domingo, 31 de maio de 2015

Tudo vem ao seu tempo


De uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas.
 Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto.
 Mas a natureza humana não é muito paciente. 
Temos pressa em tudo! Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.
 Mas alguém poderia dizer: - 
Mas qual é esse tempo certo? Bom, basta observar os sinais.
 Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida,
 Pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo.
 Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer.
 Mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar 
certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa! 
Basta você acreditar que nada acontece por acaso! 
E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas. 
Tente observar melhor o que está a sua volta. 
Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda. 
Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento

O amor que me basta.


O amor que me basta.

Nesse mundo que tem uma busca incessante pelo aparente e superficial, o belo fica recluso dentro de nós.
Sorrimos para os outros
Amamos para os outros
E para nós?
Nos amamos em que momento?
Quando sorriu para o espelho e disse: Eu te amo, cara!
Não espere chegar aqui para chorar pelo que não fez, pelo quanto não se amou.
Ame sua pele, seu cheiro, sorria-se pela manhã, abrace-se ao deitar-se.
Você se basta.
Não vivemos sozinhos, é notório, mas que nos amemos mais, “nos vivamos” mais.
- É pra embrulhar pra presente?
- Sim, por favor.
- Presente pra quem?
- Pra pessoa mais amada do mundo.
- Hum...
- EU!

Ele (a) se foi?
Paciência.
Continue seu caminho. Olhe no relógio e diga:
HORA DE SER FELIZ, O AMOR ME BASTA!

AS CHANCES


AS CHANCES

Aquele que te bate à porta
Pode ser a tua grande chance
De redenção e reajuste.
Aquele que te estende a mão
Pode ser a oportunidade
Que pediste ao Pai.
Aquele que te dá um sorriso,
Que será ignorado,
Pode ser aquele
Com quem te comprometestes,
Tempos atrás.
São estas palavras, lembretes
Para os homens desta terra,
Que tão pouca importância dão
A gestos tão importantes.
Que tão pouca atenção prestam
Aos sinais sutis
Que amigos tão dedicados
Enviam para sua orientação.

Um amigo.....

Abraço de filho


Abraço de filho deveria ser receitado por médico.

Há um poder de cura no abraço que ainda desconhecemos.

Abraço cura ódio. Abraço cura ressentimento. Cura cansaço. Cura tristeza.

Quando abraçamos soltamos amarras. Perdemos por instantes as coisas que nos têm feito perder a calma, a paz, a alma...

Quando abraçamos baixamos defesas e permitimos que o outro se aproxime do nosso coração. Os braços se abrem e os corações se aconchegam de uma forma única.

E nada como o abraço de um filho...

Abraço de Eu amo você. Abraço de Que bom que você está aqui. Abraço de Ajude-me.

Abraço de urso. Abraço de Até breve. Abraço de Que saudade!

Quando abraçamos, a felicidade nos visita por alguns segundos e não temos vontade de soltar.

Quando abraçamos somos mais do que dois, somos família, somos planos, somos sonhos possíveis.

E abraço de filho deveria, sim, ser receitado por médico pois rejuvenesce a alma e o corpo.

Estudos já mostram, com clareza, os benefícios das expressões de carinho para o sistema imunológico, para o tratamento da depressão e outros problemas de saúde.

O abraço deixou de ser apenas uma mera expressão de cordialidade ou convenção para se tornar veículo de paz e símbolo de uma nova era de aproximação.

Se a alta tecnologia - mal aproveitada - nos afastou, é o abraço que irá nos unir novamente.

Precisamos nos abraçar mais. Abraços de família, abraços coletivos, abraços engraçados, abraços grátis.

Caem as carrancas, ficam os sorrisos. Somem os desânimos, fica a vontade de viver.

O abraço apertado nos tira do chão por instantes. Saímos do chão das preocupações, do chão da descrença, do chão do pessimismo.

É possível amar de novo, semear de novo. É possível renascer.

E os abraços nos fazem nascer de novo. Fechamos os olhos e quando voltamos a abri-los podemos ser outros, vivendo outra vida, escolhendo outros caminhos.

Nada melhor do que um abraço para começar o dia. Nada melhor do que um abraço de Boa noite.

E, sim, abraço de filho deveria ser receitado por médico, várias vezes ao dia, em doses homeopáticas.

Mas, se não resistirmos a tal orientação, nada nos impede de algumas doses únicas entre essas primeiras, em situações emergenciais.

Um abraço demorado, regado pelas chuvas dos olhos, de desabafo, de tristeza ou de alívio.

Um abraço sem hora de terminar, sem medo, sem constrangimento.

Medicamento valioso, de efeitos colaterais admiráveis para a alma em crescimento.

* * *

Mas, se os braços que desejamos abraçar estiverem distantes? Ou não mais presentes aqui? O que fazer?

Aprendamos a abraçar com o pensamento.

O pensamento e a vontade criam outros braços e nossos amores se sentem abraçados por nós da mesma forma.

São forças que ainda conhecemos pouco e que nos surpreenderão quando as tivermos entendido melhor.

Abraços invisíveis a olho nu, mas muito presentes e consoladores para os sentidos do Espírito imortal, que somos todos nós

Quanta exigência!


Certo dia, uma senhora muito elegante chegou até a portaria de um orfanato e pediu para ver as crianças. Afirmou que desejava adotar uma delas.

Rica, sem filhos, desejava alegrar o seu lar com uma criança.

A diretora ficou entusiasmada. Afinal, não é todo dia que chega alguém disposto a adotar um pequenino.

Tomarei todas as providências necessárias e justas. Só existe um porém, disse a senhora, quero escolher.

A diretora começou as apresentações.

Entre ansiosas e assustadas, as crianças foram desfilando perante a senhora.

Olhando uma menina de olhos escuros, reclamou:

Esta não. É muito morena.

E para outra: Esta não, tem jeito de muito danadinha.

Esta não, tem olhos de gato assustado.

Ah, este menino não. É um garoto de olhar muito frio.

E por aí continuou: uma era anêmica, a outra tinha cabelos muito encrespados. Um garoto parecia ser sapeca, o outro não combinava com a cor dos olhos do marido. Ou então era muito grande. Com certeza, já deveria trazer vícios, defeitos de uma má educação. Difícil de reeducar.

Depois de examinar trinta e dois pequeninos, a senhora estava desolada:

Não tem mais nenhum? Onde estaria a criança que eu procuro?

Com serenidade, a diretora respondeu:

Minha irmã, a senhora me desculpe, mas o nosso estoque acabou. Acredito que seria bem melhor se a senhora procurasse a sua encomenda no céu, pois, nas condições que deseja, somente encontrará a sua criança entre os Espíritos de qualidade superior, os anjos.

* * *

Quantos de nós pensamos como a senhora da história?

Quantos afirmamos que desejamos adotar mas fazemos uma relação das qualidades físicas e morais da criança?

Tem que ser bonita, perfeita, recém-nascida. Ou então, de poucos meses. Se tiver mais que um ano, deve-se perceber que seja muito bem educada, gentil, delicada.

Quanta exigência!

Será que estamos procurando mercadoria? Não estamos nos dando conta que isso cheira a resquício de mercado de escravos, onde, não há muito tempo, íamos escolher os melhores espécimes, os que durassem mais, os mais fortes.

Continuamos a agir como se as crianças órfãs fossem simples mercadoria. E nas adoções não nos importamos de separar irmãos de sangue.

Onde está o amor ensinado pelo Senhor Jesus? Quem ama verdadeiramente não olha cor da pele, dos cabelos, dos olhos. Para quem ama não importam deficiências físicas ou mentais.

Mesmo porque os mais problemáticos é que devem sempre nos merecer maior atenção, redobrado cuidado, mais carinho.

Redação do Momento Espírita, com base
no cap. 14, do livro Almas em desfile, pelo Espírito Hilário Silva,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Redacionado em 1996.
Em 19.2.2014.

Ainda que eu falasse as línguas dos


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
¶ O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
¶ O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

1 Coríntios 13:1-13

AMAR É SOFRER?


AMAR É SOFRER?

Quem disse que “amar é sofrer” jamais amou.

O beijo do ar da madrugada desperta a vida que dorme.

O sorriso da lua engrinaldada de estrelas diminui as sombras.

A carícia do sol vitaliza todas as coisas.

E a chuva que lava a terra, e reverdece o chão, e abençoa o mundo, correndo no rio, esvoaçando na nuvem esgarçada, são as tuas expressões de amor, construtor real, demonstrando o teu poder, a tua grandeza e a minha pequenez.

Quem ama, sempre doa, e não sofre, porque ama.

Quem diz que amar é sofrer ainda está esperando pelo amor e jamais amou.

* * *

As palavras do poeta Tagore são fortes. Desafiam todos os autores que até hoje cantaram, emocionados, as dores do amor.

E foram tantos... E ainda são.

O amor do mundo sempre esteve vinculado à dor, pois sempre foi um amor apego, um amor posse, um amor desespero.

