sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Quando te sintas triste menina

A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo. Havia que ter cuidado para que a tristeza não entrasse nos olhos, porque iria fazer com que chorassem, também não era bom deixar entrar a tristeza nos nossos lábios porque iria forçá-los a dizer coisas que não eram verdadeiras, que também não se metesse nas mãos porque se pode deixar tostar demais o café ou queimar a massa. Porque a tristeza gosta do sabor amargo.
Quando te sintas triste menina- dizia a minha avó- entrança o cabelo, prende a dor na madeixa e deixa escapar o cabelo solto quando o vento do norte sopre com força. O nosso cabelo é uma rede capaz de apanhar tudo, é forte como as raízes do cipreste e suave como a espuma do atole.
Que não te apanhe desprevenida a melancolia minha neta, ainda que tenhas o coração despedaçado ou os ossos frios com alguma ausência. Não deixes que a tristeza entre em ti com o teu cabelo solto, porque ela irá fluir em cascata através dos canais que a lua traçou no teu corpo. Trança a tua tristeza, dizia. Trança sempre a tua tristeza.
E na manhã ao acordar com o canto do pássaro, ele encontrará a tristeza pálida e desvanecida entre o trançar dos teus cabelos…”
Paola Klug

sábado, 3 de dezembro de 2016

PARALISIA DO SONO

PARALISIA DO SONO - quando seus pesadelos se tornam realidade.
Você Já ouviu falar em “paralisia do sono”? Talvez não com este nome, mas provavelmente já se deu conta de estar passando por este processo. "Você está dormindo em sua cama… de repente, acorda, mas, para sua surpresa, não consegue se mexer… “o que está acontecendo?” você pensa, enquanto olha para seu corpo, imóvel na escuridão do seu quarto. Enquanto isso acontece, você nota algo diferente. Então percebe: não está sozinho(a). Pior, uma presença com forma humana esmaga seu peito. E ela é má. Você acordou no mundo dos sonhos, e não há nada que possa fazer a respeito." A paralisia do sono é muitas vezes associada ao espiritismo. Esta é uma ideia errada, pois atribui-se causas fantásticas a um simples erro neuro-fisiológico que ocorre durante o processo do sono. Existem algumas explicações que tratam do fenômeno da paralisia do sono. O espiritismo explica a “Paralisia do sono” como sendo uma “projeção” do espírito para fora do corpo, chamada pela doutrina de desdobramento, mantendo-se ambos conectados por uma espécie de“cordão de prata”. É extremamente comum acontecer isto quando estamos muito cansados e“cochilamos”. Diferenciar se está sonhando ou se está vivenciando uma experiência extra-corpórea é complexo. Muitos creem em uma super viagem ao mundo astral. Em,"O livro dos espíritos"( cap. VIII), o sono é uma necessidade fisiológica do corpo, mas o espírito não precisa desse descanso e enquanto o corpo relaxa, o espírito, levemente se desprende da matéria, tendo a possibilidade de se contatar com o mundo espiritual. Já para a ciência, a Paralisia do Sono é caracterizada por uma paralisia temporária do corpo imediatamente após o despertar ou, com menos freqüência, imediatamente antes de adormecer. Também é conhecida como Atonia REM por estar diretamente relacionada à paralisia que ocorre como uma parte natural do nosso sono REM, a fase do sono em que ocorrem nossos sonhos mais vívidos. Durante esta fase os olhos movem-se rapidamente (em Inglês, rapid eye movement) e a atividade cerebral é similar àquela que se passa nas horas em que se está acordado. O Nosso cérebro, paralisa os músculos durante essa fase do sono para prevenir possíveis lesões, pelo fato de algumas partes do corpo poderem se mover durante o sonho, (principalmente ao sonharmos que estamos caindo ou quando damos uma pancada na parede). Quando acordamos subitamente o cérebro pode “não perceber” e o estado de paralisia não é desativado. A consequência é previsível, como resultado, a pessoa fica consciente mas incapaz de se mover. Para piorar o cenário de desespero esse estado pode ser acompanhado pelas chamadas alucinações hipnagógicas, que envolvem imagens e sons, características dessa condição.

