terça-feira, 27 de outubro de 2015

COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS?

O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles.
COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS? Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento. Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda.
PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.
ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM O CEMITÉRIO? Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias. Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.
Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.


Compilação de Rudymara

Finados na Visão Espírita

Ismael Batista da Silva*

Todos os anos, na época em que se aproxima o dia de finados, muitas pessoas questionam nós espíritas, querendo saber se devem ou não ir ao cemitério? O Espiritismo é uma doutrina educadora e libertária. Ela não nos proíbe e nem exige nada de ninguém, apenas nos informa em relação as leis da vida e seus mecanismos, para que, depois, cada um faz aquilo que sua consciência permitir ou determinar. 
Nesse sentido, o Espiritismo esclarece-nos quanto aos aspectos mais profundos do entendimento existencial. Considera com muita propriedade que no túmulo não é o lugar que os espíritos moram ou ficam. Dependendo da data do sepultamento, às vezes, nem corpo existe mais ali.
Sabemos com nossa doutrina e com os posicionamentos dos Benfeitores Espirituais, que os espíritos de nossos entes queridos e amigos, assim como todos os demais espíritos, estão muito vivos e ficam, geralmente, à nossa volta com os quais nos acotovelamos todos os momentos. Ninguém morre. Deus não tem nenhum filho(a) morto(a). Todos vivem e se não estão materializados conosco estão vivendo em algum lugar nesse imenso Universo, que é a casa do Pai, onde, segundo Jesus, existem muitas moradas.
Cabe a nós espiritualistas, nos libertarmos dos atavismos firmados no período do entendimento da fé cega e, agora, sabedores das verdades espirituais novas, assimilarmos esses conhecimentos e criar novos hábitos para exaltarmos a vida e não a morte das pessoas que amamos e por elas somos amados.
Racionalmente, chegamos a conclusão que o cemitério não é o melhor lugar para os espíritos nos reencontrar e serem homenageados, sobretudo se tiverem recém-desencarnados. A aproximação deles junto do lugar onde estão os seus despojos carnais ainda trarão a eles um desconforto e constrangimento muito grande. Muitos nem suportam ficar ali por perto por muito tempo. 
Existe uma maneira muito singela, amorosa, fraterna que podemos habituar a fazer para que os espíritos familiares e amigos possam sentir lembrados e homenageados por nós, não só em finados, mas todos os dias: uma prece sincera em favor da harmonia, paz e de que estejam felizes ao lado da família espiritual deles. 
Podemos também colocar em nossos lares e/ou local de seu antigo trabalho, um recadinho do coração, uma flor perto de um porta retrato com a foto do desencarnado. Assim sentirão lembrados, amados e fortalecidos por ver que estamos exaltando a vida e não a morte.
Sempre virão ao nosso encontro os espíritos dos nossos parentes e amigos desencarnados? Não! Muitos deles, demoram para aproximar dos entes queridos que ficaram na Terra, pois isso depende das condições espirituais em que se encontram e das possibilidades de vir junto dos familiares e amigos. Outros nem querem vir, pois muitas vezes nossos sentimentos não são sinceros, e o Espírito não se interessa por essa hipocrisia, eles veem muito mais pelo pensamento e sentimento puro.
Sabemos que tudo o que se faz no cemitério, não passa em muitos casos de demonstração de posses materiais. Seja para demonstrar para a sociedade uma atitude de respeito, às vezes desprovida até de sinceridade.
Portanto, todos são livres para fazer o que acham que devem, principalmente sendo de coração aberto e sincero, numa legitima demonstração de amor.
Então. Que tal aprendermos a referendar os nossos mortos-vivos em nossa casa recolhidos com a família e em prece proferida com sentimento? Aproveitar a oportunidade de amor e carinho entre os que ainda estão encarnados para mostrar a harmonia e a fraternidade dos descendentes que possibilitam um sentimento mais elevado ao desencarnado.
Preciso ainda lembrar que muitos espíritos que se encontram no Mundo Espiritual não ligam a mínima para certos fatos que a nós encarnados enche de orgulho, pois, muitos deles, estão acima das nossas conveniências e ilusões terrenas.
Uma pergunta para encerrar nossa reflexão. Quando você partir desse mundo, onde você gostaria de ser lembrado e reencontrar com os seus amigos e familiares, no cemitério ou em um lugar que só te inspira boas lembranças?
Então vamos lembrar de nossas almas queridas, exaltando a vida e não a morte.

Ismael é da cidade Guaxupé, estado de Minas Gerais.
De berço espírita, aposentado em escola particular, ex-vereador de São José do Rio Pardo - SP, é palestrante motivacional, capacitador de cursos e treinamentos em Vendas, Oratória, Liderança, dentre outros. 
Como expositor espírita atua há vinte e seis anos e tem dado expressivo destaque no campo do relacionamento humano. Seus trabalhos tornaram-se muito apreciados, pois são bem humorados, recheados de alegria e exemplos práticos do cotidiano, motivando, desta forma,  grandes públicos a aproveitarem bem a existência física atual.
É autor de dois livros: Vencendo Dificuldades de Relacionamento e Um Perfume Inesquecível (romance do Espírito Otília). Está lançando Coração Mineiro – Uma Reencarnação em Busca da Humildade (também um romance do Espírito Otília).

"Cada encarnação encontra, na alma que recomeça vida nova,



Reencarnação


"Cada encarnação encontra, na alma que recomeça vida nova, uma cultura particular, aptidões e aquisições mentais que explicam sua facilidade para o trabalho e seu poder de assimilação; por isso dizia Platão: “Aprender é recordar-se!”

Nossa ternura espontânea por certos seres deste mundo explica-se facilmente. Já os havíamos conhecido, em outros tempos, já os encontráramos. Quantos esposos, quantos amantes não têm sido unidos por inúmeras existências, percorridas dois a dois! Seu amor é indestrutível, porque o amor é a força das forças, o vínculo supremo que nada pode destruir.

As condições da reencarnação não permitem que nossas situações recíprocas se invertam; quase sempre se conservam os graus respectivos de parentesco. Algumas vezes, em caso de impossibilidade, um filho poderá vir a ser o irmão mais novo do seu pai de outros tempos, a mãe poderá renascer irmã mais velha do filho. Em casos excepcionais, e somente a pedido dos interessados, podem inverter-se as situações. Os sentimentos de delicadeza, de dignidade, de mútuo respeito que sentimos na Terra não podem ser desconhecidos no mundo espiritual. Para supô-lo, é preciso ignorar a natureza das leis que regem a evolução das almas!