Agia-se no ímpeto por amor, e lá vinha a dor. Esperava-se indefinidamente por amor, e lá se iam anos de sofrer silencioso.

Nossa arte revela isso de forma magistral: o ser humano tentando sobreviver amando dessa forma.

Chegamos ao ponto de nos autoflagelarmos por ele, ou ainda, de acabar com nossa própria vida, por não suportar tal vil pesar. E o pior, achamos isso belo, romântico...

Imaturos fomos, assim como o que chamamos de amor ao longo das eras também o foi.

Inventamos um tal de amor à primeira vista, para justificar paixões retumbantes, apenas desejos ardentes muitas vezes...

Alguns ainda, aprenderam a chamar o ato da união sexual em si, de fazer amor, como se em toda coabitação ele estivesse obrigatoriamente presente – quem dera...

Entendemos pouco de amor.

E não foi por falta de bons exemplos.

Recebemos na Terra o Espírito que irradiava amor, e que proclamou esta palavra aos quatro ventos, de uma forma inesquecível.

O amor do qual Jesus falava era esse amor doação, o amor ágape.

Pode haver sofrimento em nosso coração ainda por algum tempo, mas não por amar, e sim, apenas por não sabermos amar de forma devida.

São nossos vícios que trazem as dores. O amor só traz alegria e paz, pois é responsável pela consciência pacificada.

A carícia do sol vitaliza todas as coisas e o amor verdadeiro é este sol, que sempre vitaliza e nunca enfraquece.

Nas piores noites o sorriso da lua engrinaldada de estrelas diminui as sombras. É novamente o amor, consolando, dando esperança, e jamais provocando mais escuridão.

É tempo de conhecer melhor o amor, agora que podemos ser mais maduros, que entendemos que não possuímos as coisas nem as pessoas; agora que entendemos que não estamos aqui para ter, mas para ser.

Ainda estamos esperando pelo amor, é certo, porém, cada movimento que fazemos em direção ao outro, deixando de lado o vício do egoísmo e do orgulho, é um passo que damos até ele.

E talvez logo descubramos que não fomos nós que esperamos pelo amor durante todo esse tempo, mas ele que sempre esperou por nós...

Redação do Momento Espírita, com base em trecho do
cap. XXII, do livro Estesia, de Rabindranath Tagore,

Harmonia íntima e menos stress.


Segundo os especialistas em comportamento humano, quem consegue praticar a metade dessas lições, com certeza terá mais harmonia íntima e menos stress.

As regras são as seguintes:
- Faça pausas de 10 minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você. Reflicta sobre suas atitudes.
- Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou, querer agradar a todos é um desgaste enorme.
- Planeie seu dia sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
- Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam seus quadros mentais, você se exaure.
- Esqueça de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua actuação, a não ser você mesmo.
- Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimonias.
- Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
- Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perde de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
- Tente descobrir o prazer de fatos quotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem achar que isso é o máximo a se conseguir na vida.
- Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias, em caso de conflitos espere um pouco e depois retorne com diálogo e ação.
- Saiba que a família não é você, ela está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
- Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, as vezes a trave do movimento e da busca.
- É preciso ter sempre alguém em quem se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de 100 quilómetros .
- Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância subtil de uma saída discreta.
- Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falarem de bom, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
- Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é óptimo… para quem quer ficar esgotado e perder o melhor de cada um destes momentos.
- A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
- Uma hora de intenso prazer substitui com folga três horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca as oportunidades de se divertir, porém esteja consciente do que é diversão para você.
- Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: A Intuição, A Inocência e A Fé.
- Por fim, entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: Você é o que fizer de você mesmo.

Mensagem: HÁBITOS INFELIZES


Mensagem: HÁBITOS INFELIZES

Usar pornografia ou palavrões, ainda que estejam supostamente na moda.
Pespegar tapinhas ou cotucões a quem se dirija a palavra.
Comentar desfavoravelmente a situação de qualquer pessoa.
Estender boatos e entretecer conversações negativas.
Falar aos gritos.
Rir descontroladamente.
Aplicar franqueza impiedosa a pretexto de honorificar a verdade.
Escavar o passado alheio, prejudicando ou ferindo os outros.
Comparar comunidades e pessoas, espalhando pessimismo e desprestígio.
Fugir da limpeza.
Queixar-se, por sistema, a propósito de tudo e de todos.
Ignorar conveniências e direitos alheios.
Fixar intencionalmente defeitos e cicatrizes do próximo.
Irritar-se por bagatelas.
Indagar de situações e ligações, cujo sentido não possamos penetrar.
Desrespeitar as pessoas com perguntas desnecessárias.
Contar piadas suscetíveis de machucar os sentimentos de quem ouve.
Zombar dos circunstantes ou chicotear os ausentes.
Analisar os problemas sexuais seja de quem seja.
Deitar conhecimentos fora de lugar e condição, pelo prazer de exibir cultura e competência.
Desprestigiar compromissos e horários.
Viver sem método.
Agitar-se a todo instante, comprometendo o serviço alheio e dificultando a execução dos deveres próprios.
Contar vantagens, sob a desculpa de ser melhor que os demais.
Gastar mais do que se dispõe.
Aguardar honrarias e privilégios.
Não querer sofrer.
Exigir o bem sem trabalho.
Não saber agüentar injúrias ou críticas.
Não procurar dominar-se, explodindo nos menores contratempos.
Desacreditar serviços e instituições.
Fugir de estudar.
Deixar sempre para amanhã a obrigação que se pode cumprir hoje.
Dramatizar doenças e dissabores.
Discutir sem racionar.
Desprezar adversários e endeusar amigos.
Reclamar dos outros aquilo que nós próprios ainda não conseguimos fazer.
Pedir apoio sem dar cooperação.
Condenar os que não possam pensar por nossa cabeça.
Aceitar deveres e largá-los sem consideração nos ombros alheios.

pelo Espírito André Luiz. Francisco Cândido Xavier. Da obra: Sinal Verde

Quando as dores da alma




Quando as dores da alma se transformam nas dores do corpo, nem mesmo a medicina, hoje em dia já tão avançada, é capaz de explicar suas causas e origens.

Ao sentirmos dores no corpo, em geral, temos o hábito de deixar para lá ou nos automedicar, não dando muita importância aos motivos que levaram aquela dor a aparecer. Mas, às vezes essa dor vem de tal forma insistente que não nos deixa alternativa a não ser recorrer aos médicos em busca de uma solução. No entanto, há muitos casos onde a medicina não consegue solucionar esse problema, foge ao seu alcance a cura e nos tornamos dependentes de remédios que aliviam nosso sofrimento, mas não o finalizam.

Onde existe dor é preciso estar atento ao fato de que é provável localizar ai algum distúrbio de sentimentos e padrões comportamentais. Não é uma regra, mas muitas vezes a dor surge como um pedido de socorro. Quando estamos adentrando por um caminho que não será produtivo para nós, ou nos encontramos em uma condição de pensamentos que nos envenenam a alma, a dor aparece como uma tentativa da vida de nos resgatar, nos obrigando a parar tudo e focar em nós mesmos.

Outra condição que é bastante interessante de ser analisada é o fato de que a dor nos torna mais frágil, e essa fragilidade algumas vezes é positiva para nos reaproximar com pessoas, amigos, amores, familiares, com os quais estávamos travando uma batalha. Quando a dor surge na forma de uma doença, é muito válido observar como a trégua se faz entre as pessoas, todos os motivos que antes eram o bastante para gerar conflitos perdem a força e as pessoas se unem, se solidarizam pelo bem estar e recuperação daquele que agora precisa de carinho e atenção.

Perceba que essa dor, que normalmente surge na hora menos apropriada, nos aflige e nos faz sofrer (não somente a nós mais também aqueles que nos amam) é também uma semente de esperança, pois nos obriga a sair de nossa zona de conforto nos fazendo encarar nossos medos, reavaliar sentimentos e reajustar relacionamentos. Voltando-nos, dessa forma, para dentro de nós mesmos nos coloca frente a frente com os reais valores e significados que a vida deveria ter.

Quantas pessoas descobrem a sua força somente quando são forçadas a serem fortes; Quantas pessoas ultrapassam seus limites quando se veem obrigadas a arriscar e ir além de suas próprias crenças; Quantos de nós nos surpreendemos com o amor ou a dedicação de alguém justamente quando pensamos que não haveria ninguém ao nosso lado. São sementes de esperança que germinam diante da dor nos provando uma vez mais que a vida tem seus próprios meios de nos fazer caminhar.

A dor é um convite à renovação, é um apelo da vida para nos mostrar que alguma coisa está fora do eixo, sendo necessário voltarmos nossos olhos para dentro de nós mesmos e para tudo que nos cerca de forma que possamos perceber o que precisa e pode ser realinhado. Quando não sabemos exteriorizar nossos conflitos internos corretamente acabamos por refletir isso em nosso corpo, armazenando tensões que resultam em dor e sofrimento. Somente o balanço correto entre nossos sentimentos e a realidade a nossa volta, será capaz de liberar o nosso corpo do sofrimento que é imposto pela nossa alma.