SAÚDE E O AJUSTAMENTO MENTAL NA VISÃO ESPÍRITA

SAÚDE E O AJUSTAMENTO MENTAL NA VISÃO ESPÍRITA
A saúde e o ajustamento mental estão relacionados com o tipo de conduta adotado pelo indivíduo para expressar sua agressividade. As energias recalcadas pela frustação procurarão sempre uma válvula de escape. A pessoa normal é aquela que encontra derivativos para os recalques ao passo que a pessoa neurótica não encontra saída para os mesmos. Já os conflitos ocorrem quando existem motivos em choque, como por exemplo se tivermos de escolher entre ser chamado de covarde por não revidar uma agressão, ou se partimos para a briga franca, rolando no chão com o ofensor e deixando de cumprir a recomendação de Cristo de dar a outra face. Um exemplo de conflito comum são os complexos de inferioridade, já conhecidos por todos. Alguns sintomas deste complexo são os sentimentos de incapacidade, a sensibilidade exagerada à crítica, o isolamento social e as atitudes supercríticas com relação aos outros. A ansiedade e a angústia são uma desordem emocional produzida pela perspectiva de uma frustração. A angústia se apresenta como uma experiência de antecipação de uma situação futura de perigo. A ansiedade é uma forma de medo em que o objeto é vago e indefinido. Alguns conflitos neuróticos convertem grande parte da angústia em ação física no corpo da pessoa. Dizemos que houve somatização e a tensão conflituosa pode afetar várias partes do corpo. Se a região límbica for a atingida passarão a ocorrer emoções de medo, de angústia e de depressão. Se atingir o hipotálamo e hipófise surgirão distúrbios da tireóide alterando o desgaste celular, a pressão arterial e a taxa de açúcar no sangue. Se o diencéfalo for atingido haverá perturbações na circulação, palpitações, hiperacidez no trato digestivo, cólicas hepáticas, falta de ar e inibição da atividade sexual.


ESPIRITISMO x DOENÇAS
Se a pessoa se fixasse demais em suas deficiências, conflitos e frustrações perderia sua auto-estima, desintegrando sua personalidade. É preciso se ajustar através de mecanismos de defesa. Os principais mecanismos são o de compensação (ao se achar inferior em um setor procura se superar em outro), de racionalização (explicações para os fracassos), de projeção (atribuir a terceiros os sentimentos que são nossos), de identificação (assumir mentalmente a identidade de uma pessoa forte), de regressão (comportamento de pessoas muito mais jovens), de fixação (comportamentos estereotipados), de idealização (criação de um mundo mais justo), de repressão (reprimir a lembrança, afogando a memória), de sublimação (atividades artísticas e religiosas), e de fantasia (viver em imaginação o que gostaríamos de viver). Se a pessoa se fixasse demais em suas deficiências, conflitos e frustrações perderia sua auto-estima, desintegrando sua personalidade. É preciso se ajustar através de mecanismos de defesa. Os principais mecanismos são o de compensação (ao se achar inferior em um setor procura se superar em outro), de racionalização (explicações para os fracassos), de projeção (atribuir a terceiros os sentimentos que são nossos), de identificação (assumir mentalmente a identidade de uma pessoa forte), de regressão ( comportamento de pessoas muito mais jovens ), de fixação (comportamentos estereotipados), de idealização (criação de um mundo mais justo), de repressão ( reprimir a lembrança, afogando a memória), de sublimação (atividades artísticas e religiosas ), e de fantasia (viver em imaginação o que gostaríamos de viver).



DOENÇAS NA VISÃO ESPÍRITA
A doença não é uma causa, é uma conseqüência proveniente das energias negativas que circulam por nossos organismos espiritual e material. O controle das energias é feito através dos pensamentos e dos sentimentos, portanto, possuimos energias que nos causam doenças porque somos indisciplinados mentalmente e emocionalmente. Em Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz explica que “ assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais ”. Permanentemente, recebemos energia vital que vem do cosmo, da alimentação, da respiração e da irradiação das outras pessoas e para elas imprimimos a energia gerada por nós mesmos. Assim, somos responsáveis por emitir boas ou más energias às outras pessoas. A energia que irradiamos aos outros estará impregnada com nossa carga energética, isto é, carregada das energias de nossos pensamentos e de nossos sentimentos, sendo necessário que vigiemos o que pensamos e sentimos...

