sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Quando te sintas triste menina

A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo. Havia que ter cuidado para que a tristeza não entrasse nos olhos, porque iria fazer com que chorassem, também não era bom deixar entrar a tristeza nos nossos lábios porque iria forçá-los a dizer coisas que não eram verdadeiras, que também não se metesse nas mãos porque se pode deixar tostar demais o café ou queimar a massa. Porque a tristeza gosta do sabor amargo.
Quando te sintas triste menina- dizia a minha avó- entrança o cabelo, prende a dor na madeixa e deixa escapar o cabelo solto quando o vento do norte sopre com força. O nosso cabelo é uma rede capaz de apanhar tudo, é forte como as raízes do cipreste e suave como a espuma do atole.
Que não te apanhe desprevenida a melancolia minha neta, ainda que tenhas o coração despedaçado ou os ossos frios com alguma ausência. Não deixes que a tristeza entre em ti com o teu cabelo solto, porque ela irá fluir em cascata através dos canais que a lua traçou no teu corpo. Trança a tua tristeza, dizia. Trança sempre a tua tristeza.
E na manhã ao acordar com o canto do pássaro, ele encontrará a tristeza pálida e desvanecida entre o trançar dos teus cabelos…”
Paola Klug

sábado, 3 de dezembro de 2016

PARALISIA DO SONO

PARALISIA DO SONO - quando seus pesadelos se tornam realidade.
Você Já ouviu falar em “paralisia do sono”? Talvez não com este nome, mas provavelmente já se deu conta de estar passando por este processo. "Você está dormindo em sua cama… de repente, acorda, mas, para sua surpresa, não consegue se mexer… “o que está acontecendo?” você pensa, enquanto olha para seu corpo, imóvel na escuridão do seu quarto. Enquanto isso acontece, você nota algo diferente. Então percebe: não está sozinho(a). Pior, uma presença com forma humana esmaga seu peito. E ela é má. Você acordou no mundo dos sonhos, e não há nada que possa fazer a respeito." A paralisia do sono é muitas vezes associada ao espiritismo. Esta é uma ideia errada, pois atribui-se causas fantásticas a um simples erro neuro-fisiológico que ocorre durante o processo do sono. Existem algumas explicações que tratam do fenômeno da paralisia do sono. O espiritismo explica a “Paralisia do sono” como sendo uma “projeção” do espírito para fora do corpo, chamada pela doutrina de desdobramento, mantendo-se ambos conectados por uma espécie de“cordão de prata”. É extremamente comum acontecer isto quando estamos muito cansados e“cochilamos”. Diferenciar se está sonhando ou se está vivenciando uma experiência extra-corpórea é complexo. Muitos creem em uma super viagem ao mundo astral. Em,"O livro dos espíritos"( cap. VIII), o sono é uma necessidade fisiológica do corpo, mas o espírito não precisa desse descanso e enquanto o corpo relaxa, o espírito, levemente se desprende da matéria, tendo a possibilidade de se contatar com o mundo espiritual. Já para a ciência, a Paralisia do Sono é caracterizada por uma paralisia temporária do corpo imediatamente após o despertar ou, com menos freqüência, imediatamente antes de adormecer. Também é conhecida como Atonia REM por estar diretamente relacionada à paralisia que ocorre como uma parte natural do nosso sono REM, a fase do sono em que ocorrem nossos sonhos mais vívidos. Durante esta fase os olhos movem-se rapidamente (em Inglês, rapid eye movement) e a atividade cerebral é similar àquela que se passa nas horas em que se está acordado. O Nosso cérebro, paralisa os músculos durante essa fase do sono para prevenir possíveis lesões, pelo fato de algumas partes do corpo poderem se mover durante o sonho, (principalmente ao sonharmos que estamos caindo ou quando damos uma pancada na parede). Quando acordamos subitamente o cérebro pode “não perceber” e o estado de paralisia não é desativado. A consequência é previsível, como resultado, a pessoa fica consciente mas incapaz de se mover. Para piorar o cenário de desespero esse estado pode ser acompanhado pelas chamadas alucinações hipnagógicas, que envolvem imagens e sons, características dessa condição.

SAÚDE E O AJUSTAMENTO MENTAL NA VISÃO ESPÍRITA

SAÚDE E O AJUSTAMENTO MENTAL NA VISÃO ESPÍRITA
A saúde e o ajustamento mental estão relacionados com o tipo de conduta adotado pelo indivíduo para expressar sua agressividade. As energias recalcadas pela frustação procurarão sempre uma válvula de escape. A pessoa normal é aquela que encontra derivativos para os recalques ao passo que a pessoa neurótica não encontra saída para os mesmos. Já os conflitos ocorrem quando existem motivos em choque, como por exemplo se tivermos de escolher entre ser chamado de covarde por não revidar uma agressão, ou se partimos para a briga franca, rolando no chão com o ofensor e deixando de cumprir a recomendação de Cristo de dar a outra face. Um exemplo de conflito comum são os complexos de inferioridade, já conhecidos por todos. Alguns sintomas deste complexo são os sentimentos de incapacidade, a sensibilidade exagerada à crítica, o isolamento social e as atitudes supercríticas com relação aos outros. A ansiedade e a angústia são uma desordem emocional produzida pela perspectiva de uma frustração. A angústia se apresenta como uma experiência de antecipação de uma situação futura de perigo. A ansiedade é uma forma de medo em que o objeto é vago e indefinido. Alguns conflitos neuróticos convertem grande parte da angústia em ação física no corpo da pessoa. Dizemos que houve somatização e a tensão conflituosa pode afetar várias partes do corpo. Se a região límbica for a atingida passarão a ocorrer emoções de medo, de angústia e de depressão. Se atingir o hipotálamo e hipófise surgirão distúrbios da tireóide alterando o desgaste celular, a pressão arterial e a taxa de açúcar no sangue. Se o diencéfalo for atingido haverá perturbações na circulação, palpitações, hiperacidez no trato digestivo, cólicas hepáticas, falta de ar e inibição da atividade sexual.


ESPIRITISMO x DOENÇAS
Se a pessoa se fixasse demais em suas deficiências, conflitos e frustrações perderia sua auto-estima, desintegrando sua personalidade. É preciso se ajustar através de mecanismos de defesa. Os principais mecanismos são o de compensação (ao se achar inferior em um setor procura se superar em outro), de racionalização (explicações para os fracassos), de projeção (atribuir a terceiros os sentimentos que são nossos), de identificação (assumir mentalmente a identidade de uma pessoa forte), de regressão (comportamento de pessoas muito mais jovens), de fixação (comportamentos estereotipados), de idealização (criação de um mundo mais justo), de repressão (reprimir a lembrança, afogando a memória), de sublimação (atividades artísticas e religiosas), e de fantasia (viver em imaginação o que gostaríamos de viver). Se a pessoa se fixasse demais em suas deficiências, conflitos e frustrações perderia sua auto-estima, desintegrando sua personalidade. É preciso se ajustar através de mecanismos de defesa. Os principais mecanismos são o de compensação (ao se achar inferior em um setor procura se superar em outro), de racionalização (explicações para os fracassos), de projeção (atribuir a terceiros os sentimentos que são nossos), de identificação (assumir mentalmente a identidade de uma pessoa forte), de regressão ( comportamento de pessoas muito mais jovens ), de fixação (comportamentos estereotipados), de idealização (criação de um mundo mais justo), de repressão ( reprimir a lembrança, afogando a memória), de sublimação (atividades artísticas e religiosas ), e de fantasia (viver em imaginação o que gostaríamos de viver).



DOENÇAS NA VISÃO ESPÍRITA
A doença não é uma causa, é uma conseqüência proveniente das energias negativas que circulam por nossos organismos espiritual e material. O controle das energias é feito através dos pensamentos e dos sentimentos, portanto, possuimos energias que nos causam doenças porque somos indisciplinados mentalmente e emocionalmente. Em Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz explica que “ assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais ”. Permanentemente, recebemos energia vital que vem do cosmo, da alimentação, da respiração e da irradiação das outras pessoas e para elas imprimimos a energia gerada por nós mesmos. Assim, somos responsáveis por emitir boas ou más energias às outras pessoas. A energia que irradiamos aos outros estará impregnada com nossa carga energética, isto é, carregada das energias de nossos pensamentos e de nossos sentimentos, sendo necessário que vigiemos o que pensamos e sentimos...