Se a visita da dor bate a sua porta antes de indagar “Por quê?” pergunte a si mesmo “Para que?”, a resposta a essa pergunta te indicará o melhor caminho para o reequilíbrio interior tornando-te apto e enfrentar as lutas diárias com mais serenidade e confiança. Quando descobrimos de onde a dor vem aprendemos para onde ela vai.

(Maisa Baria)

Todo mundo carrega uma sombra

Todo mundo carrega uma sombra, e quanto menos ela está incorporada na vida
 consciente do indivíduo, mais negra e densa ela é.
 Se uma inferioridade é consciente, sempre se tem uma oportunidade de corrigi-la. 
Além do mais, ela está constantemente em contato com outros interesses, de modo
 que está continuamente sujeita a modificações.
 Porém, se é reprimida e isolada da consciência, jamais é corrigida, e pode irromper 
subitamente em um momento de inconsciência. 
De qualquer modo, forma um obstáculo inconsciente, impedindo nossos mais 
bem-intencionado propósitos” (Carl G. Jung)

VERIFICAR A SI MESMO

VERIFICAR A SI MESMO

Antes de acusar a outrem de ser ignorante, verifique seu grau de tolerância para com ele.

Ao visualizar um fanático, observe seu comportamento diante de suas próprias propostas de ordem religiosa.

Quando provocado por alguém "sem educação", tome para si mesmo o mau exemplo e reaja com gentileza.

Se uma pessoa insegura o incomoda, recorde que você mesmo não terá segurança em tudo na sua própria experiência.

Eventualmente a presença de algum ingrato pertuba e irrita, mas recorde-se de que cada pessoa precisa vigiar perenemente para não se tornar um deles no momento seguinte.

Recorde-se de auxiliar ao que comete o erro, principalmente servindo de exemplo justo e correto, pois somente assim temos condição de amparar e encaminhar alguém, já que as palavras soltas ao vento são verbo sem sentido quando não acompanhadas de atitude.

Palavras vazias não constroem.

Atitudes serenas edificam.

Perdoe sempre o erro alheio, assim como o seu próprio, pois a Vida se encarrega, naturalmente, de corrigir a todos.

Mensagem recebida em 12 de abril de 2015
Militão Pacheco

DEUS É BOM .



Deus é bom
Deus é bom

Deus é bom, e disse que tudo o que Ele criou foi bom! Inclusive o homem! Mas...

O homem dorme mal, se alimenta mal, mente, compra e não paga, é desobediente, polui os rios e mares, devasta as florestas.

Aprisiona os animais ( que foram criados para liberdade, assim como o homem ) nas gaiolas, nos aquários e nos zoológicos, violenta crianças, mulheres e animais, com todo tipo de atrocidade.

É escravo do consumismo, da vaidade, da gula, do sexo e de toda espécie de pecado. Não aceita o tipo de cabelo, a forma do nariz, da boca, a cor dos olhos, e quer mudar tudo o que Deus fez, até o curso dos rios.

Até quando meu Deus ? Só o Senhor sabe. Eu só sei que o Senhor é bom!!
Tania Passos

Há vida depois do útero, há vida após a morte?


Há vida depois do útero, há vida após a morte?
Nós fomos criados para sermos eternos.

Viveremos no máximo 100 anos sobre a terra, mas para sempre na eternidade. Embora saibamos que com o tempo todos morreremos a morte sempre parece anormal e injusta. A razão pela qual sentimos que deveríamos viver para sempre é que Deus condicionou nossa mente com esse desejo.
Um dia nosso coração parará de bater. Então será o fim de nosso corpo e de nosso tempo na terra, mas não será o fim. Nosso corpo terreno é apenas uma residência temporária de nosso espirito, e o nosso espírito anseia pela vida eterna. A Bíblia chama o nosso corpo terreno de temporária habitação, mas se refere ao nosso futuro corpo com uma “casa”. A Bíblia diz: De fato, nós sabemos que, quando for destruída esta barraca em que vivemos, que é o nosso corpo aqui na terra, Deus nos dará, para morarmos nela, uma casa no céu. Essa casa não foi feita por mãos humanas; foi Deus quem a fez, e ela durará para sempre. Veja bem meus amigos à vida aqui na terra nos oferece muitas opções, mas ela é passageira, ela é como a neblina que se dissipa rapidamente, a eternidade nos oferece apenas duas: céu ou inferno, e cabe a cada um de nós escolhermos. Se escolhermos o céu - o melhor caminho para atingir o objetivo é ter um bom relacionamento com Deus aqui terra. Essa ação determinará o relacionamento com Deus na eternidade. Jesus é o caminho, a verdade e a vida, ninguém chega ao Pai se não for por meio dele. Se Jesus é o caminho, então o melhor é andar por este caminho, aprendendo a amar Jesus, o filho de Deus, e confiar nele, nós seremos convidados a passar o resto da eternidade com ele junto do Pai, entretanto, se desprezarmos o amor, o perdão e a salvação que ele oferece, passaremos a eternidade separada dos dois.
Existem dois tipos de pessoas – as que dizem a Deus: seja feito a sua vontade, e aqueles a que Deus diz: ‘Então tudo bem faça do seu jeito’. Tragicamente, muitas pessoas terão de suportar a eternidade sem Deus, pois escolheram viver sem ele aqui na terra.
Quando compreendermos plenamente que há mais na vida que apenas o aqui-e-o-agora e perceber que a vida é apenas uma preparação para a eternidade, começaremos a viver de forma diferente. Começaremos a viver a luz da eternidade, e isso nos dará nova perspectiva de como lidar com cada relacionamento, tarefa ou circunstância. De repente, muitas atividades, metas e até mesmo problemas que pareciam importantes se mostrarão banais, insignificantes e indignos de nossa atenção. Quanto mais vivermos a Palavra de Deus, menor todo o resto parecerá. Conseguiremos enfrentar os problemas e as angustias que surgem no dia-a-dia com mais sabedoria e mais tranquilidade. Quando vivemos à luz da eternidade, nossos valores mudam, passamos a utilizar mais sabiamente o nosso dinheiro e o nosso tempo. Passamos dar maior valor a personalidade e aos nossos relacionamentos, em vez de valorizarmos fama, riqueza, realizações ou mesmo prazeres. Nossas prioridades serão reorganizadas. Manter-se em dia com as tendências, modas e valores populares já não será tão importante. O apostolo Paulo disse: Antigamente eu pensava que todas essas coisas eram muito importantes, mas agora eu as considero sem valor algum por causa do que Cristo fez.
Se o nosso tempo sobre a terra fosse todo voltado para a nossa vida, eu sugeria que começássemos a vivê-la imediatamente. Nós poderíamos deixar de ser bons ou éticos e não teríamos de se preocupar com as consequências de nossas ações. Poderíamos dedicar a si próprio de modo totalmente egocêntrico (que tudo deve caminhar a nosso favor por achar que somos os únicos a merecer; sem nos preocuparmos com o nosso semelhante), porque nossas ações não teriam consequências de longo prazo. Mas – e isso faz toa à diferença – a morte não é o fim, mas a transição para a eternidade. Por isso existem consequências eternas para tudo aquilo que fazemos na terra. Cada ato de nossa vida toca um acorde que soará na eternidade. O maior prejuízo da nossa vida é o raciocínio errôneo a curto prazo. Para tirar o máximo da vida, devemos manter sempre em nossa mente a visão da eternidade, e em nosso coração, o valor que ela representa. Meus amigos há muito mais na vida que apenas o aqui-e-agora! O que enxergamos hoje é apenas a ponta do iceberg. A eternidade é todo o resto que não vemos na superfície.
Nós fomos criados a imagem e semelhança de Deus, mas com o passar do tempo vivendo neste mundo perdemos essa essência. E é justamente isso que temos que procurar a qualidade predominante de Deus. Para recuperarmos a origem, deveremos ser superior ao mundo, então poderemos experimentar uma nova vida, o Reino da Luz e da Paz. Deus tem um propósito para a nossa vida na terra, mas ele não termina aqui. O Plano de Deus envolve muito mais do que as poucas décadas que passaremos neste planeta. É mais do que a oportunidade de toda uma vida. Deus nos oferece uma oportunidade para além de toda uma vida. A bíblia diz: Mas o que o Senhor planeja dura para sempre, as suas decisões permanecem eternamente.
O único momento em que as pessoas pensam a respeito da eternidade é nos enterros, e mesmo nessas ocasiões são pensamentos frequentemente sentimentais e superficiais, baseados na ignorância. Podemos pensar que é doentio pensar a respeito da morte, mas na verdade não é saudável viver negando-a, sem a considerar inevitável.
Seremos tolos se passarmos pela vida despreparados para o que todos sabemos que acabará acontecendo. Devemos pensar mais a respeito da eternidade e não menos. Assim como os nove meses que passamos no útero de nossa mãe não tinha um fim em si, mas era uma preparação para a vida, também a vida é uma preparação para o que vem a seguir. Se possuirmos um relacionamento com Deus por meio de Jesus, não será preciso temer a morte. Ela é a porta para a eternidade. Será o último momento de nosso tempo na terra, mas não será o fim. Em vez de ser o fim de nossa vida, será o nosso renascimento na vida eterna. A Bíblia: Porque este mundo não é nossa pátria, nós estamos aguardando a nossa pátria eterna no céu. Amigos, em comparação com a eternidade, nosso tempo na terra não passa de um piscar de olhos, mas as consequências durarão para sempre. O que fizermos nesta vida definirá o destino na próxima. Baseado nisso, entende-se que se escaparmos da primeira morte a segunda não terá poder sobre nós – A primeira morte é a espiritual, se estivermos produzindo frutos virtuosos, corretos e honrados, a segunda morte, não terá poder sobre nós assim como não teve poder contra Jesus, portanto meus amigos sejamos então a imagem e semelhança de Jesus par que no último dia poderemos passar por esta prova e definitivamente entrar pela porta estreita que desemboca infalivelmente na vida eterna.
Fonte: Bíblia Sagrada e Uma vida com propósitos de Rick Warren.
José Renato Bueno.
joserenatobueno e Fonte Bíblia Sagrada e Uma vida com propósitos de Rick