O Espírito adiantado, cuja liberdade aumenta na razão direta da sua elevação, escolhe o meio onde quer renascer, ao passo que o Espírito inferior é impelido por uma força misteriosa a que obedece instintivamente; mas todos são protegidos, aconselhados, amparados na passagem da vida do espaço para a existência terrestre, mais penosa, mais temível que a morte.A união da alma com o corpo efetua-se por meio do invólucro fluídico, o perispírito, de que muitas vezes temos falado. Sutil por sua natureza, vai ele servir de laço entre o Espírito e a matéria. A alma está presa ao gérmen por esse “mediador plástico”, que vai retrair-se, condensar-se cada vez mais, através das fases progressivas da gestação, e formar o corpo físico. Desde a concepção até o nascimento, a fusão opera-se lentamente, fibra por fibra, molécula por molécula. Pelo afluxo crescente dos elementos materiais e da força vital fornecidos pelos genitores, os movimentos vibratórios do perispírito da criança vão diminuir e restringirem-se, ao mesmo tempo em que as faculdades da alma, a memória, a consciência esvaem-se e aniquilam-se. É a essa redução das vibrações fluídicas do perispírito, à sua oclusão na carne que se deve atribuir a perda da memória das vidas passadas. Um véu cada vez mais espesso envolve a alma e apaga-lhe as radiações interiores. Todas as impressões da sua vida celeste e do seu longo passado volvem às profundezas do inconsciente e a emersão só se realiza nas horas de exteriorização ou por ocasião da morte, quando o Espírito, recuperando a plenitude dos seus movimentos vibratórios, evoca o mundo adormecido das suas recordações.O papel do duplo fluídico é considerável; explica, desde o nascimento até a morte, todos os fenômenos vitais. Possuindo em si os vestígios indeléveis de todos os estados do ser, desde a sua origem, comunica-lhe a impressão, as linhas essenciais ao gérmen material. Eis aí a chave dos fenômenos embriogênicos.

O perispírito, durante o período de gestação, impregna-se de fluido vital e materializa-se o bastante para tornar-se o regulador da energia e o suporte dos elementos fornecidos pelos genitores; constitui, assim, uma espécie de esboço, de rede fluídica permanente, através da qual passará a corrente de matéria que destrói e reconstitui sem cessar, durante a vida, o organismo terrestre; será a armação invisível que sustenta interiormente aestátua humana. Graças a ele, a individualidade e a memória conservar-se-ão no plano físico, apesar das vicissitudes da parte mutável e móvel do ser, e assegurarão, do mesmo modo, a lembrança dos fatos da existência presente, recordações cujo encadeamento, do berço à cova, fornece-nos a certeza íntima da nossa identidade.

A incorporação da alma não é, pois, subitânea, como o afirmam certas doutrinas; é gradual e só se completa e se torna definitiva à saída da vida uterina. Nesse momento, a matéria encerra completamente o Espírito, que deverá vivificá-la pela ação das faculdades adquiridas. Longo será o período de desenvolvimento durante o qual a alma se ocupará em pôr à sua feição o novo invólucro, em acomodá-lo às suas necessidades, em fazer dele um instrumento capaz de manifestar-lhe as potências íntimas; mas, nessa obra, será coadjuvada por um Espírito preposto à sua guarda, que cuida dela, a inspira e guia em todo o percurso da sua peregrinação terrestre. Todas as noites, durante o sono, muitas vezes até de dia, o Espírito, no período infantil, desprende-se da forma carnal, volve ao espaço, a haurir forças e alentos para, em seguida, tornar a descer ao invólucro e prosseguir o penoso curso da existência.

Antes de novamente entrar em contacto com a matéria e começar nova carreira, o Espírito tem, dissemos, de escolher o meio onde vai renascer para a vida terrestre; mas essa escolha é limitada, circunscrita, determinada por causas múltiplas. Os antecedentes do ser, suas dívidas morais, suas afeições, seus méritos e deméritos, o papel que está apto para desempenhar, todos esses elementos intervêm na orientação da vida em preparo; daí a preferência por uma raça, tal nação, tal família. As almas terrestres que havemos amado atraem-nos; os laços do passado reatam-se em filiações, alianças, amizades novas. Os próprios lugares exercem sobre nós a sua misteriosa sedução e é raro que o destino não nos reconduza muitas vezes às regiões onde já vivemos, amamos, sofremos. Os ódios são forças também que nos aproximam dos nossos inimigos de outrora para apagarmos, com melhores relações, inimizades antigas. Assim, tornamos a encontrar em nosso caminho a maior parte daqueles que constituíram nossa alegria ou fizeram nossos tormentos. Sucede o mesmo com a adoção de uma classe social, com as condições de ambiente e educação, com os privilégios da fortuna ou da saúde, com as misérias da pobreza. Todas essas causas tão variadas, tão complexas, vão combinar-se para assegurar ao novo encarnado as satisfações, as vantagens ou as provações que convêm ao seu grau de evolução, aos seus méritos ou às suas faltas e às dívidas contraídas por ele.

Dito isso, compreender-se-á quão difícil é a escolha. Por isso, na maioria das vezes ela nos é inspirada pelas Inteligências diretoras, ou, então, em proveito nosso, hão de elas próprias fazê-lo, se não possuirmos o discernimento necessário para adotar com toda a sabedoria e previdência os meios mais eficazes para ativarem a nossa evolução e expurgarem o nosso passado.

Todavia, o interessado tem sempre a liberdade de aceitar ou procrastinar a hora das reparações inelutáveis. No momento de se ligar a um gérmen humano, quando a alma possui ainda toda a sua lucidez, o seu Guia desenrola diante dela o panorama da existência que a espera; mostra-lhe os obstáculos e os males de que será eriçada, faz-lhe compreender a utilidade desses obstáculos e desses males para desenvolver-lhe as virtudes ou libertá-la dos seus vícios. Se a prova lhe parecer demasiado rude, se não se sentir suficientemente armado para afrontá-la, é lícito ao Espírito diferir-lhe a data e procurar uma vida transitória que lhe aumente as forças morais e a vontade.

Na hora das resoluções supremas, antes de tornar a descer à carne, o Espírito percebe, atinge o sentido geral da vida que vai começar, ela lhe aparece nas suas linhas principais, nos seus fatos culminantes, modificáveis sempre, entretanto, por sua ação pessoal e pelo uso do seu livre-arbítrio; porque a alma é senhora dos seus atos; mas, desde que ela se decidiu, desde que o laço se dá e a incorporação se debuxa, tudo se apaga, esvai-se tudo. A existência vai desenrolar-se com todas as suas conseqüências previstas, aceitas, desejadas, sem que nenhuma intuição do futuro subsista na consciência normal do ser encarnado. OTemíveis são certas atrações para as almas que procuram as condições de um renascimento, por exemplo, as famílias de alcoólicos, de devassos, de dementes. Como conciliar a noção de justiça com a encarnação dos seres em tais meios? Não há aí, em jogo, razões psíquicas profundas e latentes e não são as causa físicas apenas uma aparência? Vimos que a lei de afinidade aproxima os seres similares. Um passado de culpas arrasta a alma atrasada para grupos que apresentam analogias com o seu próprio estado fluídico e mental, estado que ela criou com os seus pensamentos e ações.

Não há, nesses problemas, nenhum lugar para a arbitrariedade ou para o acaso. É o mau uso prolongado de seu livre-arbítrio, a procura constante de resultados egoístas ou maléficos que atrai a alma para genitores semelhantes a si. Eles fornecer-lhe-ão materiais em harmonia com o seu organismo fluídico, impregnados das mesmas tendências grosseiras, próprios para a manifestação dos mesmos apetites, dos mesmos desejos. Abrir- se-á nova existência, novo degrau de queda para o vício e para a criminalidade. E a descida para o abismo.