QUEM COM O FERRO FERE... CAUSA E EFEITO

QUEM COM O FERRO FERE... CAUSA E EFEITO
Enoque era um ancião que se abeirava dos cem janeiros.
Residindo numa choça que se encostava a uma peroba, cuja idade renteava com a dele, alimentava-se de frutas e chá que improvisava com folhas aromáticas e água quente. Entre aqueles viajantes e amigos que atravessavam a estrada, a poucos metros de sua moradia, a fim de revê-lo, o agricultor José Prado, procurou-lhe a amenidade da companhia e indagou, com respeito:
– Enoque, você acredita na lei de causa e efeito?
- Como não? - respondeu o interpelado com voz trêmula. A idade me pesa nas costas, há vários decênios, e nunca vi um só caso em que essa lei da vida viesse a falhar.
E, virando para o interlocutor os velhos braços; acentuou:
- a propósito de que o senhor me fez essa pergunta?
O amigo não se melindrou e narrou pensativo:
– Há cinco anos, entrei em luta corporal com o Joaquim Mota, que é seu conhecido, e, na briga, cortei-lhe dois dedos da mão esquerda, que sangrou abundantemente... Depois de algum tempo pedi-lhe perdão do gesto impensado e ele não só me perdoou, como também me convidou para um café em sua própria casa. Senti grande alívio, porque me achava arrependido da violência que praticara e voltei ao trabalho em meus canaviais. Ontem, porém, coloquei meu facão num galho de árvore, para limpar a plantação nova e distraí-me sem notar que o dia de calor nos mergulhara a todos, os meus auxiliares e eu, numa ventania brava. Aproximava-se o aguaceiro e corremos, em busca dos restos da casa velha do Antônio e quando passei, a passo rápido, sob o galho da Aroeira que me guardava o facão, ei-lo que se despenca sobre mim, sem motivo aparente me cortando dois dedos da mão esquerda, como sucedera no dia que mutilei a mão do Joaquim Mota. O narrador fez uma pausa e finalizou:
– O senhor acredita que eu tenha sido executado segundo a lei de causa e efeito?
– Acredito, sim...
- Entretanto - observou o visitante, não posso esquecer que o Mota já me perdoara.
Enoque fez um gesto expressivo de afirmação e explicou:
- Mota lhe perdoara a ofensa, mas a lei lhe havia registrado o gesto impulsivo e terá considerado que o perdão do amigo lhe oferecia a oportunidade, a fim de que a dor de seus dois dedos lhes advertisse para não repetir o ato que lhe impunha dor e arrependimento ao coração.
- Enoque - solicitou o amigo, fale-nos então dessa lei que não podemos burlar!...
O velhinho levantou-se com muita dificuldade e, ali mesmo, retirou da mesa tosca um ensebado exemplar do Novo Testamento e esclareceu:
– Meu amigo; estou no fim de minha longa existência e já não disponho de tempo para longas conversações. Quando preciso de alguma explicação, recorro aos ensinamentos de Jesus e sempre tenho a resposta. Abra este livro e veja o que o Mestre nos diz.
Intranquilo, o consulente abriu o rolo e achou do Apóstolo Mateus lendo o Versículo n. 52 do Capítulo 26, em que Jesus adverte a nós todos; “quem com ferro fere com ferro será ferido...”.
Fonte : Matéria extraída da Obra “A Semente De Mostarda ” pelo espírito: Emmanuel, psicografada pelo médium: Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Mãe, eis aí o teu filho

Mãe, eis aí o teu filho
Ela era jovem, na flor da idade. Fora desposada por José, que a acolhera em fidelidade e amor. Numa tarde singela, após os seus afazeres, como num sonho, recebeu a visita de um mensageiro celeste. Ave, cheia de graça, retumbou a voz angélica. Deseja nosso Pai que recebas, em teus braços, o Seu filho. Maria teve um leve sobressalto. Mas redarguiu: Faça-se em mim, pobre serva, a vontade do meu Deus. Os meses correram ligeiros. Em difícil viagem, José e Maria se dirigiram a Belém. Numa estrebaria simples, em meio aos animais, nasceu o Filho do Altíssimo e, numa manjedoura, foi acomodado. A seu tempo, Maria viu o seu Jesus falar e caminhar, contou-lhe histórias, dEle cuidou. Porém, próximo aos trinta anos, Ele partiu. Chegara a hora de cuidar dos negócios do Pai Maior. Doze amigos se uniram a Ele e, ao Seu lado, se puseram a caminhar. Maria ouvia rumores de que, na presença de seu filho, cegos voltavam a ver; surdos a ouvir e até aquele que era considerado morto, tornara a se levantar. Seu coração de mãe enchia-se de temores. Os orgulhosos ressentiam-se daquilo que ensinava Jesus: o amor ao próximo, o perdão das ofensas. Lições nem sempre compreendidas, mas que transbordavam o mundo de luz. Ensinando, doando-se, servindo, o Cristo semeava a paz. Quando Ele a visitava, Maria indagava: Que fazes, meu filho? E Jesus, terno e carinhoso: Eu cuido dos negócios de meu Pai.
* * *
Numa noite de angústias, João trouxe à mãe do Mestre o doloroso aviso: Acusam-no de colocar-se contra a ordem estabelecida. Num julgamento injusto, foi condenado e ainda teve a multidão a gritar por Sua morte e pela soltura do celerado Barrabás. Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe. Aos pés do filho crucificado, Maria recebe a Divina missão: ser nossa mãe, mãe de toda a Humanidade. Mãe do Cristo, mãe de todos nós. Que por seu exemplo nos aproximemos de Jesus e possamos ouvir a sua voz.
* * *
Aproxima-se o Natal. Ajustemos a acústica da alma para que ouçamos as vozes celestes a cantar: Glória a Deus nas alturas. Paz na Terra. Boa vontade para com os homens. Contemplemos o Menino Luz que chega ao mundo para nos iluminar a jornada e para nos ensinar a chamar Deus de Pai. Unamo-nos a Maria, a senhora do silêncio e da fé. Junto a ela, recebamos Jesus na manjedoura de nossos corações. Tudo para que o Natal se faça celebração íntima, na qual nos encontremos com o Cristo descrucificado, e presente na vida daqueles que O seguimos. Presente na vida daqueles que O desconhecem. Daqueles que sofrem, dos que temem, dos que sentem fome, dos adoentados, dos que, arrependidos, buscam no olhar do Mestre o recomeço...
* * *
A Mãe Santíssima compreendeu a sua missão ao contemplar os olhos de seu filho. A exemplo de Maria, busquemos o olhar de Jesus, a fim de atendermos ao seu convite: Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
Texto do Momento Espírita

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A ESTRANHA

Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado, era realmente encantadora. Em pouco tempo, a convidou a viver com nossa família.
A estranha aceitou e, desde então, tem estado conosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares... minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer, mas a estranha era nossa narradora favorita!
Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ela sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.
Fazia-me rir, e me fazia chorar.
A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada e, enquanto o resto de nós ficava escutando o que a estranha tinha a dizer, só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade (agora me pergunto se ela teria orado alguma vez para que a estranha fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las.
As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa... nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse.
Entretanto, nossa visitante de longo prazo usava sem problemas sua linguagem inapropriada que, às vezes, queimava meus ouvidos, fazia meu pai se retorcer na cadeira e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas a estranha nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pela estranha.
Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que a estranha veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda a encontraria sentada em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
Seu nome? Ah. seu nome...
Nós a chamamos de TELEVISÃO!
É isso mesmo, a intrusa se chama TELEVISÃO!
Agora ela tem um marido que se chama Computador, um filho que se chama Celular e um neto de nome Tablet.
A estranha agora tem uma família...
E a nossa, será que ainda existe???
Tenha uma ótima reflexão!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O APÓSTOLO PAULO E A MEDIUNIDADE

O APÓSTOLO PAULO E A MEDIUNIDADE

Paulo e os cristãos primitivos acreditavam em uma incessante comunicação com o mundo invisível, mais evoluído do que o nosso.
Naqueles tempos não havia nenhum pregador preparado que pregasse às assembléias com vestes sacerdotais, mas se escutava atentamente o que tinha a dizer os profetas ou outros homens possuidores de dons espirituais.E os dons celestes destas pessoas inspiradas podiam ser e eram de varias espécies. A seu respeito assim se exprime Paulo:
“A um é dado pelo Espírito a palavra da sabedoria; a outro porém a palavra da ciência, segundo o mesmo espírito; a outro a outro a fé, pelo mesmo espírito; a outro o dom de curar enfermidades em um mesmo espírito a outro a operação de maravilhas, a outro a profecia; a outro o discernimento dos espíritos; a outro a variedade de línguas e a outro a interpretação das palavras.” (1 Coríntios 12: 8-10)
Em outra passagem do mesmo capítulo, diz: “Assim também vós, pois que aspirais dons espirituais (isto é, desenvolver a mediunidade e entrar em relação com os espíritos) seja isto para edificação da igreja e que os procureis possuir em abundancia.” (1 Coríntios 19:12)
No texto grego está – espíritos e não dons espirituais – como mencione a tradução dinamarquesa da Bíblia, esta passagem está vertida em sentido confuso, apesar de não haver a menor dúvida quanto a verdadeira tradução dos termos gregos do texto original: epei zelotai este pneumaton.
Os tradutores e os revisores da Bíblia nem sempre tem tido a coragem de traduzir, exatamente, as Escrituras Sagradas, o que não nos causa espanto. Os teólogos prenderam os seus sistemas dogmáticos em pesadas e estreitas cadeias. Por outro lado, leigos ortodoxos, em muitos países, não podem suportar a verdadeira tradução por julgarem que ela os destrói os seus dogmas. Tenho alguma experiência sobre o assunto e falo do que conheço.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A SURPREENDE MORTE