TEXTO MARAVILHOSO DO FREI BETTO

TEXTO MARAVILHOSO DO FREI BETTO

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...

A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:...

"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!!

energias salutares


Atualmente, somos influenciados também pelas energias salutares ou pesadas da mídia, das redes sociais, da televisão. Cada imagem, frase, é recebida por nossos pensamentos. E essas energias nem sempre são salutares e podem contaminar nossa mente e nosso organismo.

"Tenha e não mantenha!"

Por dia uma pessoa normal tem 25 milhões de pensamentos e , em sua maioria, nem sempre são bons.

E, se você está de luto, sofrendo , tem que se vigiar mais porque espíritos

endurecidos poderão se acercar das pessoas mais sofridas para levá-las à depressão, ao suicídio e a falta de fé e esperança.

E, se a pessoa alimenta esses monstros, miasmas negativos, se torna uma pessoa deprimida, doente.

Ore bastante!

Os anjos guardiões estão sempre ao nosso lado prontos a nos ajudar.

Um lindo dia!

"Regras básicas de economia"

"Regras básicas de economia"

-Não gaste mais do que ganha.
-Não se comprometa com o que não pode pagar.
-Não faça planos contando com a boa sorte. Pois ela pode não acontecer.
-Não deixe suas finanças dependerem da boa vontade de terceiros.
-Evite o desperdício e contenha mais o seu impulso de gastar. Quem compra tudo que vê acaba nem sabendo para quem deve.
-Opte sempre pela qualidade. Pois o barato, muitas vezes, sai caro.
-Reserve uma porcentagem do que ganha para investir em divertimento. Pois quem não se diverte perde em rendimento.
--Evite ao máximo mexer no dinheiro do caixa. Pois ele é a base de sustentação da sua vida financeira. Quando ele quebra o resto cai junto.
-Lembre-se que o dinheiro é o agente facilitador que precisa ser administrado com inteligência e bom senso. Portanto, crie meios de adquiri-lo com sabedoria e honestidade. Porque o verdadeiro rico não é somente aquele que tem muito dinheiro mas, principalmente, aquele que sabe dar o seu devido valor e que o trata com respeito e carinho como se ele fosse um amigo inestimável!

Carlinhos de Aruanda

QUE ME PERDOEM OS FÚTEIS

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QUE ME PERDOEM OS FÚTEIS ,OS VAIDOSOS 
E TODOS QUE NÃO ASSUMEM SUA VERDADE !!!

"Não é importante a opinião pública"

Esse negócio de ficar se apertando por dentro só para não parecer

 ridículo não acaba bem e nem é saudável
Você fica se forçando a ser quem não é, se obriga a ter certo tipo de 

 comportamento só para agradar a opinião dos outros e ainda quer ser feliz? Não dá.
Você já notou o quanto você é escravo da opinião alheia?
Você não faz nada sem o aval de terceiros. Coloca o que os outros vão

 pensar a seu respeito em primeiro plano e o que você sente em último. 
Isso é desvalorização.
O que você sente deve ser prioridade em sua vida. 

Que se dane a opinião pública a seu respeito. 
Seja o que você é e pronto.
Porque quem não se permite ser o que é por bem, acaba se revelando na esclerose!

sábado, 30 de maio de 2015

O ANJO E O MALFEITOR

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 O Mensageiro do Céu volveu do Alto a sombrio vale do mundo, em apoio de
centenas de criaturas mergulhadas na enfermidade e no crime, na, miséria e na ignorância, e, necessitando de concurso alheio para estender socorro urgente, começou por recorrer a publicação de apelos do Próprio Evangelho, induzindo corações, em nome do Cristo, à compaixão e a caridade.
Entretanto, porque tardasse qualquer resultado concreto, de vez que todos os habitantes do vale se comoviam com as legendas, mas não se encorajavam à menor manifestação de amparo ao próximo, o Enviado Celestial, convicto de que fora recomendado pelo Senhor a servir e não a questionar, julgou mais acertado assumir a forma de um homem e solicitar sem delongas o apoio de alguém que lhe pudesse prestar auxílio.
Materializado a preceito, procurou pela colaboração dos homens considerados mais responsáveis. Humilde e resoluto, repetia sempre o mesmo convite à prática evangélica, registrando respostas que o surpreendiam pela diferença.
O VIRTUOSO – Não posso manchar meu nome em contacto com os viciosos e transviados.
O SÁBIO – Cada qual está na colheita daquilo que semeou. Falta-me tempo para ajudar vagabundos, voluntariamente distanciados da própria restauração.
O PRUDENTE – Não posso arriscar minha posição dificilmente conquistada, na intimidade de pessoas que me prejudicariam a estima publica.
O FILANTROPO – Dou o dinheiro que seja necessário, mas de modo algum me animaria a lavar feridas de quem quer que seja.
O PREGADOR – Que diriam de mim se me vissem na companhia de criminosos?
O FILÓSOFO – Nunca desceria a semelhante infantilidade… Aspiro a alcançar as mais altas revelações do Universo. Devo estudar infinitamente… Além disso, estou cansado de saber que, se não houvesse sofrimento, ninguém se livraria do mal…
O PESQUISADOR DA VERDADE – Não sou a pessoa indicada. Caridade é capa de muitas dobras, que tanto acolhe o altruísmo quanto a fraude. Não me incomode… Procuro tão somente as realidades essenciais.
Desencantado, o Mensageiro bateu à porta de conhecido malfeitor, aliás, a pessoa menos categorizada para a tarefa, e reformulou a solicitação. O convidado, embora os desajustes íntimos, considerou, de imediato, a honra que o Senhor lhe fazia, propiciando-lhe o ensejo de operar no levantamento do bem geral, e meditou, agradecido, na Infinita Bondade que o arrancava da condenação para o favor do serviço. Não vacilou. Seguiu aquele desconhecido de maneiras fraternais que lhe pedia cooperação e entregou-se decididamente ao trabalho. Em pouco tempo, conheceu a fundo o martírio das mães desamparadas, entre a doença e a penúria, carregando órfãos de pais vivos; o pranto das viúvas relegadas à solidão; as aflições dos enfermos que esperavam a morte nas arcas de ninguém; a tragédia das crianças abandonadas; o suplício dos caluniados sem defesa; os problemas terríveis dos obsidiados sem assistência; a mágoa das vítimas dos preconceitos levados ao exagero pelo orgulho social; a angústia dos sofredores caídos em desespero pela ausência de fé…
Modificado nos mais profundos sentimentos, o ex-malfeitor consagrou-se ao alívio e à felicidade dos outros, e, percebendo necessidades e provações que não conhecia, procurou instruir-se e aperfeiçoar-se. Com quarenta anos de abnegação, adquiriu as qualidades básicas do Virtuoso, os recursos primordiais do Sábio, o equilíbrio do Prudente, as facilidades econômicas do Filantropo, a competência do Pregador, a acuidade mental do Filósofo e os altos pensamentos do Pesquisador da Verdade…
Quando largou o corpo físico, pela desencarnação – Espírito lucificado no cadinho da própria regeneração, ao calor do devotamento ao próximo -, entrou vitoriosamente no Céu, para a ascensão a outros Céus…
Um dia, chegaram ao limiar da Esfera Superior o Virtuoso, o Sábio, o
Prudente, o Filantropo, o Pregador, o Filósofo e o Pesquisador da Verdade…
Examinados na Justiça Divina, foram considerados dignos perante as Leis do Senhor; entretanto, para o mérito de seguirem adiante, luzes acima, faltava-lhes trabalhar na seara do amor aos semelhantes… Enquanto na Terra não haviam desentranhado os tesouros que Deus lhes havia conferido em benefício dos outros Cabia-lhes, assim, o dever de regressar às lides da reencarnação, mas, porque haviam abraçado conduta respeitável no mundo, o Virtuoso receberia, na existência vindoura, mais veneração, o Sábio mais apreço, o Prudente mais serenidade, o Filantropo mais dinheiro, o Pregador mais inspiração, o Filósofo mais discernimento e o Pesquisador da Verdade mais luz…
Observando, porém, que o malfeitor, sobejamente conhecido deles todos, vestia alva túnica resplendente, funcionando entre os agentes da Divina Justiça, começaram a discutir entre si, incapazes de reconhecer que na obra do amor qualquer filho de Deus encontra os instrumentos e caminhos da própria renovação. Desalentados, passaram a reclamar… Em nome dos companheiros, o Virtuoso aproximou-se do orientador maior que lhes revisava os interesses no Plano Espiritual e indagou:
-Venerável Juiz, por que motivo um malfeitor atravessou antes de nós, as fronteiras do Céu?!…
O magistrado, porém, abençoou-lhe a inquietação com um sorriso e informou, simplesmente.
- Serviu.
Chico Xavier ( médium )
Irmão X ( espírito ) Livro: Estante da Vida