Senhora do seu destino, a alma tem de sujeitar-se ao estado de coisas que preparou, que escolheu. Todavia, depois de haver feito de sua consciência um antro tenebroso, um covil do mal, terá de transformá-lo em templo de luz. As faltas acumuladas farão nascer sofrimentos mais vivos; suceder-se-ão mais penosas, mais dolorosas as encarnações; o círculo de ferro apertar-se-á até que a alma, triturada pela engrenagem das causas e dos efeitos que houver criado, compreenderá a necessidade de reagir contra suas tendências, de vencer suas ruins paixões e de mudar de caminho. Desde esse momento, por pouco que o arrependimento a sensibilize, sentirá nascer em si forças, impulsões novas que a levarão para meios mais adequados à sua obra de reparação, de renovação, e passo a passo irá fazendo progressos. Raios e eflúvios penetrarão na alma arrependida e enternecida, aspirações desconhecidas, necessidades de ação útil e de dedicação hão de despertar nela. A lei de atração, que a impelia pa ra as últimas camadas sociais, reverterá em seu benefício e tornar-se-á o instrumento da sua regeneração.

Entretanto, não será sem custo que ela se levantará; a ascensão não prosseguirá sem dificuldades. As faltas e os erros cometidos repercutem como causas de obstrução nas vias futuras e o esforço terá de ser tanto mais enérgico e prolongado quanto mais pesadas forem as responsabilidades, quanto mais extenso tiver sido o período de resistência e obstinação no mal. Na escabrosa e íngreme subida, o passado dominará por muitotempo o presente e o seu peso fará vergar mais de uma vez os ombros do caminhante; mas, do Alto, mãos piedosas estender-se- ão para ele e ajudá-lo-ão a transpor as passagens mais escarpadas. “Há mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende do que por cem justos que perseveram.” O nosso futuro está em nossas mãos e as nossas facilidades para o bem aumentam na razão direta dos nossos esforços para o praticarmos".


 (Léon Denis. Do Livro "O Problema do Ser, do Destino e da Dor")


Uma bela história do Chico Xavier

Uma bela história do Chico Xavier, VALE MUITO A LEITURA!!!


-Chico, você já chorou?- Sim, meu filho, muito. Vou-lhe contar uma história em que muito chorei. Durante anos, visitamos uma amiga que havia se tornado paralítica e muda, levando em cada visita um pacote de biscoitos, um pedaço de bolo ou um doce qualquer. Quando já havíamos completado seis anos de visitas, lhe disse:- Valéria, hoje estou com a impressão de que você pode falar. Fale, Valéria. Diga pelo menos "Jesus".Ela olhou-me demoradamente. Os olhos, límpidos como um céu sem nuvens. Fez um esforço muito grande, mas não consegui falar.Após a prece, voltei a insistir:- Valéria, Jesus andou no mundo, curou tanta gente, tantos iam buscá-Lo nas estradas, ou na casa onde ele permanecia e pediam-Lhe a graça da melhora ou da cura e foram curados. Imagine-se caminhando ao encontro de Jesus, embora você não ande há tantos anos. Imagine-se olhando-O e dizendo "Jesus". Fale "Jesus", Valéria. Ela fez novamente um grande esforço, olhou-me demoradamente. Por fim, consegui dizer:-"JESUSO".Fiquei muito emocionado e as lágrimas me vieram aos olhos.Pedi a alguém que chamasse a sua irmã.- Valéria, minha filha, fale para sua irmã. Há muitos anos que ela não ouve o som de sua voz. Fale outra vez "Jesus".Ela nos olhou demoradamente. Fez novamente um esforço enorme e repetiu: "JESUSO".Quando nos retiramos, estávamos todos contentes e achávamos que, com o tempo, Valéria iria conseguir pronunciar algumas palavras.Na semana seguinte, porém, ela desencarnou.Alguns anos mais tarde, começou a aparecer-me uma entidade na forma de uma senhora muito bonita. Quando chegava, todo o meu quarto ficava iluminado. Procedia então à transmissão do passe na região do tórax, mais propriamente sobre o coração. E assim procedeu por um mês, aproximadamente.Foi nessa época que tive o primeiro enfarte.Mais tarde, recuperado, graças à Misericórdia Divina, no período em que fiquei vinte dias mais ou menos imóvel, a entidade apareceu-me novamente. Então lhe disse:- Ah! minha irmã, agora compreendo porque você me dava passes no coração. Estava fortalecendo-me para resisitir ao enfarte que viria, não é mesmo?Acenou-me afirmativamente com a cabeça.-Olhe, quero que me dê seu nome para eu orar por você. Estou-lhe muito grato pela carinhosa assistência.- Chico, somos tão amigos que não vou lhe dar meu nome. Vou dizer uma palavra e você vai se lembrar de mim.- Será, minha irmã?- Tenho certeza, Chico.- Então diz.- "JESUSO"- Ah! Valéria, era você então. ..Como você está bonita...eu não mereço a sua visita.- Sim, eu mesma. Vim lembrar os nossos sábados em que orávamos tanto. Lembro-me com emoção da última palavra que pronunciei e vim trazer-lhe confiança em Jesus. O nome de Jesus tem muita força, Chico.- Então, ela colocou a mão sobre o meu peito e a dor desapareceu.

Acreditar e agir

Acreditar e agir

Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas e imaginava uma forma de chegar até o outro lado, onde era seu destino.
Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.
O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho.
O viajante olhou detidamente e percebeu o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.
Num dos remos estava entalhada a palavra acreditar e no outro, agir.
Não podendo conter a curiosidade, perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos.
O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito acreditar, e remou com toda força.
O barco, então, começou a dar voltas, sem sair do lugar em que estava.
Em seguida, pegou o remo em que estava escrito agir e remou com todo vigor.
Novamente o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante.
Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.
Então, o barqueiro disse ao viajante:
Este barco pode ser chamado de autoconfiança. E a margem é a meta que desejamos atingir.
Para que o barco da autoconfiança navegue seguro e alcance a meta pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos, ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: agir e acreditar.
Não basta apenas acreditar, senão o barco ficará rodando em círculos. É preciso também agir, para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa meta.
Agir e acreditar. Impulsionar os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais e não esquecer que, por vezes, é preciso remar contra a maré.
*   *   *
Gandhi tinha uma meta: libertar seu povo do jugo inglês. Tinha também uma estratégia: a não-violência.
Sua autoconfiança foi tanta que atingiu a sua meta sem derramamento de sangue. Ele não só acreditou que era possível, mas também agiu com segurança.
Madre Teresa também tinha uma meta: socorrer os pobres abandonados de Calcutá. Acreditou e agiu, superando a meta inicial, socorrendo pobres do mundo inteiro.
Albert Schweitzer traçou sua meta e chegou lá. Deixou o conforto da cidade grande e se embrenhou na selva da África francesa para atender aos nativos, no mais completo anonimato.
Como estes, teríamos outros tantos exemplos de homens e mulheres que não só acreditaram, mas que tornaram realidade seus planos de felicidade e redenção particular.
*   *   *
E você? Está remando com firmeza para atingir a meta a que se propôs?
Se o barco da sua autoconfiança está parado no meio do caminho ou andando em círculos, é hora de tomar uma decisão e impulsioná-lo com força e com vontade.
Lembre que só você poderá acioná-lo utilizando-se dos dois remos: agir e acreditar.
*   *   *
Caso você ainda não tenha uma meta traçada ou deseje refazer a sua, considere alguns pontos:
verifique se os caminhos que irá percorrer não estarão invadindo a propriedade de terceiros;
se as águas que deseja navegar estão protegidas dos calhaus da inveja, do orgulho, do ódio;
e, antes de movimentar o barco, verifique se os remos não estão corroídos pelo ácido do egoísmo.
Depois de tomar todas estas precauções, siga em frente e boa viagem.