A SURPREENDE MORTE
Ela sempre chega em momento inoportuno. Não a convidamos mas ela comparece, quando e onde bem entende. Ela estabelece o seu calendário de visitas, totalmente aleatório aos nossos olhos mortais. Mas preciso, totalmente concorde com a Lei Divina, em cada detalhe. Somente os que não estejam em equilíbrio mental é que a evocam, desejando-lhe a presença. Todos os demais preferimos deixar para mais tarde, mais tarde... é a morte, essa não desejada presença. Ela dilacera corações plenos de esperança e nos leva a perguntar: Por quê? Por que agora? Por que com minha família? Assim foi com a família Camargos. Na cidade de Natal, no Nordeste brasileiro, no dia doze de janeiro, a pequena Giovanna fazia seis anos. Festa de aniversário. Tudo pronto para a comemoração. Pouco antes das oito horas da noite, a família só aguardava o telefonema do pai da menina, para a comemoração. Ele integrava a missão de paz do exército brasileiro no Haiti. E ele adorava seu trabalho. O único senão eram as saudades da família: a mulher e dois filhos. Seu retorno ao Brasil estava marcado para o dia vinte e oito. E ele dizia para a esposa que ela acabaria ficando enjoada dele, porque passariam o tempo todo juntos. Veio o telefonema, ele falou com Giovanna. E a esposa pediu que ele ficasse um pouco mais na linha para cantar o Parabéns pra você. Mas, de repente, a conexão do skype caiu. Ela tentou ligar de volta. Sem êxito. A festa continuou. No dia seguinte, o cunhado ligou para saber notícias de Raniel. Está bem, informou Heloísa. Conversamos ontem à noite. Ela não sabia do terremoto e, ao tomar conhecimento, se deu conta que fora a hora em que conversara com seu marido. Na mesma tarde, um telefonema do batalhão onde Raniel servia, confirmou para a família que ele fora uma das vítimas do terremoto no Haiti. Embora a tristeza, Heloísa diria mais tarde:
- O que me consola é que Raniel morreu fazendo o que sempre quis: ajudar os necessitados e servir ao seu país. Ele morreu como um herói.
As palavras da esposa traduzem o sentimento sublimado do amor. Ela sabia que o marido amava o seu trabalho, no exército brasileiro. A saudade é grande. Os filhos perguntam pelo pai e terão que se habituar à sua ausência física. Mas, eles terão a presença do ser amado em suas vidas nas doces lembranças, no telefonema de aniversário, nos sonhos... para essa família, como para todos os que cremos na Imortalidade, existe a certeza de que o subtenente Raniel somente abandonou o casulo de carne...ele prossegue vivendo e amando, na Espiritualidade.

Que esse exemplo de serenidade nos possa servir. Preparemo-nos. Quando a morte chegar, de inopino, rompendo nossos mais acalentados planos, pensemos: Foi só um adiamento de tudo que planejamos. Logo mais tornaremos a estar juntos.
Redação do Momento Espírita

LIÇÃO DE FELICIDADE....

LIÇÃO DE FELICIDADE....
Foi num dia desses. Eram dois irmãos vindos da favela. Um deles deveria ter cinco anos e o outro dez. Pés descalços, braços nus. Batiam de porta em porta, pedindo comida. Estavam famintos. Mas as portas não se abriam. A indiferença lhes atirava ao rosto expressões rudes, em que palavras como moleque, trabalho e filhos de ninguém se misturavam. Finalmente, em uma casa singela, uma senhora atenta lhes disse:
- Vou ver se tenho alguma coisa para lhes dar. Coitadinhos.
E voltou com uma caixinha de leite. Que alegria!
Os garotos se sentaram na calçada. O menor disse para o irmão: Você é mais velho, tome primeiro... estendeu a caixa e ficou olhando-o, com a boca semiaberta, mexendo a ponta da língua, parecendo sentir o gosto do líquido entre seus dentes brancos. O menino de dez anos levou a caixa à boca, no gesto de beber. Mas, apertou fortemente os lábios para que nenhuma gota do leite penetrasse. Depois, devolveu a caixinha ao irmãozinho: Agora é a sua vez. Só um pouco, recomendou. O pequeno deu um grande gole e exclamou:
- Como está gostoso. Agora eu, disse o mais velho.
Tornou a levar a caixinha, já meio vazia, à boca e repetiu o gesto de beber, sem beber nada.
- Agora você. Agora eu. Agora você.
Depois de quatro ou cinco goles, talvez seis, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, esgotou o leite todo. Sozinho. Foi nesse momento que o extraordinário aconteceu. O menino maior começou a cantar e a jogar futebol com a caixinha. Estava radiante, todo felicidade. De estômago vazio. De coração transbordando de alegria. Pulava com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas grandiosas sem dar importância. Observando aqueles dois irmãos e o Agora você, Agora eu, nossos olhos se encheram de lágrimas.
Que lição de felicidade. Que demonstração de altruísmo. O maior, em verdade, demonstrou, pelo seu gesto, que é sempre mais feliz aquele que dá do que aquele que recebe.
Este é o segredo do amor. Sacrificar-se a criatura com tal naturalidade, de forma tão discreta, que o amado nem possa agradecer pelo que está recebendo. Enquanto os dois irmãos desciam a rua, cantarolando, abraçados, em nossa mente vários ensinos de Jesus foram sendo recordados.
Fazer ao outro o que gostaria que lhe fosse feito.
O óbolo da viúva.
Amai-vos uns aos outros...
* * *
Coloca, nas janelas da tua alma, o amor, a bondade, a compaixão, a ternura para que alcances a felicidade.
Amando, ampliarás o círculo dos teus afetos e serás, para os teus amigos, uma bênção.
Faze o bem, sempre que possas. E, se a ocasião não aparecer, cria a oportunidade de servir. Deste modo, a felicidade estará esperando por ti.
Redação do Momento Espírit

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

A Fábula do Amor

A Fábula do Amor
Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos. Por fim o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha.
Pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza, em um lindo barco. O Amor disse:
- Riqueza, leve-me com você.
- Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você.
Ele pediu ajuda a Vaidade, que também vinha passando.
- Vaidade, por favor, me ajude.
- Não posso te ajudar, Amor, você esta todo molhado e poderia estragar meu barco novo.
Então, o amor pediu ajuda a Tristeza.
- Tristeza, leve-me com você.
- Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha.
Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la.
Já desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar:
- Vem Amor, eu levo você!
Era um velhinho. O Amor ficou tão feliz que esqueceu-se de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a Sabedoria.
- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?
A Sabedoria respondeu:
- Era o TEMPO.
- O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe?
- Porque só o Tempo é capaz de entender o "AMOR".
Paz e Luz!

domingo, 20 de novembro de 2016

Viver é a coisa mais simples que existe.

Viver é a coisa mais simples que existe.
O universo é regido pela lei da ação e reação.
Tá aí pra todo mundo ver,provar e comprovar.
Mas infelizmente as maioria das pessoas teimam em desafiar a lógica.
A vida não erra,ela te devolve exatamente aquilo que você proporciona ao mundo.
Se você quer amor,dê amor...
Se quer ser compreendido, compreenda...
Quer ser respeitado, respeite...
Não existem fórmulas, recursos e meios mirabolantes que possam burlar a famosa lei do retorno.
Não importa o quão poderoso você possa ser,se não for ético, se não respeitar as pessoas, você será apenas tolerado,nunca respeitado.
Não importa qual o seu grau de beleza,nem o quanto você possa seduzir,se não houver amor no seu coração, você será apenas desejado, mas nunca amado.
Infelizmente temos a falsa sensação de extrair da vida aquilo que desejamos, sem dar a ela aquilo que é preciso.
Somos incapazes de fazer um julgamento sincero e profundo sobre nossas próprias ações.
Sempre atribuímos o nosso fracasso à fatores externos, nunca à nós mesmos.
No final acabamos iludidos,decepcionados,frustrados, amargurados e infelizes.
Viver é simples,mas a vida é honesta e não admite trapaça, cedo ou tarde você vai entender isso
Paulo Ricardo da Silva

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

OS PESADELOS E O ESPIRITISMO

OS PESADELOS E O ESPIRITISMO
Os sonhos aterrorizantes, onde vivemos situações de pânico e desespero, que nós conhecemos como pesadelos, são também recordações de experiências vividas pelo espírito no lado da vida espiritual. Estando o corpo adormecido o espírito libera-se parcialmente deste, e passa a participar de atividades no mundo espiritual. Nessas atividades envolve-se tanto com espíritos bons , amigos, como com espíritos inferiores, e desafetos de vidas anteriores ou mesmo da presente encarnação. Nos sonhos chamados pesadelos o espírito passa por situações conturbadas com espíritos inferiores, sendo às vezes, simples discussões ou agressões leves, outras vezes porém são vitimas ou algozes, em lutas e perseguições ferozes motivadas por sentimentos de ódio e vingança, contraídos em épocas passadas, e que não foram ainda resolvidos ou perdoados. Outras vezes ainda nesse tipo de sonho, nos vemos perdidos em lugares de aparências perigosas e estranhas que normalmente são recordações distorcidas de locais por onde o espírito passou durante a sua estada na dimensão espiritual, durante o sono. Os pesadelos ocorrem normalmente quando nosso espirito está atuando em esferas inferiores da espiritualidade, locais habitados por espíritos impregnados ainda pelas vibrações materializadas da vida terrena, pelos sentimentos de orgulho, vaidade, ódio etc. As situações e locais que lembramos de nossos sonhos raramente são idênticos aos locais e experiências realmente vividas na espiritualidade, porque lá do outro lado da vida, o tempo, o espaço e os ambientes , são diferentes dos nossos aqui do plano físico.
Fonte: site / Somos Todos Um

