Este deve escolher a terra boa, arroteá-la, a fim de que a semente dê frutos sazonados. Transpondo para o campo do Espírito, o Semeador não deve iluminar a esmo, mas, sim, e antes de tudo, preparar o ânimo daqueles que irão receber a Boa Nova. Sem essa preocupação constante, estaremos apenas dando pérolas aos porcos

O poder da palavra.. VÁ COM DEUS

Lindos casos de Chico Xavier
- O poder da palavra.. VÁ COM DEUS
Eram oito horas da manhã de um sábado de maio. Chico levantara-se apressado. Dormira demais. Trabalhara muito na véspera, psicografando uma obra erudita de Emmanuel. Não esperara a charrete. Fora mesmo a pé para o escritório da Fazenda. Não andava, voava, tão velozmente caminhava. Ao passar defronte à casa de D. Alice, esta o chama:
— Chico, estou esperando-o desde às seis horas. Desejo-lhe uma explicação.
— Estou muito atrasado, D. Alice. Logo na hora do almoço, lhe atenderei.
D. Alice fica triste e olha o irmão, que retomara os passos ligeiros a caminho do serviço.
Um pouco adiante, Emmanuel lhe diz:
— Volte, Chico, atende à irmã Alice. Gastará apenas cinco minutos, que não irão prejudicá-lo.
Chico volta e atende.
— Sabia que você voltava, conheço seu coração.
E pede-lhe explicação como tomar determinado remédio homeopático que o caroável Dr. Bezerra de Menezes lhe receitara, por intermédio do abnegado Médium. Atendida, toda se alegra. E despedindo-se:
— Obrigada, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus! Chico parte apressado.
Quer recobrar os minutos perdidos. Quando andara uns cem metros, Emmanuel, sempre amoroso, lhe pede:
— Pare um pouco e olhe para trás e veja o que está saindo dos lábios de D. Alice e caminhando para você.
Chico para e olha: uma massa branca de fluidos luminosos sai da boca da irmã atendida e encaminha-se para ele e entra-lhe no corpo...
— Viu, Chico, o resultado que obtemos quando somos serviçais, quando possibilitamos a alegria cristã aos nossos irmãos?
E concluiu:
— Imagine se, ao invés de VÁ COM DEUS, dissesse, magoada, “vá com o diabo”. Dos seus lábios estariam saindo coisas diferentes, como cinzas, ciscos, algo pior..
E Chico, andando agora naturalmente, sem receio de perder o dia, sorri satisfeito com a lição recebida. entendendo em tudo e por tudo o SERVIÇO DO SENHOR, refletido nos menores gestos, com os nomes de Gentileza, Tolerância, Afabilidade, Doçura, Amor.