QUEM COM O FERRO FERE... CAUSA E EFEITO

QUEM COM O FERRO FERE... CAUSA E EFEITO
Enoque era um ancião que se abeirava dos cem janeiros.
Residindo numa choça que se encostava a uma peroba, cuja idade renteava com a dele, alimentava-se de frutas e chá que improvisava com folhas aromáticas e água quente. Entre aqueles viajantes e amigos que atravessavam a estrada, a poucos metros de sua moradia, a fim de revê-lo, o agricultor José Prado, procurou-lhe a amenidade da companhia e indagou, com respeito:
– Enoque, você acredita na lei de causa e efeito?
- Como não? - respondeu o interpelado com voz trêmula. A idade me pesa nas costas, há vários decênios, e nunca vi um só caso em que essa lei da vida viesse a falhar.
E, virando para o interlocutor os velhos braços; acentuou:
- a propósito de que o senhor me fez essa pergunta?
O amigo não se melindrou e narrou pensativo:
– Há cinco anos, entrei em luta corporal com o Joaquim Mota, que é seu conhecido, e, na briga, cortei-lhe dois dedos da mão esquerda, que sangrou abundantemente... Depois de algum tempo pedi-lhe perdão do gesto impensado e ele não só me perdoou, como também me convidou para um café em sua própria casa. Senti grande alívio, porque me achava arrependido da violência que praticara e voltei ao trabalho em meus canaviais. Ontem, porém, coloquei meu facão num galho de árvore, para limpar a plantação nova e distraí-me sem notar que o dia de calor nos mergulhara a todos, os meus auxiliares e eu, numa ventania brava. Aproximava-se o aguaceiro e corremos, em busca dos restos da casa velha do Antônio e quando passei, a passo rápido, sob o galho da Aroeira que me guardava o facão, ei-lo que se despenca sobre mim, sem motivo aparente me cortando dois dedos da mão esquerda, como sucedera no dia que mutilei a mão do Joaquim Mota. O narrador fez uma pausa e finalizou:
– O senhor acredita que eu tenha sido executado segundo a lei de causa e efeito?
– Acredito, sim...
- Entretanto - observou o visitante, não posso esquecer que o Mota já me perdoara.
Enoque fez um gesto expressivo de afirmação e explicou:
- Mota lhe perdoara a ofensa, mas a lei lhe havia registrado o gesto impulsivo e terá considerado que o perdão do amigo lhe oferecia a oportunidade, a fim de que a dor de seus dois dedos lhes advertisse para não repetir o ato que lhe impunha dor e arrependimento ao coração.
- Enoque - solicitou o amigo, fale-nos então dessa lei que não podemos burlar!...
O velhinho levantou-se com muita dificuldade e, ali mesmo, retirou da mesa tosca um ensebado exemplar do Novo Testamento e esclareceu:
– Meu amigo; estou no fim de minha longa existência e já não disponho de tempo para longas conversações. Quando preciso de alguma explicação, recorro aos ensinamentos de Jesus e sempre tenho a resposta. Abra este livro e veja o que o Mestre nos diz.
Intranquilo, o consulente abriu o rolo e achou do Apóstolo Mateus lendo o Versículo n. 52 do Capítulo 26, em que Jesus adverte a nós todos; “quem com ferro fere com ferro será ferido...”.
Fonte : Matéria extraída da Obra “A Semente De Mostarda ” pelo espírito: Emmanuel, psicografada pelo médium: Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Mãe, eis aí o teu filho

Mãe, eis aí o teu filho
Ela era jovem, na flor da idade. Fora desposada por José, que a acolhera em fidelidade e amor. Numa tarde singela, após os seus afazeres, como num sonho, recebeu a visita de um mensageiro celeste. Ave, cheia de graça, retumbou a voz angélica. Deseja nosso Pai que recebas, em teus braços, o Seu filho. Maria teve um leve sobressalto. Mas redarguiu: Faça-se em mim, pobre serva, a vontade do meu Deus. Os meses correram ligeiros. Em difícil viagem, José e Maria se dirigiram a Belém. Numa estrebaria simples, em meio aos animais, nasceu o Filho do Altíssimo e, numa manjedoura, foi acomodado. A seu tempo, Maria viu o seu Jesus falar e caminhar, contou-lhe histórias, dEle cuidou. Porém, próximo aos trinta anos, Ele partiu. Chegara a hora de cuidar dos negócios do Pai Maior. Doze amigos se uniram a Ele e, ao Seu lado, se puseram a caminhar. Maria ouvia rumores de que, na presença de seu filho, cegos voltavam a ver; surdos a ouvir e até aquele que era considerado morto, tornara a se levantar. Seu coração de mãe enchia-se de temores. Os orgulhosos ressentiam-se daquilo que ensinava Jesus: o amor ao próximo, o perdão das ofensas. Lições nem sempre compreendidas, mas que transbordavam o mundo de luz. Ensinando, doando-se, servindo, o Cristo semeava a paz. Quando Ele a visitava, Maria indagava: Que fazes, meu filho? E Jesus, terno e carinhoso: Eu cuido dos negócios de meu Pai.
* * *
Numa noite de angústias, João trouxe à mãe do Mestre o doloroso aviso: Acusam-no de colocar-se contra a ordem estabelecida. Num julgamento injusto, foi condenado e ainda teve a multidão a gritar por Sua morte e pela soltura do celerado Barrabás. Mulher, eis aí o teu filho. Filho, eis aí a tua mãe. Aos pés do filho crucificado, Maria recebe a Divina missão: ser nossa mãe, mãe de toda a Humanidade. Mãe do Cristo, mãe de todos nós. Que por seu exemplo nos aproximemos de Jesus e possamos ouvir a sua voz.
* * *
Aproxima-se o Natal. Ajustemos a acústica da alma para que ouçamos as vozes celestes a cantar: Glória a Deus nas alturas. Paz na Terra. Boa vontade para com os homens. Contemplemos o Menino Luz que chega ao mundo para nos iluminar a jornada e para nos ensinar a chamar Deus de Pai. Unamo-nos a Maria, a senhora do silêncio e da fé. Junto a ela, recebamos Jesus na manjedoura de nossos corações. Tudo para que o Natal se faça celebração íntima, na qual nos encontremos com o Cristo descrucificado, e presente na vida daqueles que O seguimos. Presente na vida daqueles que O desconhecem. Daqueles que sofrem, dos que temem, dos que sentem fome, dos adoentados, dos que, arrependidos, buscam no olhar do Mestre o recomeço...
* * *
A Mãe Santíssima compreendeu a sua missão ao contemplar os olhos de seu filho. A exemplo de Maria, busquemos o olhar de Jesus, a fim de atendermos ao seu convite: Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.
Texto do Momento Espírita