O PIOR INIMIGO

Eu sou o meu maior mestre, e o meu maior inimigo, eu sou meu anjo da guarda e o meu demônio.... -
Máculah
O PIOR INIMIGO
Um homem, admirável pelas qualidades de trabalho e pelas formosas virtudes do caráter, foi visto pelos inimigos da Humanidade que conhecemos por Ignorância, Calúnia, Maldade, Discórdia, Vaidade, Preguiça e Desânimo, os quais tramaram, entre si, agir contra ele, conduzindo-o à derrota.O honrado trabalhador vivia feliz, entre familiares e companheiros, cultivando o campo e rendendo graças ao Senhor Supremo pelas alegrias que desfrutava no contentamento de ser útil.A Ignorância começou a cogitar da perseguição, apresentando-o ao povo como mau observador das obrigações religiosas. Insulava-se no trato da terra, cheio de ambições desmedidas para enriquecer à custa do alheio suor. Não tinha fé, nem respeitava os bons costumes.O lavrador ativo recebeu as notícias do adversário que operava, de longe, sorriu calmo e falou com sinceridade:- A Ignorância está desculpada.Surgiu, então, a Calúnia e denunciou-o às autoridades por espião de interesses estranhos. Aquele homem vivia, quase sozinho, para melhor comunicar-se com vasta quadrilha de ladrões. O serviço policial tratou de minuciosas averiguações e, ao término do inquérito vexatório, a vítima afirmou sem ódio:- A Calúnia estava enganada.E trabalhou com dobrado valor moral.Logo após, veio a Maldade, que o atacou de mais perto. Principiou a ofensiva, incendiando-lhe o campo. Destruiu-lhe milharais enormes, prejudicou-lhe a vinha, poluiu-lhe as fontes. Todavia, o operário incansável, reconstruindo para o futuro, respondeu, sereno:- Contra as sombras do mal, tenho a luz do bem.Reconhecendo os perseguidores que haviam encontrado um espírito robusto na fé, instruíram a Discórdia que passou a assediá-lo dentro da própria casa. Provocações cercaram-no de todos os lados e, a breve tempo, irmãos e amigos da véspera relegaram-no ao abandono.O servo diligente, dessa vez, sofreu bastante, mas ergueu os olhos para o Céu e falou:- Meu Deus e meu Senhor, estou só, no entanto, continuarei agindo e servindo em Teu Nome. A Discórdia será por mim esquecida.Apareceu, então, a Vaidade que o procurou nos aposentos particulares, afirmando-lhe:- És um grande herói... Venceste aflições e batalhas! Serás apontado à multidão na auréola dos justos e dos santos!...O trabalhador sincero repeliu-a, imperturbável:- Sou apenas um átomo que respira. Toda glória pertence a Deus!Ausentando-se a Vaidade com desapontamento, entrou a Preguiça e, acariciando-lhe a fronte com mãos traiçoeiras, afiançou:- Teus sacrifícios são excessivos... Vamos ao repouso! Já perdeste as melhores forças!...Vigilante, contudo, o interpelado replicou sem hesitar:- Meu dever é o de servir em benefício de todos, até ao fim da luta.Afastando-se a Preguiça vencida, o Desânimo compareceu. Não atacou de longe, nem de perto. Não se sentou na poltrona para conversar, nem lhe cochichou aos ouvidos. Entrou no coração do operoso lavrador e, depois de instalar-se lá dentro, começou a perguntar-lhe:- Esforçar-se para quê? servir porquê? Não vê que o mundo está repleto de colaboradores mais competentes? que razão justifica tamanha luta? quem o mandou nascer neste corpo? não foi a determinação do próprio Deus? não será melhor deixar tudo por conta de Deus mesmo? que espera? sabe, acaso, o objetivo da vida? tudo é inútil... não se lembra de que a morte destruirá tudo?O homem forte e valoroso, que triunfara de muitos combates, começou a ouvir as interrogações do Desânimo, deitou-se e passou cem anos sem levantar-se...
- Francisco Cândido Xavier, da obra: Alvorada Cristã. Ditado pelo Espírito Neio Lúcio. Capítulo 22

INFLUÊNCIA ESPIRITUAL

INFLUÊNCIA ESPIRITUAL
Todos nós, seres humanos, temos a nossa capacidade de influenciar alguém e de influenciar a nós mesmos. Do mesmo modo as pessoas têm o poder de nos influenciar. Vejamos como somos influenciados por artistas, por desportistas, por políticos, por vizinhos, por amigos, por inimigos. Uma palavra que a pessoa nos diga, uma mensagem que a pessoa nos passe, uma música que nos cante, uma jogada especial, faz com que nós passemos a lhe devotar uma atenção e a nos submeter ao império de seu pensamento. Ora, do mesmo modo que isso ocorre aqui no mundo, onde estamos no corpo físico, isso ocorre também entre nós e aqueles que já saíram do corpo físico. Como é que essa relação pode se dar? O que se passa é que, tanto quanto nós, os desencarnados, também emitem pensamentos. Graças a isso, se estabelecem esses vínculos entre nós e eles, entre eles e nós. De acordo com as coisas que falamos, que pensamos, que gostamos na vida, entramos na sintonia dessas criaturas espirituais, e essa sintonia significa um processo de aproximação psíquica um do outro. Tornamo-nos pessoas simpáticas e, desse modo, passa a haver uma interferência de um sobre o outro. Se nós, pelos nossos atos, pensamentos, pelo nosso tipo de vida, nos tornarmos simpáticos a Espíritos nobres, melhor para nós porque nos influenciarão para o bem, para o amor, para a paz, para a alegria de viver, de crescer, de progredir. Mas, se nos tornamos simpáticos a Espíritos negativos, viciosos, atormentadores, não tenhamos dúvidas de que a nossa vida será muito amarga, porque essas entidades não nos deixarão avançar, segurarão o nosso ritmo e nos perturbarão demasiadamente. Uma vez que permitamos que esses Espíritos perturbem a nossa vida, estaremos em suas mãos, porque somos nós os que lhes abrimos as portas.
O fato é que as nossas atitudes chamam para nossa convivência mental seres da mesma índole. A sugestão para o erro, para o mal, para a sombra, quando atendida, o problema já não é mais do sugestionador. Nós aceitamos, o problema é nosso. Também quando os bons Espíritos nos convidam ao bem, à prática do amor, à vivência da paz e nós aceitamos, o nosso discernimento nos mandou aceitar, já somos nós, não é mais o benfeitor, nós aceitamos a sua sugestão. Então essa boa realização está sob nossa responsabilidade. É por isso que aqui na Terra costumamos dizer assim: Dize-me com quem andas e eu te direi quem és. É um ditado muito conhecido, mas os Espíritos utilizam-no de forma reversa, eles costumam dizer para nós: Dize-me quem és e eu te direi com quem andas. De uma coisa não podemos duvidar. Na Terra, todos sofremos influenciação espiritual, todos nós. Se quisermos ser dirigidos por nobres criaturas, por Espíritos do bem, por verdadeiros anjos luminosos, basta nos ajustarmos a uma vida digna e nobre, apesar de todas as lutas, mas a busca para Deus, a busca para viver as lições de Deus, amando o próximo e tendo nosso Pai amado acima de todas as coisas.

CLAREAR SEM OFUSCAR

CLAREAR SEM OFUSCAR
Observe que, em muitas circunstâncias da vida, a luz da vela tem maior utilidade do que a do holofote. Por pequena que seja, ela serve para alumiar uma parte da escuridão. Nesse sentido, em se dizendo que luz não argumenta, mas ilumina, é que ela deve clarear sem ofuscar. Ela deve iluminar a sombra da ignorância, sem erradicá-la de uma vez. Ela assemelha-se ao semeador que saiu a semear. Este deve escolher a terra boa, arroteá-la, a fim de que a semente dê frutos sazonados. Transpondo para o campo do Espírito, o Semeador não deve iluminar a esmo, mas, sim, e antes de tudo, preparar o ânimo daqueles que irão receber a Boa Nova. Sem essa preocupação constante, estaremos apenas dando pérolas aos porcos