PORQUÊ?


PORQUÊ?

Enquanto o ônibus deslizava de Nova Iorque para Miami, Adolph Hunt, proprietário de extensos pomares na Flórida, dizia para o companheiro de poltrona.

– Imagine você, Fred, que andam veiculando por aí supostos recados do Espírito de meu pai, falando em virtude e regeneração… Aperfeiçoamento é negócio de tempo. Hoje em dia, qualquer menino sabe o que vem a ser evolução… Ora, se ninguém pode trair a obra gradativa do progresso, para que essa máquina aparatosa de Espíritos e médiuns, fenômenos e mensagens que o Espiritismo pretende acionar, no mundo, em nome de Deus e de imaginários Mensageiros Divinos? Pode você dizer-me o que Deus tem lá com isso? Ou, ainda, que têm conosco os chamados Amigos Espirituais?

O interlocutor, encorajado pela atenção de outros ouvintes, gargalhava irônico e chancelava:

– Eu também creio assim… Estamos com Deus ou com a evolução…

Mediunidade é balela. Nem Deus e nem Espíritos interferirão com as leis da vida…

A conversa alongou-se, nesse tom, quando Adolph, chegado ao ponto de destino, veio a saber por um amigo que a sua maior estância havia sido varrida por violento furacão…

De pronto, valeu-se do automóvel e tocou para o sítio indicado e oh desolação! Centenas de árvores frutíferas, notadamente as laranjeiras de classe, jaziam mutiladas ou retorcidas, exigindo cuidados imediatos.

Terrivelmente surpreendido, ele, que acima de tudo amava o enorme pomar, convocou os filhos ausentes e os empregados de sua organização a trabalho reparador e, durante quatro dias compridos, nos quais ele próprio não descansou, a enorme chácara recebeu socorro e restauração.

Na quinta noite, após o desastre, quando pôde enfim entregar-se ao repouso, sonhou com o pai, a dizer-lhe com benevolente sorriso:

– Meu filho, se você, meus netos e os nossos cooperadores de serviço, imperfeitos como ainda são, se empenharam, com tanto carinho, pela salvação de um laranjal, porque negar a Deus, nosso Pai de Infinito Amor e aos Bons Espíritos, nossos Irmãos Maiores, o direito de se interessarem pela melhoria da Humanidade?

Adolph Hunt, retomou o corpo físico e prosseguiu escutando a voz paterna a se lhe entranhar na acústica da alma:

– Porquê? Porquê, meu filho?

Waldo Vieira (médium)
Hilário Silva (espírito) Livro: Entre Irmãos de Outras Terras

BELARMINO BICAS



BELARMINO BICAS

Depois da festa beneficente, em que servíramos juntos, Belarmino Bicas, prezado companheiro a que nos afeiçoamos, no Plano Espiritual, chamou-me à parte e falou, decidido:

- Bem, já que estivemos hoje em tarefa de solidariedade, estimaria solicitar um favor…

Ante a surpresa que nos assaltou, Belarmino prosseguiu:

- Soube que você ainda dispõe de alguma facilidade para escrever aos companheiros encarnados na Terra e gostaria de confiar-lhe um assunto…

- Que assunto?

- Acontece que desencarnei com cinqüenta e oito anos de idade, após vinte de convicção espírita. Abracei os princípios codificados por Allan Kardec, aos trinta e oito, e como sempre fora irascível por temperamento, organizei, desde os meus primeiros contatos com a Doutrina Consoladora, uma relação diária de todas as minhas exasperações, apontando-lhes as causas para estudos posteriores… Os meus desconchavos, porém, foram tantos que, apesar dos nobres conhecimentos assimilados, suprimi, inconscientemente, vinte e dois anos da quota de oitenta que me cabia desfrutar no corpo físico, regressando à Pátria Espiritual na condição de suicida indireto… Somente aqui, pude examinar os meus problemas e acomodar-me às desilusões… Quantos tesouros perdidos por bagatelas! Quanta asneira em nome do sentimento!…

E, exibindo curioso papel, Belarmino acrescentava:

- Conte o meu caso para quem esteja ainda carregando a bagagem do azedume! Fale do perigo das zangas sistemáticas, insista na necessidade da tolerância, da paciência, da serenidade, do perdão! Rogue aos nossos companheiros para que não percam a riqueza das horas com suscetibilidades e amuos, explique ao pessoal na Terra que mau-humor também mata!…

Foi então que passei à leitura da interessante estatística de irritações, que não me furto à satisfação de transcrever: Belarmino Bicas – número de cóleras e mágoas desnecessárias com a especificação das causas respectivas, de 1936 a 1956:

1811 em razão de contrariedades em família;

906 por indispor-se, dentro de casa, em questões de alimentação e higiene;

1614 por altercações com a esposa, em divergências na conduta doméstica e social;

1801 por motivo de desgostos com os filhos, genros e noras;

11 por descontentamentos com os netos;

1015 por entrar em choque com chefes de serviço;

1333 por incompatibilidade no trato com os colegas;

1012 em virtude de reclamações a fornecedores e lojistas em casos de pouca monta;

614 por mal-entendidos com vizinhos;

315 por ressentimentos com amigos íntimos;

1089 por melindres ante o descaso de funcionários e empregados de instituições diversas;

615 por aborrecimentos com barbeiros e alfaiates;

777 por desacordos com motoristas e passageiros desconhecidos, em viagem de ônibus, automóveis particulares, bondes e lotações;

419 por desavenças com leiteiros e padeiros;

820 por malquistar-se com garçons em restaurantes e cafés;

211 por ofender-se com dificuldades em serviços de telefones;

90 por motivo de controvérsias em casas de diversões;

815 por abespinhar-se com opiniões alheias em matéria religiosa;

217 por incompreensões com irmãos de fé, no templo espírita;

901 por engano ou inquietação, diante de pesares imaginários ou da perspectiva de acontecimentos desagradáveis que nunca sucederam.

Total: 16.386 exasperações inúteis.

Esse o apanhado das irritações do prestimoso amigo Bicas: 16.386 dissabores dispensáveis em 7.300 dias de existência, e, isso, nos quatro lustros mais belos de sua passagem no mundo, porque iluminados pelos clarões do Evangelho Redivivo. Cumpro-lhe o desejo de tornar conhecida a sua experiência que, a nosso ver, é tão importante quanto as observações que previnem desequilíbrios e enfermidades, embora estejamos certos de que muita gente julgará o balanço de Belarmino por mera invencionice de Espírito loroteiro.

Médium: Chico Xavier Espírito: Irmão X

A SALVAÇÃO INESPERADA

A SALVAÇÃO INESPERADA


Num país europeu, certa tarde, muito chuvosa, um maquinista, cheio de fé em Deus, começando a acionar a locomotiva com o trem repleto de passageiros para longa viagem, fixou o céu escuro e repetiu, com sentimento a oração dominical.

O comboio percorreu léguas e léguas, dentro das trevas densas, quando, alta noite, ele viu, a luz do farol aceso, alguns sinais que lhe pareceram feitos pela sombra de dois braços angustiados a lhe pedirem socorro.

Emocionado, fez o trem parar, de repente, e, seguido de muitos viajantes, correu pelos trilhos de ferro, procurando verificar se estavam
ameaçados de algum perigo.

Depois de alguns passos, foram surpreendidos por gigantesca inundação que, invadindo a terra com violência, destruíra a ponte que o comboio deveria atravessar.

O trem fora salvo, milagrosamente.