Redação do Momento Espírita, com base em texto veiculado pela Internet, atribuído a Aurélio Nicoladeli.

Vida sem culpa


Vida sem culpa



O sentimento de culpa é aquela sensação desagradável que se sente quando se comete uma ação equivocada contra algo ou alguém ou quando, por omissão, deixa-se de fazer algo que deveria ter feito.
Sempre que ela surge, deixa no indivíduo um gosto amargo de dever não cumprido que, dependendo do grau de envolvimento ou responsabilidade, pode levá-lo a um sentimento de inferioridade, à depressão e, em casos mais graves, ao suicídio.
O sentimento de culpa foi um recurso muito utilizado pelas antigas religiões dogmáticas com o intuito de frear as ações consideradas pecaminosas, condenando à pena do inferno eterno todos os que não seguiam a sua cartilha.
Hodiernamente trabalha-se a culpa não mais pelas imposições exteriores, mas no sentido psicológico e nos transtornos internos que ela pode impactar no indivíduo.
Este sentimento aparentemente negativo, na realidade, quando bem trabalhado, serve de excelente ferramenta para a evolução espiritual do ser.
Quando a pessoa toma ciência de que é culpada (responsável) por determinadas atitudes e suas consequências, é sinal de que já existe um despertamento importante da sua consciência para as situações equivocadas de que é agente e que desarmonizam não só o ambiente exterior como o mundo íntimo.
Há indivíduos que, por exemplo, aparentemente não sentem culpa ou remorso por qualquer ato errôneo, mesmo quando praticantes de crimes hediondos ou ações inescrupulosas. Esses seres ainda estão no estágio de primitivismo do desenvolvimento moral e ainda não despertaram para as responsabilidades ou então estão procurando mascarar, de diversas formas, os avisos que a própria consciência lhes faz. Isto pode ocorrer temporariamente, pois o tempo e a vida se encarregarão das lições necessárias.
Todos têm um guia absoluto e seguro onde está escrita a lei de Deus: a própria consciência. Este guia se encontra em germe no cerne de todo ser humano e deve ser desenvolvido individualmente ao longo das múltiplas reencarnações. Quando em processo de afloramento, proporciona o alargamento do senso moral. Assim, a regra do bem proceder se torna mais nítida, bem como a distinção do bem e do mal. A fórmula para não haver enganos está resumida na recomendação de Jesus: o que quereis que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 1
Mas e a culpa? Como conviver com ela?
A culpa tem um único e exclusivo objetivo: alertar a pessoa que está equivocada. Ela nada mais é do que um sinal de perigo na trajetória da vida avisando que a permanência naquele caminho vai provocar consequências graves. A culpa é uma advertência para a alma assim como a dor é uma advertência para o corpo, é o sinal vermelho mandando parar; serve para corrigir e não destruir. Pode, muitas vezes, junto à culpa, vir o remorso e o arrependimento, que são situações que confirmam a rota equivocada e abrem as portas para a etapa seguinte.
Com este despertamento volta-se a atenção para outro ponto fundamental: a retomada do caminho correto. O mais importante de todo este processo é a reparação do mal cometido. Como todo erro deve ser corrigido, o quanto antes se tomar esta atitude, mais próximo o indivíduo se encontrará da paz. A reparação é a verdadeira reabilitação moral que se inicia no sentimento de culpa.
É possível viver sem culpa?
Somente o sujeito com a consciência tranquila não sente culpa e esta é conquistada no momento em que o indivíduo assume o compromisso com o seu próximo segundo o preceito do Cristo, procurando sempre fazer todo o bem que está ao seu alcance com total desinteresse. Mesmo que possa haver equívocos no trajeto, a intenção de fazer o bem redime do sentimento de culpa e, ao corrigir a atitude naquilo em que se está errando, isto é feito sem remorsos e sem grandes transtornos.


(LUIS ROBERTO SCHOLL )


1  KARDECAllan. O Livro dos Espíritos. Edição comemorativa do sesquicentenário. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2006. Questões 621, 629, 632.

A FLOR

A FLOR
Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que pagava muitíssimo bem, uma família unida.
O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso. O trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em algumas áreas. Se o trabalho consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se surgiam problemas, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas que ela amava eram sempre deixadas para depois.
Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma flor muito cara e raríssima, da qual havia um apenas exemplar em todo o mundo. E disse a ela: Filha, esta flor vai lhe ajudar muito mais do que você imagina!
Você terá, apenas, que regá-la e podá-la de vez em quando.
Às vezes, conversar um pouquinho com ela, q lhe dará em troca esse perfume maravilhoso e essas lindas flores.
A jovem ficou emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual.
Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo o seu tempo e a vida, que continuava confusa, não lhe permitia cuidar da flor.
Ela chegava em casa, olhava a flor e as flores ainda estavam lá, não mostravam nenhum sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas, perfumadas.
Então ela passava direto.
Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu.
Ela chegou em casa e levou um susto! Estava completamente morta. Suas raízes estavam ressecadas, suas flores caídas e suas folhas amarelas.
A Jovem chorou muito e contou a seu pai o que havia acontecido.
Seu pai então respondeu: Eu já imaginava que isso
aconteceria, e eu não posso te dar outra flor,
porque não existe outra igual a essa. Ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. Todos são benção que o Senhor lhe deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá- los e dar atenção a eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se acostumou a ver a flor lá, sempre florida, sempre perfumada e se
esqueceu de cuidar dela. Cuide das pessoas que você ama!
E você? Tem cuidado das bênçãos que Deus tem lhe
dado?
Lembre-se da flor, pois como ela, são as bênçãos do Senhor. Ele nos dá, mas nós é que temos que cuidar delas.
Mande esta mensagem para todos os seus amigos, para todos os que significam algo para você, que são únicos em sua vida. Mas se você não mandar, não se preocupe. Apenas perderá a oportunidade de fazer com que alguém saiba que é como uma flor rara em sua vida.