O poder da palavra.. VÁ COM DEUS

Lindos casos de Chico Xavier
- O poder da palavra.. VÁ COM DEUS
Eram oito horas da manhã de um sábado de maio. Chico levantara-se apressado. Dormira demais. Trabalhara muito na véspera, psicografando uma obra erudita de Emmanuel. Não esperara a charrete. Fora mesmo a pé para o escritório da Fazenda. Não andava, voava, tão velozmente caminhava. Ao passar defronte à casa de D. Alice, esta o chama:
— Chico, estou esperando-o desde às seis horas. Desejo-lhe uma explicação.
— Estou muito atrasado, D. Alice. Logo na hora do almoço, lhe atenderei.
D. Alice fica triste e olha o irmão, que retomara os passos ligeiros a caminho do serviço.
Um pouco adiante, Emmanuel lhe diz:
— Volte, Chico, atende à irmã Alice. Gastará apenas cinco minutos, que não irão prejudicá-lo.
Chico volta e atende.
— Sabia que você voltava, conheço seu coração.
E pede-lhe explicação como tomar determinado remédio homeopático que o caroável Dr. Bezerra de Menezes lhe receitara, por intermédio do abnegado Médium. Atendida, toda se alegra. E despedindo-se:
— Obrigada, Chico. Deus lhe pague! Vá com Deus! Chico parte apressado.
Quer recobrar os minutos perdidos. Quando andara uns cem metros, Emmanuel, sempre amoroso, lhe pede:
— Pare um pouco e olhe para trás e veja o que está saindo dos lábios de D. Alice e caminhando para você.
Chico para e olha: uma massa branca de fluidos luminosos sai da boca da irmã atendida e encaminha-se para ele e entra-lhe no corpo...
— Viu, Chico, o resultado que obtemos quando somos serviçais, quando possibilitamos a alegria cristã aos nossos irmãos?
E concluiu:
— Imagine se, ao invés de VÁ COM DEUS, dissesse, magoada, “vá com o diabo”. Dos seus lábios estariam saindo coisas diferentes, como cinzas, ciscos, algo pior..
E Chico, andando agora naturalmente, sem receio de perder o dia, sorri satisfeito com a lição recebida. entendendo em tudo e por tudo o SERVIÇO DO SENHOR, refletido nos menores gestos, com os nomes de Gentileza, Tolerância, Afabilidade, Doçura, Amor.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O que são Espíritos Agêneres?

  

O que são Espíritos Agêneres?

Por: Tereza Cristina D'Alessandro
  

O que é um agênere? É uma aparição em que o desencarnado se reveste de forma mais precisa, das aparências de um corpo sólido, a ponto de causar completa ilusão ao observador, que supõe ter diante de si um ser corpóreo.
            Esse fato ocorre devido à natureza e propriedades do perispírito que possibilitam ao Espírito, por intermédio de seu pensamento e vontade, provocar modificações nesse corpo espiritual a ponto de torná-lo visível. 
            Há uma condensação (os Espíritos usam essa palavra a título de comparação apenas) tal, que o perispírito, por meio das moléculas que o constituem, adquire as características de um corpo sólido, capaz de produzir impressão ao tato, deixar vestígios de sua presença, tornar-se tangível, conservando as possibilidades de retomar instantaneamente seu estado etéreo e invisível.
            Para que um Espírito condense seu perispírito, tornando-se um agênere, são necessárias, além da sua vontade, uma combinação de fluidos afins peculiares aos encarnados, permissão, além de outras condições cuja mecânica se desconhece. Nesses casos a tangibilidade pode chegar a tal ponto que é possível ao observador tocar, palpar, sentir a resistência da matéria, o que não impede que o agênere desapareça com a rapidez de um relâmpago, através da desagregação das moléculas fluídicas.
            Os seres que se apresentam nessas condições não nascem e nem morrem como os homens; daí o nome: agênere - do grego: a privativo, e géine, géinomai, gerado: não gerado, ou seja, que não foi gerado.
            Podendo ser vistos, não se sabe de onde vieram, nem para onde vão. Não podem ser presos, agredidos, visto que não possuem um corpo carnal. Desapareceriam, tão logo percebessem a intenção diferente ou que os quisessem tocar, caso não o queiram permitir.
Os agêneres, embora possam ser confundidos com os encarnados, possuem algo de insólito, diferente. O olhar não possui a nitidez do olhar humano e, mesmo que possam conversar, a linguagem é breve, sentenciosa, sem a flexibilidade da linguagem humana. Não permanecem por muito tempo entre os encarnados, não podendo se tornar comensais de uma casa, nem figurar como membros de uma família.
            Transcrevemos a seguir um exemplo extraído da Revista Espírita de 1859 - Fevereiro (EDICEL):
            "Uma pobre mulher estava na igreja de Saint-Roque em Paris, e pedia a Deus vir em ajuda de sua aflição. Em sua saída da igreja, na rua Saint-Honoré, ela encontrou um senhor que a abordou dizendo-lhe: "Minha brava mulher, estaríeis contente por encontrar trabalho? - Ah! Meu bom senhor, disse ela, pedia a Deus que me fosse achá-lo, porque sou bem infeliz. - Pois bem! Ide em tal rua, em tal número; chamareis a senhora T...; ela vo-lo dará." Ali continuou seu caminho. A pobre mulher se encontrou, sem tardar, no endereço indicado - Tenho, com efeito, trabalho a fazer, disse a dama em questão, mas como ainda não chamei ninguém, como ocorre que vindes me procurar? A pobre mulher, percebendo um retrato pendurado na parede, disse: - Senhora, foi esse senhor ali, que me enviou. - Esse senhor! Repetiu a dama espantada, mas isso não é possível; é o retrato de meu filho, que morreu há três anos. - Não sei como isso ocorre, mas vos asseguro que foi esse senhor, que acabo de encontrar saindo da igreja onde fui pedir a Deus para me assistir; ele me abordou, e foi muito bem ele quem me enviou aqui.
            O Espírito São Luiz consultado a respeito, forneceu instruções muito interessantes:
• Reafirma: - não basta a vontade do Espírito; é também necessário permissão para ocorrer o fenômeno.
• Existem, muitas vezes na Terra, Espíritos revestidos dessa aparência.
• Podem pertencer à categoria de Espíritos elevados ou inferiores.
• Têm as paixões dos Espíritos, conforme sua inferioridade; se inferiores buscam prazeres inferiores; se superiores visam fins elevados.
• Não podem procriar.
• Não temos meios de identificá-los, a não ser pelo seu desaparecimento inesperado.
• Não têm necessidade de alimentação e não poderiam fazê-la; seu corpo não é real.
            Encerrando nosso estudo sobre os agêneres, relembramos que, por mais extraordinário que possam parecer, esses fatos se produzem dentro das leis da Natureza, sendo apenas efeito e aplicação dessas mesmas leis. Recomendamos aos leitores continuem a pesquisa sobre o tema nas Obras Básicas e na Revista Espírita, Fevereiro de 1859, 1860 e 1863.

Bibliografia:
KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2. ed. São Paulo: FEESP, 1989 - Cap VII - 2ª Parte. 
KARDEC, Allan - Revista Espírita - 1859 - Fevereiro: 1. ed. São Paulo: EDICEL, 198

sábado, 24 de setembro de 2016

NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL !!!

NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL !!!
Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores....gita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça:
- " ninguém é insubstituível"!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. ..os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o diretor, confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível... e quem substituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala então:
- Ouvi essa estória esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Etc.?…
O rapaz fez uma pausa e continuou:
- Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus 'erros ou deficiências'?
Nova pausa e prosseguiu:
- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO, se PICASSO ERA INSTÁVEL , CAYMMI PREGUIÇOSO , KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… o que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Divagando o assunto, o rapaz continuava.
- Se um gerente ou coordenador ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de ‘técnico de futebol’, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.
Olhou a sua volta e reparou que o Diretor, olhava para baixo pensativo. E voltou a falar:
- Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados…apenas peças…nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões que 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
- "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias.. e hoje, para substituí-lo, chamamos:…NINGUÉM…Pois nosso Zaca é insubstituível.”.. concluiu, o rapaz.
O silêncio foi total.
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Conclusão:
NUNCA ESQUEÇA:
VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO!
COM TODA CERTEZA, NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!
" Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
"NO MUNDO SEMPRE EXISTIRÃO PESSOAS QUE VÃO TE AMAR PELO QUE VOCÊ É… E OUTRAS QUE VÃO TE ODIAR PELO MESMO MOTIVO… ACOSTUME-SE A ISSO… COM MUITA PAZ DE ESPÍRITO…"
É bom para refletir e se valorizar!
Bom dia pra vc que é INSUBSTITUÍVEL!!!

O Alpinista...

O Alpinista...
Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu depois de muitos anos de preparação, escalar uma grande montanha. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade...ele começou a subir....foi ficando cada vez mais tarde.... ele não havia se preparado para acampar, e resolveu continuar a escalada assim mesmo, decidido a atingir o topo...escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo a frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua, e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens...subindo por uma "parede" a apenas 100 metros do topo ele escorregou e caiu... caia a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade... ele continuava caindo...E nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido em sua vida...de repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade. . .Shack!...como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura...nesses momentos de silêncio, suspenso no ar, na completa escuridão, não sobrou para ele nada além do que gritar:
- Me ajudem!
De repente uma voz grave e profunda vinda do alto respondeu:
- O que você quer?
- Me salve, por favor!
- Você realmente acredita que possa ser salvo?
- Eu tenho certeza!
- Então corte a corda que o mantém pendurado...
Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se fizesse isso morreria... conta o pessoal do resgate que no outro dia encontrou um alpinista congelado... Morto... Agarrado com força... Com suas duas mãos a uma corda...