Tomados de infinita alegria, o maquinista e os viajores procuraram a pessoa que lhes fornecera o aviso salvador, mas ninguém aparecia. Intrigados, continuaram na busca, quando encontraram no chão um grande morcego agonizante. O enorme voador batera as asas, á frente do farol, em forma de dois braços agitados, e caíra sob as engrenagens. O maquinista retirou-o com cuidado e carinho, mostrou-o aos passageiros assombrados e contou como orara, ardentemente, invocando a proteção de Deus, antes de partir. E, ali mesmo, ajoelhou-se, ante o morcego que acabava antes de morrer, exclamando em alta voz:

Pai Nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu: o pão nosso de cada dia dá-nos hoje, perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos os nossos devedores, não nos deixes cair em tentação e livra-nos do mal, porque teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Assim seja.

Quando acabou de orar, grande quietude reinava na paisagem.Todos os passageiros, crentes e descrentes, estavam ajoelhados, repetindo a prece com amoroso respeito. Alguns choravam de emoção e reconhecimento, agradecendo ao Pai Celestial, que lhes salvara a vida, por intermédio de um animal que infunde tanto pavor às criaturas humanas. E até a chuva parara de cair, como se o céu silencioso estivesse igualmente acompanhado acompanhando a sublime oração.

Meimei
Fonte: O Mensageiro

sexta-feira, 29 de maio de 2015

QUANDO,

QUANDO, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-me: eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas;

QUANDO te julgares incompreendido dos que te circundam e vires que, em torno, a indiferença recrudesce, acerca-te de mim: eu sou a luz, sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos;

QUANDO se te extinguir o ânimo para arrostares as vicissitudes da vida e te achares na iminência de desfalecer, chama-me: eu sou a força capaz de remover-te as pedras dos caminhos e sobrepor-te às adversidades do mundo;

QUANDO, inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de mim: eu sou o refúgio, em cujo seio encontrarás guarida para o teu corpo e tranqüilidade para o teu espírito;

QUANDO te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te considerares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me: eu sou a paciência, que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar das situações mais difíceis;

QUANDO te debateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos dos caminhos, grita por mim: eu sou o bálsamo que te cicatriza as chagas e te minora os padecimentos;

QUANDO o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que já ninguém pode inspirar-te confiança, vem a mim: eu sou a sinceridade, que sabe corresponder à franqueza de tuas atitudes e à nobreza de teus ideais;

QUANDO a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, clama por mim : eu sou a alegria, que te insufla um alento novo e te faz conhecer os encantos de teu mundo interior ;

QUANDO, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela para mim : eu sou a esperança, que te robustece a fé e te acalenta os sonhos;

QUANDO a impiedade recusar-se a relevar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-me: eu sou o perdão, que te levanta o ânimo e promove a reabilitação de teu espírito;

QUANDO duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o cepticismo te avassalar a alma, recorre a mim: eu sou a crença, que te inunda de luz o entendimento e te habilita para a conquista da Felicidade;

QUANDO já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera e te desiludires do sentimento de teu semelhante, aproxima-te de mim: eu sou a renúncia, que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo.

E QUANDO, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. Eu sou a dinâmica da vida e a harmonia da Natureza: chamo-me amor, o remédio para todos os males que te atormentam o espírito.

Estende-me, pois, a tua mão, ó alma filha de minhalma, que eu te conduzirei, numa seqüência de êxtases e deslumbramentos, às serenas mansões do Infinito, sob a luz brilhante da Eternidade.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O VASO



O VASO

Um velho oleiro, muito dedicado ao trabalho, certa feita, adoeceu gravemente e entrou a passar enormes necessidades.

Os parentes, aos quais ele mais servira, moravam em regiões distantes e pareciam haver perdido a memória…

Sem ninguém que o auxiliasse, passou a viver da caridade pública, mas, quando esmolava, caiu na via pública e quebrou uma das pernas, sendo obrigado a recolher-se à cama, por longo tempo.

Chorando, amargurado, fez uma prece e rogou a Deus alguma consolação para os seus males.

Então, dormiu e sonhou que um anjo lhe apareceu, trazendo a resposta pedida.

O mensageiro do Céu conduziu-o até o antigo forno em que trabalhava, e, mostrando-lhe alguns formosos vasos de sua produção, perguntou:

- Como é que você conseguiu realizar trabalhos assim tão perfeitos?

O oleiro, orgulhoso de sua obra, informou:

- Usando o fogo com muito cuidado e com muito carinho, no serviço da perfeição. Alguns vasos voltaram ao calor intenso duas ou três vezes.

- E sem fogo você realizaria a sua tarefa? – indagou, ainda, o emissário.

- Nunca! – respondeu o velho, certo do que afirmava.

- Assim também – esclareceu o anjo bondoso -, o sofrimento e a luta são as chamas invisíveis que Nosso Pai Celestial criou para o embelezamento de nossas almas que, um dia, serão vasos sublimes e perfeitos para o serviço do Céu.

Nesse instante, o doente acordou, compreendeu a Vontade Divina e rendeu graças a Deus.

Chico Xavier (médium)
Meimei (espírito) Livro:

A jabuticabeira


Lembro-me que havia uma jabuticabeira bem na janela do meu quarto. Não fui eu que a plantei. Mas todo ano era festa: vinham as flores, depois forrava das jabuticabas mais doces que eu e os passarinhos disputávamos. Subia até no alto para colher as docinhas. Era casa alugada. Quando meus pais se mudaram de lá, a jabuticabeira ficou.

A vida e a morte são imagens em busca de suas metáforas perfeitas. Inútil tentativa achar solução; resta-nos tentar poetizar, falar de flores, rios correntes e do tempo inexplicavelmente mágico em que nossa janela para o mundo está aberta. Às vezes, não tão aberta, mas ainda se pode sentir calor do sol lá fora, ou se imaginar as estrelas: é só fechar os olhos.

A estranha percepção de sentir-se é a sanfona no peito inflando e desinflando, a percussão quase silenciosa no tórax, e esse auto-olhar que consegue ver a ponta do próprio nariz; um roteiro sem cortes do filme da nossa existência que está sequenciado até o sumidouro escuro ou cheio de luz.

Nunca fui sábio para compreender nem a vida nem a morte. Tive, na adolescência, o que hoje se dá nome de síndrome do pânico: atualmente, ficou chique o pavor da finitude. Enfim, sempre achei um vácuo estranho o tempo antes de meu nascimento, e também o tempo que não me acontecerá depois daquilo que você sabe o quê, mas, como dizia minha avó: "Vira essa boca para lá". Três toques na madeira. Quero a bênção da velhice plena, da folha seca que o vento precisa levar até que o peso das minhas pálpebras me convidem ao sono.

Perdi, sem adeus, alguns amigos recentemente. E se você parar para pensar, tudo na vida pode ser definido como recentemente. Depende da crueldade da sua memória. Sentimo-nos traídos e abandonados pelo destino, por nada dizer naquele último contato no posto de gasolina, aquela última conversa ao telefone, aquela piada conhecida e sem graça da qual se riu para celebrar o ócio, aquele sorriso trocado ao final da canção.

E não há saída fácil. O que passou, passou. É pensamento, é passamento. A fé na eternidade ajuda, mas não elimina a incerteza do agora. Quando a gente sobe na cruz, vai se sentir abandonado e pedir socorro para Deus. Deve ser como pegar a fila da montanha-russa e não ter como desistir. Quando o treco desembestar na descida, o grito é certo.

Não me lembro de ter fechado a janela do meu quarto para a jabuticabeira. Semana passada, por curiosidade, passei pela velha casa. Mais de vinte anos depois. Não havia mais nada. Mas quando eu fecho os olhos, eu abro a janela.