Deus sempre está atento

Deus sempre está atento
Mariana era jovem. Desempregada, sem a companhia do marido, que a abandonara há meses, se via em situação muito difícil.
Amargurada, angustiada, levando um pequenino desnutrido junto a si, caminhava sem rumo.
Batia de porta em porta, a buscar um trabalho qualquer, que lhe permitisse, ao menos, alimentar o menino.
Tivera que deixar o barraco onde vivera, e necessitava encontrar ainda, algum abrigo possível.
As pessoas que abordava, pedindo trabalho ou ajuda, respondiam-lhe com indiferença, palavras rudes, desdém...
Com as lágrimas a descer pelas faces, apertou o menino faminto nos braços e, em sua intimidade, gritou:
Só quero um trabalho, meu Deus. Será pedir demais?
Continuando em sua caminhada inglória, passou em frente a um templo, com as portas abertas.Quem sabe, pensou, seria a resposta de Deus. Entrou esperançosa.
Tudo silencioso. Sentou-se em um dos bancos para fazer uma oração.
Ela ora, o filho chora de fome.
Atraído pelo choro, alguém aparece pela porta dos fundos.
Um homem idoso, de olhar compassivo, de andar lento, se aproxima.
Seja bem-vinda a esta casa de oração, minha filha.
Mariana se levanta em lágrimas, e pede-lhe algum alimento para o filho, que nada comera desde a véspera.
O bom homem conduz mãe e filho para dentro, serve-lhes sopa e ouve o drama da jovem.
Enquanto ambos se alimentam, o senhor sai por alguns minutos. Ao retornar, está sorrindo.
Filha, o Senhor teve piedade de sua situação. Verifiquei e estamos precisando de serviçal para os serviços gerais de limpeza e manutenção desta casa.
Se desejar, poderá trabalhar e lhe conseguiremos moradia.
Há gratidão e emoção nas lágrimas de Mariana. Suas preces haviam sido atendidas e sua vida passaria a ter um novo significado.
* * *
Jesus nos ensinou: Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá.
Qual o homem, dentre vós que dá uma pedra ao filho que pede pão?
Deus nunca nos desampara. Embora, por vezes, a realidade atual do mundo nos assuste, não podemos nos deixar contaminar pelo desânimo.
Hoje, como ontem, Deus permanece atento. Embora nos pareça, por vezes, ante os tantos reveses que nos abraçam, que Ele não se importa conosco, Sua Providência é constante.
A oração que lhe dirigimos, em súplica, pelas necessidades mais prementes, se torna o canal que nos permite melhor haurir as bênçãos. Melhor captar o auxílio que Ele nos envia.
Dessa forma, atentemos à exortação do Mestre Galileu: entreguemo-nos ao Pai em oração para percebermos Seu amor, que se estende a todas as criaturas.
E, não deixemos de realizar a nossa parte. Oração, sim. Mas, igualmente, esforço, trabalho, não nos permitindo desânimo nem desespero.
Busquemos ajuda e a encontraremos. Batamos à porta dos corações e Deus providenciará a abertura afetuosa e protetora.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita, com citação
do Evangelho de Mateus, cap.7, vers. 7 a 11.
Em 24.10.2015.

O ÚLTIMO ABRAÇO

O ÚLTIMO ABRAÇO Um homem havia acabado de morrer repentinamente num acidente de carro. Ele subiu ao céu e se colocou diante de um Anjo do Senhor. Esse anjo recebia as almas recém chegadas no céu.
O homem resolveu pedir ao anjo que concedesse apenas mais um momento com sua família, pois gostaria despedir-se de sua esposa, de seus filhos e de seus pais, já velhinhos, assim como de seu irmão que muito amava.
O anjo olhou o homem com amorosidade e disse que esse pedido não poderia ser aceito por Deus.
O homem ficou muito bravo com o anjo. Ele disse: “É absurdo Deus não nos conceder apenas mais alguns minutos com as pessoas que amamos. O amor não é algo divino? Por que não podemos amar nos últimos momentos e despedir-nos de todos? Isso me parece uma injustiça.”
O anjo, mais uma vez com olhar amoroso, disse:
– Meu filho… Se Deus sempre concedesse últimos momentos para abraçarmos, beijarmos e nos despedirmos de nossos entes queridos e amigos que ficaram na Terra, isso acabaria contribuindo para que nós não os valorizássemos enquanto ainda estão vivos, pois sempre teríamos um momento último para finalmente valorizar e amar. Observe bem isso, meu filho, pois é na própria vida física onde devemos abraçar aqueles que amamos, dar-lhes o devido valor e, principalmente, ama-los como se fosse a primeira e a última vez que fôssemos vê-los. É isso que Deus espera de nós.
Você valoriza aqueles que ama, ou vai esperar a morte para isso? Dê agora mesmo um abraço em alguém que você ama como se fosse o primeiro ou o último, pois nunca sabemos quando nós ou eles iremos embora.
Autor: Hugo Lapa


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

É A MINHA CARA!!!!NÄO SOU OBRIGADAAA!

É A MINHA CARA!!!!NÄO SOU OBRIGADAAA!
"Você não é obrigado a nada. Você não precisa casar, nem ter filhos, se nunca desejou. Nem fazer compras em Miami. Não precisa ter aquela bolsa marrom, não precisa ter carro, nem amar bicicletas, não precisa meditar.
Só precisa ter cachorro se quiser. Entender de vinho: não precisa. Barco, casa no campo, Rolex, ereção toda vez, cozinha gourmet, perfil no Instagram... Não precisa. Você não é obrigado a gostar de carnaval, nem de samba, nem de forró, nem de jazz.
Você não é obrigado a ser extrovertido. Não precisa gostar de praia. Nem de sexo você é obrigado a gostar. Balada, barzinho, cinema. Missa no domingo. Reunião de família. Não, você não é um ET se não estiver afim.
Acordar cedo, fazer exercício, conhecer os clássicos, assistir os filmes do Oscar, a banda de garagem que ninguém conhece. Você também não precisa conhecer. Paris, Nova York, Londres...
Gosta muito de viajar? Não? Então não vá! Tá sem namorado? Alguém vai dizer que você não é feliz por isso. E é mentira. Seu cabelo não precisa ser alisado. Nem você vai ser muito mais feliz se for magro ou magra. Também não precisa gostar de comer.
Peça curinga no guarda roupa, perfume francês, dentadura perfeita, curriculum vitae, escapulário. Sucesso. Não, você não precisa dele. Se for para ser obrigado, nem feliz você precisa ser."

 (autoria desconhecida ou de Nelson Barros - a confirmar)

você vive num roteiro de outra pessoa

“Desde a infância as pessoas são ensinadas a procurar outras pessoas para se guiarem.
As normas sociais são uma parte importante da infância – você imagina como deve agir em relação aos outros — mas o problema começa quando você estende esse processo e inclui algo tão pessoal quanto o propósito da sua vida.
Algumas pessoas tem nossa confiança e a capacidade de nos ajudar a encontrar nosso real propósito único. Se você é uma dessas pessoas que tem essas companhias, você tem sorte! 
Mas a maioria das pessoas, mesmo as bem intencionadas, escolhem nos colocar dentro de compartimentos que fazem mais sentido pra elas. 
Para ganhar a aprovação delas, você se dispõe a entrar dentro do compartimento. 
Para manter a aprovação delas, você aprende a negar seguidamente quem você é.
 Em situações demais você vive num roteiro de outra pessoa”. (Shelley Prevost)