A TÃO SOMENTE DOIS METROS DO CHÃO

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

AMOR INCONDICIONAL

AMOR INCONDICIONAL
O amor verdadeiro, o único que existe, é o amor incondicional.
Amor incondicional é aquele que não depende de nenhuma condição para existir.
Quando o amor depende de condições externas, ele pode ser tudo… menos amor.
Quem ama por alguma condição, verá seu suposto amor acabar,
Pois todas as condições externas um dia perecerão…
Ninguém pode amar uma pessoa e querer que ela mude ou que ela seja diferente do que ela é.
Pois se você quer que ela mude, já não ama a pessoa, pois a pessoa é do jeito que é.
Se você acredita que ama uma pessoa, mas só a ama se ela fizer o que você quer, isso não é amor, é egoísmo.
Só existe amor quando há aceitação plena do que a pessoa é.
O amor verdadeiro, que é sempre incondicional,
Não se importa com forma, com condições, com situações agradáveis ou desagradáveis.
O amor não cobra nada, não exige, não quer algo.
Quem cobra mudanças de alguém que crê amar, não ama a pessoa em si,
Ama apenas a idealização criada de como a pessoa deve ser.
Se você quer que alguém corresponda ao seu desejo,
Você não ama a pessoa, você ama o seu desejo; você ama o que existe de seu no outro.
Quando você ama e quer que o outro se encaixe em seus padrões,
Você não ama o outro, você ama a si mesmo no outro.
Amor incondicional também não é sacrificar-se pelo outro e sofrer, pois quem ama não sofre por não esperar nada do amor.
Entenda que: quem ama, nada espera…
E por isso, não sofre esperando por recompensas que podem não vir.
Quem ama, não quer possuir o outro, nem tirar sua liberdade,
Pois é na liberdade que o ser amado mais expressa quem ele é.
E quem diz “Eu te amo, mas somente se você me amar.”
Esse já não ama, mas quer uma troca.
O amor não pode ser regulado por barganhas…
Pois esperar qualquer benefício pelo amor, não é amor, é ganho pessoal,
É para o ego… e não para a alma.
Por outro lado, se você ama alguém e despreza a si mesmo.
Isso não é amor, é submissão.
Pois não se pode amar o outro e não gostar de si mesmo.
O amor incondicional quer ver sempre o outro feliz,
O amor ilusório quer que o outro nos faça felizes.
A paixão pode ou não dar certo,
O amor incondicional já deu certo desde sempre.
O amor recebe quando dá…
E dá quando recebe.
O amor apenas dá e nada espera receber.
Ele apenas sente e não pede explicação.
Ele apenas é… sem nenhuma preocupação.
O amor não é do ser humano, mas do espírito imortal.
Se um dia você tiver dúvida sobre como agir,
Não tenha receio, apenas ame…

(Hugo Lapa)

AS MOSCAS COM A EXPERIÊNCIA

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AS MOSCAS COM A EXPERIÊNCIA

Contam que, certa vez, duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela estava com as asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída a mosca desanimou, parou de nadar e de se debater, e afundou. Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser forte, era tenaz e por isto continuou a se debater, a se debater, e se debateu por tanto tempo, que aos poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca tenaz conseguiu, com muito esforço, subir e dali, levantar vôo para algum lugar seguro.
Durante anos ouvi esta primeira parte da história como um elogio à persistência, que sem dúvida é um hábito que nos leva ao sucesso, No entanto...
Parte II
Tempos depois, a mosca tenaz, por descuido ou acidente, novamente caiu num outro copo. Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria. Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:
- Tem um canudo ali, nade até lá e suba por ele!
A mosca tenaz não lhe deu ouvidos. Baseando-se na sua experiência anterior de sucesso continuou a se debater, a se debater, até que exausta, afundou no copo cheio de água.
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Quantos de nós, baseados em experiências anteriores deixamos de notar as mudanças no ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados, até que afundamos na nossa própria falta de visão? Fazemos isto quando não conseguimos ouvir aquilo que outro, que está de fora da situação, aponta-nos como solução mais eficaz e, assim, perdemos a oportunidade de reenquadrar nossa experiência, e ficamos paralisados e presos aos velhos hábitos, com medo de errar...reenquadrar é permitir-se olhar a situação atual como se ela fosse inteiramente diferente de tudo que já vivemos....reenquadrar é ver através de novos ângulos, de forma a perceber que, fracasso ou sucesso, tudo pode ser encarado como aprendizagem...desta forma, todo o medo se extingue e toda experiência é como uma nova porta que pode nos levar à energia que precisamos, à motivação de continuar buscando o que desejamos, à auto-estima que nos sustenta.

O FERREIRO E A FÉ

O FERREIRO E A FÉ
Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário, seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais. Uma bela tarde, um amigo que o visitava e que se compadeceu de sua situação difícil, comentou:
- É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.
O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro:
- Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita, uma vez apenas não é suficiente .
O ferreiro deu uma longa pausa, acendeu um cigarro e continuou:
- Às vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue aguentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.
Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:
- Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é:
“ Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Molde-me da maneira que achar melhor, pelo tempo que o Senhor quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas...”

terça-feira, 20 de setembro de 2016

O MENINO E O CASACO...

O MENINO E O CASACO...
Heber era filho de uma viúva pobre. Seu pai havia morrido quando ele ainda era um bebê. Sua mãe criou-o com muita dificuldade. Ela trabalhava muito para sustentar sua família. Ela frequentemente trabalhava até tarde costurando para fora.No dia do aniversário de Heber, sua mãe preparara-lhe uma grande surpresa. Fez-lhe um casaco bonito e quentinho para aquecer seu frágil corpinho. Ele tinha um casaco fino, que mal lhe aquecia quando precisava sair de dentro de casa. Heber adorou o presente. Não via a hora de experimentá-lo e sentir como ele o manteria aquecido. Algumas semanas depois, Heber encontrou um menino usando somente um pulôver. Imaginem o frio que o menino estava sentindo, mal agasalhado em dias de invernos rigorosos, como os dos Estados Unidos. Ele não pensou duas vezes, tirou seu casaco novinho e deu-o ao menino. Quando sua mãe o viu usando o velho casaco, perguntou o que havia acontecido com o novo. Ele disse:
- “ Vi um menino que precisava muito mais dele do que eu; por isso, dei-lhe meu casaco...”
Sua mãe retrucou:
- “ Por que você não lhe deu o casaco velho? ”
Heber olhou para a mãe, esperando que ela entendesse seus motivos, e logo viu que os olhos dela se encheram de lágrimas. Ela abraçou-o e disse: “ Você está certo, meu filho...”

domingo, 28 de agosto de 2016

Lindo demais

══ღೋƸ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒღೋ═════
Lindo demais ”Um menino entrou numa loja de animais e perguntou o preço dos filhotes:
Entre 300 e 500 reais, respondeu o dono. O menino puxou uns trocados do bolso e disse:
 - Mas, eu só tenho 10 reais. Será que poderia ver os filhotes?
O dono da loja chamou Lady, a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando.
O menino apontou o cachorrinho que mancava e perguntou: - o que é que há com ele? 
O dono da loja explicou que ele tinha um problema no quadril e andaria daquele jeito para sempre. O menino se animou e disse com enorme alegria no olhar:
 Esse é o cachorrinho que eu quero comprar! 
O dono da loja estranhou e falou: -Não, você não vai querer comprar esse. 
Mas se quiser ficar com ele, eu te dou de presente. 
 O menino emudeceu… Olhou para o dono da loja e falou: 
"Eu não quero que você me dê, pois aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros. E eu vou pagar tudo.
 Na verdade, eu ofereço 10 reais agora e 1 real por mês, até completar o preço.
 " Surpreso, o dono da loja falou: Mas este cachorrinho nunca vai poder correr, pular e brincar com você… Sério, o menino levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar… - 
Veja, ele disse, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso…

Ensinem suas filhas e filhos

Ensinem suas filhas e filhos a pegar ônibus logo cedo, primeiro com vocês, depois sozinhos. Eles vão precisar disso um dia na adolescência ou na vida adulta e mesmo que você seja muito rico e pense que não precisarão, não há como ter certeza. Se nunca andaram, terão tendência a ficarem abobalhados, pouco espertos e mais propensos a sofrerem assaltos ou atropelamentos.
Ensinem seus filhos e filhas a andar a pé, porque só se aprende a atravessar ruas andando a pé. Bicicleta só para recreação, com você carregando o malinha e sua mala rampa acima, não vai dar boa coisa. Molequinhos e molequinhas precisam saber ir e voltar. Carregarem seus casaquinhos, bonequinhas e carrinhos faz parte da missão: mãe e pai não são cabides.
Ensinem suas filhas e filhos desde bebês a descascar bananas, maiorezinhos devem saber comer maçã sem ser picada, devem aprender a espremer um suco no muque, usar garfo e faca, colocar a roupa suja no cesto, lavar, secar e guardar louça. Assim não serão os malas na casa da tia no dia do pijama. No mínimo.
Ensinem seus filhos e filhas adolescentes a lavar o próprio par de tênis, lavar, pendurar, recolher e dobrar roupas, cozinhar algo básico, trocar lâmpadas e resistência do chuveiro. Ensine que isso pode não ser prazeroso como tomar um sorvete ou jogar no celular, mas é importante e necessário.
Ensinem suas filhas e filhos a plantar, colher e entenderem a diferença entre um pé de alface e um pé de couve. Você pode não acreditar, mas por falta de ensinamentos básicos muita criança se cria achando que leite é um produto que nasce em caixas. Isso não é engraçado, é um efeito colateral involutivo do nosso tempo.
Não tema o fogo, o fogão, a chaleira nas mãos dos coitadinhos. Se você não ensinar, eles vão fazer muita bobagem e vão se queimar. Educar é confiar nas capacidades e na inteligência deles. É mostrar perigos e ensinar a lidar com perigos.
Eduquem seus filhos para a vida, para capacidades. Prazer não precisa ser ensinado, é um benefício, um privilégio. Ter empregada doméstica em casa não deve ser visto e sentido como alguém que vem acoplado ao lar, quase uma "coisa" um "objeto humano" de limpar e organizar sem parar.
Essas não são dicas moralistas. Educar para a solidariedade é um ato até egoísta e nada poético. Ao ensinar coisas básicas de sobrevivência aos filhos, estamos promovendo confiança e capacidade, auto-estima, senso de dever e responsabilidade.
Evite produzir e multiplicar pessoas que um dia serão adultos entediados, mimados que acharão eternamente que vieram ao mundo a passeio, sem a menor noção do que é resiliência, inaptos para cuidar de si mesmos e de outros, caso se multipliquem preguiçosamente.
A vida pode ser bela, a vida pode não ser dura para herdeiros, mas ela cobrará sempre, de qualquer um de nós, firmeza e força de vontade. Isso não é nato, depende de adversidades e luta pela sobrevivência e nada tem a ver com capacidade de apertar um botão ou deslizar os dedões no Iphone.
Cláudia Rodrigues