Filho da Luz


Quando o caos começou a reinar sobre a Terra e os alimentos da humanidade não produziam força e revigoramento suficientes, o Filho da Luz desceu para trazer à humanidade um novo alimento.
Ele se aproximou primeiro daqueles que habitualmente serviam a refeição para as pessoas. Quando ele olhou para as suas bacias, ele descobriu que o mingau estava estragado e mofado. Então, ele ofereceu-lhes o seu próprio alimento.
Os doadores de mingau experimentaram seu novo alimento. Mas assim que eles prepararam, eles imediatamente afastaram os pratos com desdém e disseram: “O gosto do seu mingau não é reconhecível para nós – temos o nosso próprio mingau. Desde sempre tem sido bom para os nossos pais e avós, é bom para nós também.”
Assim, o Filho da Luz teve que olhar para as pessoas que ainda não se acostumaram ao gosto do mingau velho. Ele encontrou-os entre os pescadores e pessoas simples. Eles imediatamente pegaram um sopro do poder do novo mingau e começaram a comê-lo com colheres cheias; incrivelmente felizes, eles o ofereceram às outras pessoas ao redor.
A notícia sobre o novo mingau propagou-se amplamente; e mesmo depois que o Filho da Luz, que levou para as pessoas o amor do Altíssimo, tinha ido embora, mais e mais pessoas perguntavam dele.
No entanto, como a doação de alimentos gratuita não duraria para sempre, os doadores de mingau colocaram novamente as mãos sobre as refeições. Como o tempo passou, doadores de mingau sujaram os dois lados da bacia, às vezes até mesmo algo de seus dedos caía no mingau! E como se isso não fosse o suficiente, as pessoas, com as mãos sujas, queriam atuar como doadores de mingau.
Logo, quando o mingau continuava a perder a sua pureza, seu poder e alegria, a consistência continuou a desaparecer também. Quanto mais fraco o poder do mingau ficava, mais elogios recebia dos doadores de mingau.
Depois de algum tempo, quando gerações inteiras de doadores de mingau tinham alterado seus pratos, o mingau cheirava a mofo e putrefação novamente. Doadores de mingau ficaram com medo que eles pudessem perder sua posição importante, e como resultado disto começaram a prometer que todos os que sacrificassem o seu apetite e olfato, certamente obteriam o direito perpétuo de possuir o mingau.
Deste modo, uma multidão de pessoas apreciava o conteúdo do mingau e até hoje não toleram que digam qualquer coisa ruim sobre isso – eles têm o nariz, mas eles não sentem o cheiro; eles comem o mingau, mas não sentem o sabor dele.
Embora sempre tenha existido algumas pessoas suspeitas, as quais parecem não achar o mingau tão delicado – e eles simplesmente não gostam dele –, de qualquer modo, a multidão de pessoas olha sempre de outra forma – eles mantêm a mesma lógica ao verem a nova comida, entregue novamente pelo Altíssimo em Seu infinito amor. O novo pão da vida foi rejeitado da mesma forma como ele tinha sido repudiado há muito tempo, não apenas pelos doadores de mingau, mas também por aqueles que estavam muito acostumados à comida velha e trocaram a eternidade pela promessa do direito eterno pelo mingau. Contudo, todos aqueles que estão buscando e que são incansáveis em sua busca, encontrarão esse alimento espiritual da vida.
Há cerca de quarenta anos, eu fazia uma longa viagem a pé em altitudes absolutamente desconhecidas pelos turistas, numa região antiga. Na época em que se compreendeu minha longa caminhada por esta região desértica, nada crescia por lá exceto alfazema selvagem. Era uma terra deserta, árida e monótona.
Após três dias de caminhada, encontrava-me no meio de uma desolação sem igual. Acampava ao lado do esqueleto de uma aldeia abandonada. Não tinha água desde a véspera e eu necessitava encontrá-la. Aquelas casas aglomeradas como um velho ninho de vespas, embora em ruínas, levaram-me a pensar que talvez lá tivesse havido em tempos passados uma fonte ou um poço. Havia de fato uma fonte, mas estava seca.
Tive de levantar o acampamento. Ao fim de cinco horas de caminhada, eu ainda não tinha encontrado água, e nada me dava esperanças de poder vir a encontrá-la. Por todos os lados a mesma secura, as mesmas plantas lenhosas. De repente vi ao longe uma pequena silhueta negra. Fosse o que fosse; dirigi-me para ela. Era um pastor. Umas trinta ovelhas, deitadas sobre a terra escaldante, descansavam perto dele.
Ele deu-me de beber e, um pouco mais tarde, conduziu-me à sua cabana que se situava numa ondulação do planalto. Ele extraía a sua água, uma água excelente, de um furo natural muito profundo, ao lado da cabana.
Esse homem falava pouco. Isto é próprio das pessoas solitárias, mas parecia confiante e seguro de si.
Sua cabana estava arrumada, a louça lavada, o chão varrido; ao lume fervia uma panela de sopa. Reparei então que ele estava barbeado, que todos os seus botões estavam bem cosidos, que a sua roupa estava remendada com aquele cuidado minucioso que torna os remendos invisíveis.
Ele partilhou sua sopa comigo e, quando lhe ofereci meu tabaco, disse-me que não fumava. O seu cão, silencioso como ele, era amigável, mas não submisso.
Imediatamente se tornou claro, por um acordo tácito, que eu passaria a noite ali. A aldeia mais próxima ficava a mais de um dia de caminhada. E, além disso, eu conhecia perfeitamente o caráter das aldeias daquela região. Umas quatro ou cinco, dispersas pelos flancos das alturas, nas matas de carvalhos brancos, longe umas das outras, na extremidade de caminhos por onde podiam passar carruagens. São habitadas por lenhadores que fazem carvão de madeira. Suas vidas eram pobres. As famílias, apertadas em pequenos espaços, nesse clima que é duma rudeza excessiva, fecham-se no seu egoísmo, numa ambição irracional, desejando continuamente escapar-se deste lugar.
Havia concorrência em tudo, desde a venda do carvão até o banco da igreja. Sobre tudo isso, um vento que irrita os nervos sem cessar. Há epidemias de suicídios e numerosos casos de loucuras, quase sempre mortíferas.
O pastor, que não fumava, foi buscar um saquinho e despejou sobre a mesa um monte de bolotas. Pôs-se a examinar com muita atenção, uma após outra, separando as boas das más. Eu fumava o meu cachimbo. Ofereci-lhe ajuda, mas ele disse-me que era assunto seu. Quando tinha do lado das boas bolotas um monte bastante grande, contou-as em grupos de dez. Ao fazer isso, eliminava ainda os frutos pequenos ou os que estavam ligeiramente fendidos, pois os observava de muito perto. Quando, enfim, juntou diante de si cem bolotas perfeitas, parou e fomos dormir.
O convívio com este homem dava uma grande paz. No dia seguinte pedi-lhe autorização para passar o dia todo com ele. Ele considerou isso natural ou, mais exatamente, deu-me a impressão de que nada poderia incomodá-lo. Ele fez sair o rebanho e levou-o para a pastagem. Antes de partir, molhou num balde de água o pequeno saco onde tinha posto as bolotas cuidadosamente escolhidas e contadas.
Reparei que em vez do cajado ele levava um varão de ferro grosso como o dedo polegar e com cerca de um metro e meio de comprimento.
Ele deixou o pequeno rebanho à guarda do cão e subiu em direção ao local onde eu me encontrava. Ele convidou-me a acompanhá-lo caso não tivesse nada de melhor para fazer. Ele ia a uns duzentos metros para cima.
Chegando ao local onde queria, começou a espetar o varão de ferro na terra, isto fazia um pequeno buraco no qual metia uma bolota, depois tapava o buraco de novo. Ele plantava carvalhos. Perguntei-lhe se a terra lhe pertencia. Ele respondeu que não. Sabia de quem era? Ele não sabia. Supunha que era uma terra comunal ou talvez fosse de alguém que não se importava com ela. Ele não se preocupava nada por não conhecer os proprietários. Plantou assim as suas cem bolotas com um cuidado extremo.
Depois do meio-dia, ele começou a selecionar as suas sementes. Devo ter insistido muito nas minhas perguntas, pois ele ia respondendo. Havia três anos que ele plantava árvores naquela solidão. Já tinha plantado cem mil. Dessas cem mil, vinte mil tinham nascido. Dessas vinte mil, ele contava perder metade por causa dos animais roedores ou de tudo o que é impossível. Restavam dez mil carvalhos que iam crescer naquele local onde antes não havia nada.
Nesse momento interroguei-me sobre a idade daquele homem. Tinha visivelmente mais de cinqüenta anos. Cinqüenta e cinco, disse ele. Chamava-se Elzéard Bouffier. Tinha tido uma fazenda nas planícies, onde viveu parte de sua vida. Tinha perdido sua esposa e seu único filho, e então ele retirara-se para a solidão onde lhe dava prazer viver lentamente com as suas ovelhas e o seu cão. Ele tinha concluído que aquele país morria por falta de árvores. Acrescentou que, não tendo ocupações muito importantes, ele resolveu remediar a situação.
Disse-lhe que em poucos anos esses dez mil carvalhos estariam magníficos. Ele respondeu-me muito simplesmente que, se Deus lhe desse vida, em trinta anos ele teria semeado muitas outras árvores que esses dez mil seriam uma gota de água no oceano.
Aliás, ele já estudava a reprodução dos carvalhos e tinha perto de sua cabana um viveiro de amêndoas de faias. Aquelas que ele tinha protegido dos seus animais por uma cerca de tela estavam belíssimas. Ele também estava considerando bétulas para o fundo do vale onde, disse-me ele, que a umidade estava adormecida a poucos metros da superfície do solo. Separámo-nos no dia seguinte.