A VIDA SEM SENTIDO

Foto de Edma Ferreira Costa.“É muito normal não encontrar sentido na vida quando se está muito condicionado pelo mundo e que entre os valores reconhecidos não está o único que pode dar-lhe sentido à vida, que é a realização de nosso potencial. Em primeiro há que buscar, há que honrar o espírito da busca porque é intrínseco à natureza humana. Estamos na vida para sermos nós mesmos, e sermos nós mesmos é crescer. Progresso rumo a uma liberdade, mas além de sua própria consciência de sua polícia interior. Há que se libertar dessa polícia interior, porque se alguém vai ser uma pessoa boa, não será às custas da vigilância policial. Somos como plantas que estão destinadas a florescer e não só a florescer mas também a dar frutos. Então, enquanto não há transformação, os organismos humanos são como plantas que não chegam nunca à floração. Assim que, sim, devoção, amor ao próximo, liberdade de nossos desejos… creio que esse é um programa que as pessoas poderiam assumir, para a saúde mental, para cuidarem de si mesmas”.
~ Claudio Naranjo

VALORIZE O SILENCIO


“Vivemos numa sociedade que não valoriza o silêncio. Valoriza a ação.
Mas viver sem silêncio é perigoso. Sem ele, você acaba acreditando que seu ego – e tudo que ele quer – é seu propósito.
Se você imaginar bem esse cenário, sabe que ele não termina bem.
Viva uma vida onde o Ego está no comando e você se encontrará o esgotamento – e uma questão esgotante:
“Eu tenho uma ótima vida.
Porque não estou satisfeito?”.
O silêncio abafa o barulho e cria um espaço para a autenticidade aparecer.
 Em silêncio, você pode se perguntar como sua vida ou seu trabalho realmente está indo e pausar para esperar a resposta. Em silêncio, você dá tempo para que as informações da sua vida convirjam em algumas lições. Geralmente, entretanto, antes que as lições tenham tempo para penetrar você já foi para a próxima distração.” (Shelley Prevost)

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A borboleta e a flor

A borboleta e a flor
Certa vez, um Homem pediu a Deus que lhe desse uma Flor e uma Borboleta; mas Deus lhe deu um Cacto e uma Lagarta.
O Homem ficou triste, pois não entendia o porquê do seu pedido vir errado. Daí pensou: “Também, com tanta gente para atender...”, e resolveu não questionar.
Passado algum tempo, o Homem foi verificar o pedido que deixara esquecido; para a sua surpresa, do espinhoso e feio Cacto havia nascido a mais bela das Flores. E a horrível Lagarta transformara-se em uma belíssima Borboleta.
MORAL DA HISTÓRIA: DEUS SEMPRE AGE CERTO.
O caminho de Deus é o melhor a ser seguido, mesmo que aos nossos olhos pareça estar dando tudo errado.
Se você pediu à Deus uma coisa e recebeu outra, confie; tenha certeza de que Deus sempre dá o que você precisa, no momento certo. Nem sempre o que você deseja... Mas é o que você precisa. Como Deus nunca erra na entrega de seus pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar.
O ESPINHO DE HOJE... SERÁ A FLOR DE AMANHÃ!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros.

Ceifeiros
"Então disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos os ceifeiros." (Mateus, 9:37.)
O ensinamento aqui não se refere à colheita espiritual dos grandes períodos de renovação no tempo, mas sim à seara de consolações que o Evangelho envolve em si mesmo.
Naquela hora permanecia em torno do Mestre a turba de corações desalentados e errantes que, segundo a narrativa de Mateus, se assemelhava a rebanho sem pastor. Eram fisionomias acabrunhadas e olhos súplices em penoso abatimento.
Foi então que Jesus ergueu o símbolo da seara realmente grande, ladeada porém de raros ceifeiros.
É que o Evangelho permanece no mundo por bendita messe celestial destinada a enriquecer o espírito humano, entretanto, a percentagem de criaturas dispostas ao trabalho da ceifa é muito reduzida. A maioria aguarda o trigo beneficiado ou o pão completo para a alimentação própria. Raríssimos são aqueles que enfrentam os temporais, o rigor do trabalho e as perigosas surpresas que o esforço de colher reclama do trabalhador devotado e fiel.
Em razão disto, a multidão dos desesperados e desiludidos continua passando no mundo, em fileira crescente, através dos séculos.
Os abnegados operários do Cristo prosseguem onerados em virtude de tantos famintos que cercam a seara, sem a precisa coragem de buscarem por si o alimento da vida eterna. E esse quadro persistirá na Terra, até que os bons consumidores aprendam a ser também bons ceifeiros.
XAVIER, Francisco Cândido. Pão Nosso. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 148.

Não quero mais filhos

Carolina e Agenor
I
- Não posso mais! Estou resolvida!
- Não diga isso. Fique mais calma. Somos espíritase ...
- Não, Agenor! Não quero mais filhos. Nem esse e nem a possibilidade de outros. Estou decidida.
- Se houvesse realmente necessidade... Mas você está forte, robusta... Isso é meia-morte. Pense bem. Olhe o "deixai vir a mim os pequeninos! ...".
- Não. É muita gente que faz isso, por que não posso fazer? Vou agora ao hospital tratar de meu caso... estou resolvida.
Assim falando, Carolina ralhou com os três filhos pequenos e deixou a casa, nervosa, acompanhada de Agenor.
II
- Quero falar com o doutor. Ele está?
- Minha senhora, ele está operando agora. Não deve demorar muito.
Nisso, um senhor ao lado pergunta:
- Quem está ele operando? É uma senhora loura?
E o porteiro, respeitoso, respondeu em voz baixa:
- Não, meu senhor. É uma senhora que acaba de chegar perdendo muito sangue. É alguma coisa de aborto. Está passsando muito mal.
Agenor olhou significativamente para Carolina.
III
- A senhora loura é sua parenta? - pergunta Carolina, ao vizinho da poltrona.
- Sim. É minha tia.
- De que se vai operar?
- Ela, minha senhora, desde que perdeu o último filho, está perturbada. Vão fazer uma operação na cabeça dela, para ver se melhora o gênio.
Agenor voltou a olhar expressivamente para Carolina ...
IV
Eis que passam dois homens em avental branco, e Carolina, atenta ao movimento em torno, na expectativa de falar ao facultativo, ouviu, de relance:
- As cifras estatísticas de câncer uterino são avultadas - disse um.
- E aqui, na região, a incidência é grande? - pergunta o outro.
- Muitíssimo. Basta ver que a enfermaria feminina semmpre está com três a quatro casos ...
Agenor, ainda uma vez, olhou incisivamente para Carolina ...
V
Carolina levanta-se, resoluta. Agenor segue.
Vão transpondo a porta principal da casa de saúde, quanndo o solícito porteiro inquire:
- Não vai esperar, minha senhora?
- Não, meu amigo. O doutor está demorando. Preciso cuidar das crianças. Obrigada. Até logo.
- Então, Calu, em que ficamos? - pergunta Agenor, ao descer a rampa do hospital.
E Carolina responde:
- Não, Agenor, dos males o menor. Fico assim mesmo ...
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Almas em Desfile. Pelo Espírito Hilário Silva. FEB.