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A ESTRANHA

Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado, era realmente encantadora. Em pouco tempo, a convidou a viver com nossa família.
A estranha aceitou e, desde então, tem estado conosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares... minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer, mas a estranha era nossa narradora favorita!
Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ela sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.
Fazia-me rir, e me fazia chorar.
A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada e, enquanto o resto de nós ficava escutando o que a estranha tinha a dizer, só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade (agora me pergunto se ela teria orado alguma vez para que a estranha fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las.
As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa... nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse.
Entretanto, nossa visitante de longo prazo usava sem problemas sua linguagem inapropriada que, às vezes, queimava meus ouvidos, fazia meu pai se retorcer na cadeira e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas a estranha nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pela estranha.
Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que a estranha veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda a encontraria sentada em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
Seu nome? Ah. seu nome...
Nós a chamamos de TELEVISÃO!
É isso mesmo, a intrusa se chama TELEVISÃO!
Agora ela tem um marido que se chama Computador, um filho que se chama Celular e um neto de nome Tablet.
A estranha agora tem uma família...
E a nossa, será que ainda existe???
Tenha uma ótima reflexão!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O APÓSTOLO PAULO E A MEDIUNIDADE

O APÓSTOLO PAULO E A MEDIUNIDADE

Paulo e os cristãos primitivos acreditavam em uma incessante comunicação com o mundo invisível, mais evoluído do que o nosso.
Naqueles tempos não havia nenhum pregador preparado que pregasse às assembléias com vestes sacerdotais, mas se escutava atentamente o que tinha a dizer os profetas ou outros homens possuidores de dons espirituais.E os dons celestes destas pessoas inspiradas podiam ser e eram de varias espécies. A seu respeito assim se exprime Paulo:
“A um é dado pelo Espírito a palavra da sabedoria; a outro porém a palavra da ciência, segundo o mesmo espírito; a outro a outro a fé, pelo mesmo espírito; a outro o dom de curar enfermidades em um mesmo espírito a outro a operação de maravilhas, a outro a profecia; a outro o discernimento dos espíritos; a outro a variedade de línguas e a outro a interpretação das palavras.” (1 Coríntios 12: 8-10)
Em outra passagem do mesmo capítulo, diz: “Assim também vós, pois que aspirais dons espirituais (isto é, desenvolver a mediunidade e entrar em relação com os espíritos) seja isto para edificação da igreja e que os procureis possuir em abundancia.” (1 Coríntios 19:12)
No texto grego está – espíritos e não dons espirituais – como mencione a tradução dinamarquesa da Bíblia, esta passagem está vertida em sentido confuso, apesar de não haver a menor dúvida quanto a verdadeira tradução dos termos gregos do texto original: epei zelotai este pneumaton.
Os tradutores e os revisores da Bíblia nem sempre tem tido a coragem de traduzir, exatamente, as Escrituras Sagradas, o que não nos causa espanto. Os teólogos prenderam os seus sistemas dogmáticos em pesadas e estreitas cadeias. Por outro lado, leigos ortodoxos, em muitos países, não podem suportar a verdadeira tradução por julgarem que ela os destrói os seus dogmas. Tenho alguma experiência sobre o assunto e falo do que conheço.