Até quando vos deixarão enveredar pela amargura e pela tristeza


Até quando abandonarão a fé alicerçada no estudo e na racionalidade, para abraçar sentimentos de tristeza e desesperança,capazes de desestabilizar a vossa paz e evolução?
Apesar da profundidade de vossos estudos, ainda se permitem embarcar na melancolia e no desespero,como se todas as provas não te fossem razoáveis a demonstrar a eternidade da obra de Deus.
Meus irmãos no íntimo de vossos corações ainda sentem pulsar a esperança da ressurreição.
Creiam a obra do Pai é imperecível,todas as almas que existem nada mais são do que a continuidade de outras.
Ah se vós soubésseis o quão Amados são os espíritos de Deus.
Jamais deixariam de crer o quanto Ele ama seus filhos e o quanto quer que evoluam para que cada vez mais aproximem-se Dele.
Acreditem...toda e qualquer separação é para o nosso próprio bem,por mais que nos doa o momento,saibamos...que quando dois espíritos se separam,cada qual tem o propósito de evoluir naquilo que ainda lhe falta, para que no futuro completem suas missões e adquiram a sublimação necessária para nunca mais distaciarem-se novamente.

sábado, 27 de agosto de 2016

Honestidade não é bondade

Esclarecendo
Honestidade não é bondade
Ser honesto é obrigação
Ser bom é opcional
Inteligência não é sabedoria
As pessoas nascem inteligentes
E com o tempo tornam-se sábias
A Riqueza não te faz respeitável
O que dignifica são as ações.
Em muitos casos a forma de enriquecimento é vergonhosa
Estudo não é educação
Tem muito Doutor analfabeto no trato com seus semelhantes.
Só a Religião não edifica
O que edifica é a caridade
Existem ateus mais próximos da santidade do que muitos sacerdotes.
Ajuda nem sempre é caridade
Em algumas situações, a verdadeira caridade reside em permitir que se cresça e descubra seu potencial através da resolução dos próprios problemas.
Vivemos num mundo em que os valores são invertidos a todo momento,outras vezes mal interpretados,cabe a todos nós diante das circunstâncias cotidianas antes de fazer qualquer juízo refletir se a nossa ótica está de acordo com os nossos princípios.
Caso não estejam,corrigir sempre que possível afim de não compactuarmos com a distorção/inversão impedindo que ela se propague e continue a influenciar as pessoas de forma negativa
Paulo Ricardo da Silva

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Beijo na alma

Você sabe o que é um
Beijo na alma? Não?
Eu vou lhe explicar:
Um beijo na alma não é
Como um beijo no rosto,
Na boca ou em qualquer
Outra parte do corpo.
O beijo na alma é
Aquele que entra na
Mente através de
Palavras impulsionadas
Pelo sentimento AMOR.
Chega até o coração
Onde fica gravado com
Ponta de diamante.
É um beijo simples e
Singelo que às vezes
Passa despercebido, mas,
Quando encontra um coração
Quebrantado, ele se torna.
Como um manancial no deserto.
É um beijo puro, genuíno,
Sem malícia, agradável,
Afável, amigo, aconchegante,
Que nos traz paz.
É como se o dedo dos ANJOS
Estivesse tocando o seu coração.
Por isso deixo aqui
Beijos no seu coração e
Beijos em sua Alma

O Papa está celebrando uma Missa


O Papa está celebrando uma Missa muito peculiar: os convidados são os jardineiros e o pessoal de limpeza do Vaticano.
Num momento da celebração ele pede a todos que orem em silêncio, cada um pelo que o seu coração deseja. Nesse instante, ele levanta-se da sua cadeira presidencial que está na frente e vai sentar-se numa das últimas cadeiras para fazer a sua própria oração.
Dá a impressão de que este chefe preferiu que todos se centrem em ver de frente a verdadeira razão da sua existência, esse Cristo crucificado que está ali presente e não em que o vejam a ele, o seu chefe, que não é mais que um homem que falhou e continuará a falhar, e a quem hoje todos chamamos o Papa Francisco.
A famosa diferença entre chefe e líder é absoluta nesta foto. O chefe sempre se emproa, pondo-se à frente para que todos o vejam e lhe obedeçam, enquanto que o líder sabe quando se deve sentar atrás, não incomoda, acompanha, facilita o caminho para que os outros consigam os seus propósitos; o líder é capaz de desaparecer no momento oportuno, para que os seus companheiros cresçam e se centrem no que é verdadeiramente importante. O líder não teme perder o seu lugar, porque sabe que, muito para além do “seu lugar”, trata-se de ajudar aqueles que se encontrem no seu caminho.
Na foto, o admirável Francisco está de costas. Ele sabe que muitos o queriam ver de frente, mas neste instante tão íntimo, ele prefere ficar de costas para os fotógrafos e dar a cara a esse Deus de todos, Amor para o jardineiro e Amor para o Papa, esse Deus que não diferencia o abraço nem dá mais por um ou por outro, ambos são pecadores e ambos precisam d’Ele.
Quantos chefes terão a capacidade de ir sentar-se naquela cadeira de trás?
Quando é que mães e pais teremos que “celebrar” essa cerimônia chamada vida com os nossos filhos, e num momento oportuno sermos capazes de nos sentarmos atrás, para que eles fiquem de frente para a sua missão?
Quantos poderemos voltar as costas aos aplausos, à barafunda dos “clicks”, aos elogios, para dar a cara, num momento íntimo, a essa oração profunda que torna o nosso coração despido de orgulho, a um Deus que deseja com fervor escutar-nos?
O Papa ficou-me gravado nesta foto, e espero que hoje esta imagem sirva para me situar no resto da minha vida.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"DOTORA, A SENHORA SABE FAZE O "a"????"

"DOTORA,
A SENHORA SABE FAZE O "a"????"
Eu não vejo graça em gente que conta vantagem sobre artigos de luxo, viagens caras, restaurantes sofisticados. Assusta-me quando alguém chega dizendo de seus títulos e se apresenta como “doutor”. Mais assustada fico quando alguém me chama de “doutora”. Nas primeiras vezes em que assim fui chamada, senti uma imensa vergonha, como se fosse algum deboche que colocasse às claras tudo aquilo que reconheço não saber.
Eu gosto de conversar com gente simples. Gente que gosta de andar descalça, que não liga para etiquetas, títulos, status… Que não liga a mínima se tiver que comer sem garfo ou faca, que não se angustia com a ausência de guardanapos, que pouco entende de grifes, marcas ou coisas do gênero.
Dia desses, visitou-me uma senhora de cerca de 70 anos, dona Maria. Ela acabara de conseguir a guarda de uma menor: a Rosa, de quem ela já cuidava desde pequenininha e a levou consigo. Chegaram à sala em que eu fazia atendimento no Juizado da Infância e Juventude e logo percebi que nem a dona Maria e nem a Rosa fazia conta da realidade das coisas. Olhavam para os lados, sorriam. Olhavam para cima, também sorriam. Brincavam com as próprias mãos. Dona Maria tinha um ar um tanto mais apreensivo, temendo alguma má criação da menina.
Apressei-me, curiosa para saber do que se tratava. A Rosa é uma menina com desenvolvimento mental incompleto. Loira, 15 anos de idade, de olhos amendoados e ternos. Vive não aprisionada, mas livre em seu mundo pessoal, em seu universo mental adornado de mais mistérios e mais fantasias que o nosso, mas, seguramente mais encantado que o nosso, mais rico, mais lúdico, mais humano.
Elas necessitavam de um benefício previdenciário e procuraram-me para isso. Dona Maria não soube responder nada do que perguntei, assim, analisei a documentação e coletei, após alguns minutos de leitura, os dados necessários para ajuizar a ação. Enquanto isso, a Rosa ainda sorria e brincava com as mãos, olhando-me de modo envergonhado, enquanto eu fazia as anotações.
Terminada a tarefa séria, perguntei:
– Rosa, você está na escola? Sabe ler e escrever?
No que ela respondeu-me:
– Eu estudo. Eu aprendi o “a”, mas já esqueci.
Deus, que vontade passar o restante da tarde conversando com a Rosa. Descobrindo que encanto ela via nas mãos, na parede, no teto, descobrindo a beleza de seu mundo interior, a pureza da sua alma quase infantil.
Insisti:
– Como assim, esqueceu o “a”, Rosa?
Ela, sem vexame:
– Tem nada não. Amanhã eu lembro de novo.
E saíram a Rosa e a sua guardiã Maria, pessoas que não davam fé da sobriedade do mundo. Não mensuravam suas limitações psicológicas, sua pobreza material, não se importavam com os seus pés sujos de poeira, com a unha suja de carvão, com seus cabelos despenteados.
Ao saírem, a Rosa se curva e pergunta para a dona Maria:
– Como ela chama?
– Dotora, ela chama dotora.
Daí, a Rosa grita da porta:
– Dotora, a senhora sabe fazer o “a”?
Eu fiz um sinal positivo com a cabeça e pensei comigo: Não, Rosa, eu não sei. Ao menos não sei fazer o seu “a”, ser misterioso e mutante, que chega e acontece e logo se esvai. Estou presa a um mundo de “as” fixos, rígidos e permanentes. Um mundo de letrados tolos, doutores vaidosos e letristas pouco humanos. Um mundo onde viver não é essencial e sim o ostentar a vivência. Um mundo que você não vai querer conhecer, Rosa. O meu “a” não chega ao chinelo do seu..