Carregar sua cruz. Quem quiser salvar a vida, perdê-la-á

Carregar sua cruz. Quem quiser salvar a vida, perdê-la-á
Bem ditosos sereis, quando os homens vos odiarem e separarem, quando vos tratarem injuriosamente, quando repelirem como mau o vosso nome, por causa do Filho do Homem. - Rejubilai nesse dia e ficai em transportes de alegria, porque grande recompensa vos está reservada no céu, visto que era assim que os pais deles tratavam os profetas. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 22 e 23.)
Chamando para perto de si o povo e os discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir nas minhas pegadas, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me; - porquanto, aquele que se quiser salvar a si mesmo, perder-se-á; e aquele que se perder por amor de mim e do Evangelho se salvará. - Com efeito, de que serviria a um homem ganhar o mundo todo e perder-se a si mesmo? (S. MARCOS, cap. VIII, vv. 34 a 36; - S. LUCAS, cap. IX, vv. 23 a 25; - S. MATEUS, cap. X, vv. 38 e 39; - S. JOÃO, cap. XII, vv. 25 e 26.)
"Rejubilai-vos, diz Jesus, quando os homens vos odiarem e perseguirem por minha causa, visto que sereis recompensados no céu." Podem traduzir-se assim essas verdades: "Considerai-vos ditosos, quando haja homens que, pela sua má-vontade para convosco, vos dêem ocasião de provar a sinceridade da vossa fé, porquanto o mal que vos façam redundará em proveito vosso. Lamentai-lhes a cegueira, porém, não os maldigais."
Depois, acrescenta: "Tome a sua cruz aquele que me quiser seguir", isto é, suporte corajosamente as tribulações que sua fé lhe acarretar, dado que aquele que quiser salvar a vida e seus bens, renunciando-me a mim, perderá as vantagens do reino dos céus, enquanto os que tudo houverem perdido neste mundo, mesmo a vida, para que a verdade triunfe, receberão, na vida futura, o prêmio da coragem, da perseverança e da abnegação de que deram prova. Mas, aos que sacrificam os bens celestes aos gozos terrestres, Deus dirá: "Já recebestes a vossa recompensa. "
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 24. Itens 17 a 19.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Senhor Jesus, dai-nos a paz

Senhor Jesus, dai-nos a paz, dai a paz para nossas famílias, nossos amigos, nossos filhos, nossos irmãos. Dai a paz, principalmente aos nossos inimigos e que eles possam perdoar-nos aquilo que lhes fizemos. Perdoe, Jesus, nossas faltas.
 Pedimos para que possamos com elas aprender e crescer.
Crescer na espiritualidade, em direção a Cristo.
 Pedimos que não nos percamos em culpas inúteis, mas que possamos, simplesmente, não cometer os mesmos erros.
E com isso, não precisarmos passar pelas mesmas provas. Ajuda-nos, 
Senhor, para que possamos fazer sempre o bem, ajudar sempre ao próximo. Ajuda-nos, 
Senhor, para que, sempre que ajudarmos alguém, possamos respeitar-lhe o livre arbítrio. 
Ajuda-nos, Senhor, para que não queiramos impor nossa vontade aos outros.
 Esteja, Jesus, o Senhor e seus mensageiros sempre junto de nós, para que possamos sempre contar com o seu auxilio no nosso trabalho cotidiano, no nosso trabalho espiritual, na nossa vida. Esperamos, Senhor, poder ser dignos da sua ajuda e da sua confiança e que não O decepcionemos nunca. 
Que estejamos, Senhor, sempre prontos quando precisares de nós. 
Sendo assim, Jesus, que a nossa vida seja sempre pautada pela Sua lei e pelos Seus desígnios.
 Obrigada, Senhor, por tudo que temos, por tudo de bom que recebemos e por todas as provas que nos permitem crescer. Amém

A funçäo dos pais na vida dos filhos


1ª fase da infância – Função Diretiva:
Os pais vão dirigir seus filhos para a prática do bom, do bem e do belo.
Fortalecendo o amor em sí mesmos, para próximo e para Deus.

A funçäo dos pais na vida dos filhos
2ª fase da Infância – Função orientativa:
Pais já podem orientar com base em conceitos para que ele reflita. Aqui os pais percebem o caráter do filho; trabalha pela transformação das características negativas do filho, reforçando as positivas.
Evitando a pretensão de criar o caráter.
Adolescência – o Espírito reencarnante “chegou”
Adolescente possui capacidade plena de elaborar conceitos, permitindo aos pais extrair o que ele/ela pensa – Aqui a prática do diálogo mais profundo com respeito exercitando as virtudes.
Cabe mais orientação, mas sempre direcionando com habilidade, efetividade e afetividade para que realmente aconteça o direcionamento para o bem, o bom e o belo, permitindo que haja a formação do caráter do adolescente.
Fase adulta:
Só é cabível a função sugestiva. Sugerem-se possibilidades de realização para o filho, de acordo com suas escolhas.
Convite aos pais a repensar o livre-arbítrio dos filhos; trabalhando em si o desapego as funções temporais.
Função colaborativa:
Em todas as fases, porque o compromisso maior do pai e da mãe é de colaborarem com Deus na formação daquele irmão em humanidade que estará transitoriamente, como filho do casal.
Conclusão:
Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos, para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter , porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente ,,,, (José Saramag

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Oração da Criança

Oração da Criança
Amigo:
Ajuda-me agora, para que eu te auxilie depois. Não me relegues ao esquecimento, nem me condenes à ignorância ou à crueldade.
Venho ao encontro de tua aspiração, do teu convívio, de tua obra...
Em tua companhia estou na condição da argila nas mãos do oleiro.
Hoje, sou sementeira, fragilidade, promessa...
Amanhã, porém, serei tua própria realização.
Corrige-me, com amor, quando a sombra do erro envolve-me o caminho, para que a confiança não me abandone.
Protege-me contra o mal.
Ensina-me a descobrir o bem, onde estiver.
Não me afastes de Deus e ajude-me a conservar o amor e o respeito que devo às pessoas, aos animais e às coisas que me cercam.
Não me negues tua boa vontade, teu carinho e tua paciência.
Tenho tanta necessidade do teu coração, quanto a plantinha tenra precisa da água para prosperar e viver.
Dá-me tua bondade e dar-te-ei cooperação.
De ti depende que eu seja pior ou melhor amanhã.
Pelo Espírito Emmanuel

A dor como alerta

A dor como alerta
Quando tudo vai bem em nossas vidas, em vez de dividirmos a nossa paz
e alegria com os outros, nos fechamos como que querendo nos proteger
e preservar a nossa suposta felicidade. Nesses momentos tornamo-nos
totalmente egoístas e insensíveis à dor do outro, e chegamos mesmo a
pensar que somos melhores e mais merecedores que os demais.
É um grande engano pensar e agir desta maneira.
Chegará o dia em que descobriremos que cada um de nós faz parte de um todo,
e que enquanto todos nós não nos unirmos para chegarmos ao mesmo objetivo,
sempre haverá a dor e o vazio. É como se cada um de nós fosse uma peça
numa máquina, sendo que se uma dessas peças não estiver bem,
compromete todo o funcionamento da mesma.
Ainda não conseguimos perceber que a nossa felicidade é a felicidade do outro.
Por isso, quando nos tornamos insensíveis, é a hora em que a dor vem nos
visitar para nos alertar de que somos iguais e que não há privilegiados.
A dor nos mostra que se hoje estamos numa situação privilegiada,
amanhã tudo poderá se inverter e poderemos estar passando pelas mesmas
dificuldades daqueles que tanto desprezamos. Não podemos nos esquecer
jamais de que fora da caridade não há salvação.
Olhemos para o próximo como olhamos para nós mesmos. Na medida do possível
façamos a nossa parte buscando amenizar a dor do outro, com palavras
de conforto, com carinho e atenção. Pode ser que amanhã sejamos nós
a precisarmos do amor e do carinho de alguém para nos acalentar nas nossas dores.
Por isso, nunca nos esqueçamos de que todos somos filhos de um mesmo Pai,
que nos ama indistintamente e que espera de nós o mesmo amor infinito
que tem por cada um!