No ano seguinte começou a guerra de 14, na qual estive durante cinco anos. Eu tinha esquecido todo o acontecimento. Um soldado de infantaria não podia refletir sobre árvores.
Saído da guerra, encontrava-me com um grande desejo de respirar um pouco de ar puro. Foi sem qualquer outra idéia pré-concebida que retomei o caminho para aquele país deserto. A terra não tinha mudado, contudo, para além da aldeia morta, vislumbrei ao longe uma espécie de névoa cinza que cobria as colinas como um tapete. Eu tinha recomeçado a pensar naquele pastor, que plantava árvores. “Dez mil carvalhos” eu refletia “ocupam de fato um grande espaço”.
Tinha visto muita gente morrer durante cinco anos para não imaginar facilmente a morte de Elzéard Bouffier.
Ele não tinha morrido. De fato, estava mesmo muito vivo. Ele tinha mudado de profissão. Agora possuía apenas quatro ovelhas mas, em compensação, tinha uma centena de colméias. Tinha-se livrado das ovelhas, porque elas colocavam em perigo a plantação de árvores. A guerra não tinha perturbado a todos. Ele tinha continuado imperturbavelmente com a sua plantação.
Os carvalhos de 1910 tinham agora dez anos e estavam mais altos do que eu e do que ele. O espetáculo era impressionante. Como ele não falava, passamos o dia todo em silêncio, andando pela floresta. Isto estava em três talhões, onze quilomêtros de comprimento, no seu ponto mais longo, e três quilômetros de largura. Eu me lembrava que aquilo tudo tinha saído das suas mãos e da alma daquele homem, sem meios técnicos. Eu estava literalmente sem palavras.
As faias que me chegavam aos ombros, espalhadas a perder de vista. Os carvalhos estavam vigorosos e tinham ultrapassado a idade em que estavam à mercê dos roedores para destruir a obra criada, estavam agora em pé uma ao lado da outra. O pastor me mostrou admiráveis bosquezinhos de bétulas que datavam de cinco anos atrás. Tinha-as feito ocupar todos os vales onde ele suspeitava, com razão, que haveria umidade quase na superfície. Estavam tenras como jovens garotas e muito decididas.
A criação parecia, aliás, realizar-se por uma reação em cadeia. Ele não se preocupava com isso, mas prosseguia obstinadamente a sua simples tarefa. Mas ao descer novamente pela aldeia, vi correr água em riachos que, na memória viva, sempre tinham estados secos. Foi o mais formidável renascimento, que me foi dado presenciar.
O vento também dispersava certas sementes. Ao mesmo tempo em que reapareceu a água, reapareciam salgueiros, prados, jardins, flores e uma certa alegria de viver.
Mas a transformação acontecia tão lentamente que entrava nos hábitos sem provocar espanto. Os caçadores, que subiam às alturas na perseguição de lebres ou de javalis, tinham na verdade constatado a população das pequenas árvores, mas tinham-na atribuído aos caprichos naturais da terra. Por isso ninguém tocava na obra daquele homem. Quem, entre os aldeões ou os administradores, teria suspeitado que qualquer um poderia mostrar essa obstinação na realização deste magnífico ato de generosidade?
A partir de 1920 nunca fiquei mais de um ano sem visitar Elzéard Bouffier. Nunca o vi desfalecer nem hesitar, apesar de que só Deus sabe, que sua vida não foi fácil. Eu nunca disse nada sobe suas decepções, mas você pode facilmente imaginar que deve ter sido necessário vencer a adversidade. Ele tinha, durante um ano, plantado mais de dez mil áceres vermelhos. Todos tinham morrido. No ano seguinte; desistiu dos áceres para retomar as faias, as quais resultavam ainda melhor que os carvalhos.
Para ter uma idéia mais ou menos exata deste caráter excepcional, é preciso não esquecer que ele trabalhava numa solidão total, tão total que, no fim de sua vida, ele tinha perdido o hábito de falar. Ou será que não via necessidade?
Em 1933 ele recebeu a visita de um guarda florestal deslumbrado, que ordenou-lhe que não fizesse qualquer fogueira fora, com medo de pôr em perigo aquela floresta “natural”. Nessa época ele ia plantar faias a doze quilômetros da sua casa. Para evitar o ir e vir, porque tinha então setenta e cinco anos, tencionava construir uma cabana de pedra nos próprios locais de suas plantações. O que ele fez no ano que se seguiu.
Em1935, uma verdadeira delegação administrativa foi examinar a “floresta natural”. Desejavam fazer qualquer coisa e, felizmente não se fez nada, a não ser a única coisa útil: colocar a floresta sob a guarda do Estado e proibir que lá se fosse fazer carvão. Pois era impossível não ficar subjugado pela beleza daquelas jovens árvores em plena saúde.
Eu tinha um amigo entre os chefes florestais da delegação. Expliquei-lhe o mistério. Nós fomos à procura de Élzeard Bouffier. Encontrámo-lo em pleno trabalho a vinte quilômetros do local onde tinha sido feita a inspeção.
Antes de partir, meu amigo fez apenas uma breve sugestão acerca de certas espécies às quais o terreno dali parecia ser favorável. Mas ele não insistiu. “Pela simples razão”, disse-me depois, que, “aquele homem sabe mais disso do que eu”. Depois de uma hora de nossa caminhada, ele acrescentou: “Sabe muito mais disso do que todo mundo e ele encontrou uma ótima maneira de ser feliz!”
Foi graças a esse chefe que, não somente a floresta, mas a felicidade daquele homem foram protegidas. Ele nomeou três guardas florestais para essa proteção e amedrontou-os de tal maneira que ficaram insensíveis a quaisquer “garrafas de vinho” que os carvoeiros pudessem oferecer-lhes como propina.
A floresta não correu nenhum risco grave, exceto durante a guerra em 1939. Os automóveis moviam-se a gasogênio, a madeira nunca era suficiente. Começaram a fazer cortes nos carvalhos de 1910. Mas essas árvores estavam tão afastadas das estradas que o empreendimento se revelou muito ruim do ponto de vista financeiro e foi abandonado. O pastor não tinha visto nada. Estava a trinta quilômetros, continuando calmamente o seu labor, ignorando a guerra de 39 como tinha ignorado a de 14.
Eu vi Elzéard Bouffier pela última vez em 1945. Ele tinha então oitenta e sete anos. Eu tinha retomado a rota do deserto, mas agora, estava funcionando um ônibus lá. Atribuí a esse meio de transporte o fato de não estar reconhecendo os lugares dos meus primeiros passeios. Parecia-me também que o itinerário me fazia passar por lugares novos. Precisei perguntar o nome de uma aldeia para concluir que estava mesmo nessa região dantes em ruína e desolação.
Em 1913, esta aldeia de dez a doze casas tinha três habitantes. Eram selvagens, detestavam-se, viviam da caça com armadilhas. As urtigas devoravam as casas abandonadas.
Tudo estava mudado, até o ar. No lugar das rajadas secas e brutais que dantes me tinham acolhido, soprava uma brisa suave carregada de doces odores. Um ruído semelhante ao da água vinha das alturas. Era o vento nas árvores. Enfim, o maior espanto foi ouvir o verdadeiro som da água correndo para um tanque. Eu vi que tinham feito uma fonte, que a água era abundante e, o que mais me tocou, tinham plantado ao pé da fonte uma tília que podia ter já uns quatro anos, já grossa, símbolo incontestável duma ressurreição.
O lugarejo tinha agora vinte e oito habitantes, entre os quais quatro jovens casais. As casas novas, reboco novo, estavam rodeadas de hortas onde cresciam, misturados mas alinhados, legumes e flores, couves e roseiras, peras e flores de coelho, aipos e anêmonas. Era um lugar onde se desejaria viver.
A partir daí eu continuei o meu caminho a pé. Nos flancos aplanados da montanha, eu via pequenos campos de cevada e centeio, no fundo dos vales estreitos as terras foram virando pasto verde.
As velhas nascentes alimentadas pelas chuvas e pelas neves que as florestas retêm, recomeçaram a correr. Os riachos foram canalizados. Ao lado de cada fazenda, em meio a bosques de plátanos, os tanques das fontes transbordam sobre tapetes de hortelã fresca.
As aldeias reconstruíram-se pouco a pouco. Uma população vinda das planícies, onde a terra é cara, fixara-se na região trazendo juventude, movimento e espírito de aventura. Encontravam-se pelos caminhos homens e mulheres bem alimentados, meninos e meninas sorrindo. Mais de dez mil pessoas deviam a sua felicidade a Elzéard Bouffier.
Quando penso que um único homem, confiando em seus próprios recursos físicos e morais, fora capaz de transformar um deserto nesta terra de Canaã, estou convencido de que, apesar de tudo, a condição humana é verdadeiramente admirável. Mas quando considero a grandeza de alma e a dedicação necessárias para obter esta transformação, sinto um imenso respeito por esse velho camponês sem cultura.
Adaptado de Jean Giono

O escritor francês Jean Giono registrou em seu livro um resultado maravilhoso; centenas de milhares de hectares de terra foram arborizadas e sua novela inspirou muitas pessoas até os dias atuais a plantar árvores. E não foi somente isto. Seu sonho de plantar árvores tem fortemente influenciado milhões de leitores em todo o mundo, mudando suas relações com a natureza e fortalecendo seus corações a crer na força do espírito.