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Meu nome é Felicidade

Olá,
Meu nome é Felicidade. Sou casada com o Tempo. Ele é responsável pela resolução de todos os problemas, ele constrói corações, ele cura machucados, ele vence a tristeza… Juntos, eu e o Tempo tivemos três filhos: a Amizade, a Sabedoria, e o Amor.
Amizade é a filha mais velha. Uma menina linda, sincera, alegre. A Amizade brilha como o sol. A Amizade une pessoas, pretendendo nunca ferir, sempre consolar.
A do meio é a Sabedoria. Culta, íntegra, sempre foi mais apegada ao pai, o Tempo. A Sabedoria e o Tempo andam sempre juntos!
O caçula é o Amor. Ah! Como esse me dá trabalho! É teimoso, às vezes só quer morar em um lugar… Eu vivo dizendo: Amor, você foi feito para morar em dois corações, não em apenas um. O Amor é complexo, mas é lindo, muito lindo. Quando ele começa a fazer estragos eu chamo logo o pai dele, o Tempo, e aí o Tempo sai fechando todas as feridas que o Amor abriu!
E tudo no final sempre dá certo, se ainda não deu, é porque não chegou o final.
Por isso, acredite sempre na família. Acredite no Tempo, na Amizade, na Sabedoria e, principalmente no Amor. Aí, quem sabe um dia, eu, Felicidade, não bato à sua porta.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A Serpente e o Sábio

A Serpente e o Sábio
Contam as tradições populares da Índia que existia uma serpente venenosa em certo campo. Ninguém se aventurava a passar por lá, receando-lhe o assalto. Mas um santo homem, a serviço de Deus, buscou a região, mais confiado no Senhor que em si mesmo. A serpente o atacou, desrespeitosa. Ele dominou-a, porém, com o olhar sereno, e falou:
- Minha irmã, é da lei que não façamos mal a ninguém.
A víbora recolheu-se, envergonhada. Continuou o sábio o seu caminho e a serpente modificou-se completamente. Procurou os lugares habitados pelo homem, como desejosa de reparar os antigos crimes. Mostrou-se integralmente pacífica, mas, desde então, começaram a abusar dela. Quando lhe identificaram a submissão absoluta, homens, mulheres e crianças davam-lhe pedradas. A infeliz recolheu-se à toca, desalentada. Vivia aflita, medrosa, desanimada. Eis, porém, que o santo voltou pelo mesmo caminho e deliberou visitá-la. Espantou-se, observando tamanha ruína. A serpente contou-lhe, então, a história amargurada. Desejava ser boa, afável e carinhosa, mas as criaturas peseguiam-na. O sábio pensou, pensou e respondeu após ouví-la:
- Mas, minha irmã, ouve um engano de tua parte. Aconselhei-te a não morderes ninguém, a não praticares o assassínio e a perseguição, mas não te disse que evitasses de assustar os maus. Não ataques as criaturas de Deus, nossas irmãs no mesmo caminho da vida, mas defende a tua cooperação na obra do Senhor. Não mordas, nem firas, mas é preciso manter o perverso à distância, mostrando-lhe os teus dentes e emitindo os teus silvos.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Os Mensageiros.
Ditado pelo Espírito André Luiz. FEB, 1944.

domingo, 21 de agosto de 2016

LENDA DAS LÁGRIMAS:

LENDA DAS LÁGRIMAS:
Contam as lendas que, quando o Criador concluiu a Sua obra, dividiu-a em departamentos e os confiou aos cuidados dos anjos.
Após algum tempo, o Todo Poderoso resolveu fazer uma avaliação da Sua Criação e convocou os servidores para uma reunião.
O primeiro a falar foi o Anjo das Luzes. Postou-se respeitosamente diante do Criador e lhe falou com entusiasmo:
Senhor, todas as claridades que criastes para a Terra continuam refletindo as bênçãos da Vossa misericórdia.
O sol ilumina os dias terrenos com os resplendores divinos, vitalizando todas as coisas da natureza e repartindo com elas o seu calor e a sua energia.
Deus abençoou o Anjo das Luzes, concedendo-lhe a faculdade de multiplicá-las na face do mundo.
Depois foi a vez do Anjo da Terra e das Águas, que exclamou com alegria:
Senhor, sobre o mundo que criastes, a Terra continua alimentando fartamente todas as criaturas. Todos os reinos da natureza retiram dela os tesouros sagrados da vida.
E as águas, que parecem constituir o sangue bendito da Vossa obra terrena, circulam no seio imenso, cantando as suas glórias.
O Criador agradeceu as palavras do servidor fiel, abençoando-lhe os trabalhos.
Em seguida, falou radiante, o Anjo das Árvores e das Flores.
Senhor, a missão que concedestes aos vegetais da Terra vem sendo cumprida com sublime dedicação.
As árvores oferecem sua sombra, seus frutos e utilidades a todas as criaturas, como braços misericordiosos do Vosso amor paternal, estendidos sobre o solo do planeta.
Logo após falou o Anjo dos Animais, apresentando a Deus seu relato sincero.
Os animais terrestres, Senhor, sabem respeitar as Vossas leis, acatar a Vossa vontade.
Todos têm a sua missão a cumprir, e alguns se colocam ao lado do homem, para ajudá-lo. As aves enfeitam os ares e alegram a todos com suas melodias admiráveis, louvando a sabedoria do seu Criador.
Deus, jubiloso, abençoou Seu mensageiro, derramando-lhe vibrações de agradecimento.
Foi quando chegou a vez do Anjo dos Homens. Angustiado e cabisbaixo, provocando a admiração dos demais, exclamou com tristeza:
Senhor, ai de mim! Enquanto meus companheiros falam da grandeza com que são executados Seus decretos na face da Terra, não posso afirmar o mesmo dos homens...
Os seres humanos se perdem num labirinto formado por eles mesmos. Dentro do seu livre-arbítrio criam todos os motivos de infelicidade.
Inventaram a chamada propriedade sobre os bens que lhes pertencem inteiramente, e dão curso ao egoísmo e à ambição pelo domínio e pela posse.
Esqueceram-se totalmente do seu Criador e vivem se digladiando.
Deus, percebendo que o Anjo não conseguia mais falar porque sua voz estava embargada pelas lágrimas, falou docemente:
Essa situação será remediada. E, alçando as mãos generosas, fez nascer, ali mesmo no céu, um curso de águas cristalinas e, enchendo um cântaro com essas pérolas líquidas, entregou-o ao servidor, dizendo:
Volta à Terra e derrama no coração de Meus filhos este líquido celeste, a que chamarás água das lágrimas... Seu gosto é amargo, mas tem a propriedade de fazer que os homens Me recordem, lembrando-se da Minha misericórdia paternal.
Se eles sofrem e se desesperam pela posse efêmera das coisas da Terra, é porque Me esqueceram, olvidando sua origem divina.
E, desde esse dia, o Anjo dos Homens derrama na alma atormentada e aflita da Humanidade, a água bendita das lágrimas remissoras.

domingo, 14 de agosto de 2016

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:

 

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:
- "Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã... Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?"
E Deus disse: - "Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você."
Criança: - "Mas diga-me: aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?"
Deus: - "Seu anjo cantará e sorrirá para você... A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz."
Criança: - "Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?"
Deus: - "Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.”
Criança: - "E o que farei quando eu quiser Te falar?"
Deus: - "Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar."
Criança: - "Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?"
Deus: - "Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida."
Criança: - "Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais."
Deus: - "Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você."
Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:
- "Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me, por favor, o nome do meu anjo."
E Deus respondeu : - "Você chamará seu anjo de ... MÃE!