Ostra ferida


Ostra ferida
Resultado de imagem para ostra Quando alguém nos mágoa ou nos fere ficamos muito tristes e até revoltados…
Devíamos lembrar que uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.
Pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior das ostras, como um parasita ou um grão de areia.
Na parte interna da concha é encontrada uma substância chamada nácar.
Quando o grão de areia penetra as células do nácar, estas começam a trabalhar e a cobrir o grão com camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando ali no seu interior.
Uma ostra que nunca foi ferida nunca vai produzir pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.
Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?Já foi incriminado sem nada ter feito??
Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas?
Já sentiu duros golpes de preconceito? Já recebeu o troco da indiferença?Conseguiu perdoar??Então vc produziu uma pérola.
Cubra suas mágoas com várias camadas de amor.
Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de sentimento.
A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com sentimentos pequenos, não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "ostras vazias", não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.Perdoar é uma arte!!!

Os dois anjos

Os dois anjos
Dois anjos viajantes pararam para passar a noite na casa de uma família rica.
A família era rude e se recusou a deixar os anjos ficarem no quarto de hospedes da mansão.
Em vez disso eles foram mandados a dormir num pequeno e frio espaço no porão.
Quando estavam fazendo sua camas no chão duro, o anjo mais velho viu um buraco na parede e consertou-o.
Quando o anjo mais novo viu perguntou o por que disso, o anjo mais velho respondeu: “As coisas nem sempre são o que parecem ser.”
Na próxima noite os anjos foram descansar na casa de pessoas muito pobres, mas muito hospitaleiras, um fazendeiro e sua esposa.
Depois de dividir o pouco de comida que tinham, o fazendeiro e sua esposa, acomodaram os anjos na sua cama onde poderiam ter uma boa noite de descanso.
Quando o sol nasceu na manhã seguinte os anjos encontraram o fazendeiro e sua esposa em lágrimas.
Sua vaca, cujo leite tinha sido sua única fonte de renda familiar, deitava morta no campo.
O anjo mais novo estava furioso e perguntou: “Como você pode deixar isto acontecer?
O primeiro homem tinha tudo e você o ajudou. A segunda família tinha pouco mas estava disposta a dividir tudo, e você deixou a vaca morrer.”
O anjo mais velho respondeu: “As coisas nem sempre são o que parecem ser.” E continuou: “Quando nós ficamos no porão daquela mansão, eu vi que havia ouro guardado naquele buraco na parede. Sendo o dono totalmente obcecado por dinheiro e incapaz de dividir sua fortuna, eu tampei o buraco para que ele não achasse o ouro.
“Então na noite passada quando estávamos dormindo na cama do fazendeiro, o anjo da morte veio buscar sua esposa, eu lhe dei a vaca no lugar de sua esposa.” “As coisas nem sempre são o que parecem ser”
Algumas vezes isto é exatamente o que acontece quando coisas não se concretizam do jeito que deveriam.
Se você tiver fé, você só precisa acreditar que tudo que acontece é em seu favor.
Você provavelmente não vai notar até algum tempo depois…

Caminharás por Amor

Caminharás por Amor
Por toda a vida, porque a vida é eterna… Por toda a vida, o Amor vai ser o seu maior trunfo…
Por toda a vida, os momentos serão eternos…
Por toda a vida, o seu coração guardará
todos os acontecimentos…
Por toda a vida, a sua consciência estará contigo…
Por toda a vida, a beleza do dia estará contigo,
assim como a lua e as estrelas estarão para o Universo…
Por toda a vida, há de lembrares de tudo
que fez e do que não fez…
Por toda a vida, terá em si a eternidade de sua alma…
Por toda a vida, verás que não há o fim…
Por toda a vida, movimentará o ser adiante…
Por toda a vida, viveras como se nunca tivesse morrido…
Por toda a vida, terá o trabalho incessante
da sua melhora interior…
Por toda a vida, caminharás por Amor.


Colo

Colo

Para dar colo é preciso pegar no colo? Nem sempre. Há pessoas que dão colo com as palavras, com o que elas carregam e transmitem. Elas reconfortam sem presença física, estando, apesar disso, presentes.
É possível se dar a alguém, ser importante, fazer importante, às vezes mesmo com um gesto aparentemente banal. Estamos atravessando uma era em que as pessoas se encontram muito mais profundamente que antes. Elas se acarinham, se amam, se sustentam, amenizam a solidão e ajudam a curar feridas e secar lágrimas.
Distância? Não existe! Não é bem assim, ela existe, mas não percebemos. Eu estou aqui e estou aí ao mesmo tempo, da mesma maneira como meus amigos estão em toda parte e dentro de mim. A gente só alcança o que está perto, não?
Jesus atravessou séculos e ainda hoje nos pega no colo, ainda hoje falamos com Ele, choramos o calvário e a crucificação. Ainda hoje nos sentimos amados e podemos seguir Seu exemplo.
Quando você quiser abraçar alguém, dar colo, reconfortar e que seus braços não alcançarem essa pessoa... dê um telefonema, escreva uma carta, envie um e-mail!... Seu carinho vai chegar da mesma forma, com o mesmo calor. Nunca duvide disso!...

Letícia Thompson

Contagem de Deus

Contagem de Deus
Tudo que se faz na vida fica na contagem de Deus, muitas vezes achamos
que é injustiça, não mereço isso, não mereço aquilo, mas qual é a reação
quando Deus nos coloca em seus braços e nos mostra que tudo está em seu
devido lugar nós é que deixamos de ver as situações na sua verdadeira essência.
Pois bem reclamar é mais fácil que reagir por isso estamos sempre na
lamentação das coisas, porque reagir requer sacrifício e renuncia,
mas ainda somos pequeninos demais para compreender as forças de Deus
em nossa existência. Sejamos mais simples menos complicados,
lamentações não vão resolver nossas dificuldades, o melhor a fazer é
abrir mão do orgulho e mergulhar na humildade, despindo-se de todas as
impurezas do pensamento renovando dia a dia fazendo uma faxina mental,
solidificando o coração nas boas intenções.
Remar a favor do bem é constituir na vida momentos de boas reflexões,
boas ações e bons sentimentos. Sejamos mais pacientes com aqueles que ainda
desconhecem o poder do amor e da caridade, porque estes são os irmãos que
nos ensinam diariamente a trabalhar em favor da nossa modificação.